PESQUISA & CIA

Um blog destinado à Pesquisa, apresentação de livros e resumos acadêmicos, com a proposta de  debater acerca desses temas, tratando desde aspectos metodológicos até condução para desenvolvimento do trabalho acadêmico.
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Segunda-feira, Novembro 05, 2007

W. H. AUDEN



Uma biografia de tostão dar-te-á todos fatos:
Como o Pai surrou-o, como ele bateu em retirada,
Quais as pelejas da sua mocidade, quais os atos
Que o tornaram em seu tempo figura tão afamada;
Como lutou, pescou, caçou, trabalhou noites seuidas,
Como, tonto, escalou novos picos, deu seu nome a um mar:
Escrevem mesmo alguns dos estudiosos da sua vida
Que, como eu e tu, amor fazia-o em prantos desatar.
Com todas as suas honrarias, ansiava por uma
Que em casa se encontra, dizia a crítica boquiaberta;
Fazia pequenos consertos domésticos com jeito
E só; sabia assobiar; ficava sentado satisfeito
Ou zanzando à toa pelo jardim; respondia a certas
Longas, esplêndidas cartas, mas não guardava nenhuma
”.
(AUDEN, W. H., Quem é quem. In: Poemas. Tradução de José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1986).

O poeta, dramatugo, editor e ensaísta inglês Wystan Hugh Auden (1907-1975), teve influência poética de Thomas Hardy, Robert Frost, William Blake e Emily Dickinson. Publicou seu primeiro livro “Poemas”, em 1928, alcançando o topo da nova geração de poetas. De adepto do socialismo e da psicanálise freudiana, quando se preocupava com o papel do homem na sociedade marcando sua inrquietação social e psicológica. passou para o cristianismo e a teologia do protestantismo. Foi Chancellor da Academia de Poetas Americanos de 1954 a 1973 e dividiu a segunda parte da sua vida nas residências de Nova York e Áustria. Faleceu em Viena, em 1973. Era admirado pela sua técnica e habilidade em escrever poemas em todas as formas imagináveis, pela incorporação em suas obras de elementos cultura popular e eventos atuais e também por seu vasto intelecto. Sua poesia freqüentemente reconta, literal ou metaforicamente, uma jornada ou aventura, e suas viagens acabaram servindo como rico material para seus versos. É considerado o maior poeta inglês do século XX, seu trabalho influenciou as gerações seguintes, dos dois lados do Atlântico. Suas obras: Poems (1930) The Orators prose and verse (1932) Look, Stranger! in America: On This Island (1936) Spain (1937) Another Time (1940) The Double Man (1941) The Quest (1941) For the Time Being (1944) The Sea and the Mirror (1944) Collected Poetry (1945) The Age of Anxiety: A Baroque Eclogue (1947) Collected Shorter Poems 1930-1944 (1950) Nones (1952) The Shield of Achilles (1955) The Old Man's Road (1956) Selected Poetry (1956) Homage to Clio (1960) About the House About the House (1965) Collected Shorter Poems 1927-1957 (1966) Collected Longer Poems (1968) City without Walls (1969) Academic Graffiti (1971) Epistle to a Godson (1972) Thank You, Fog: Last Poems (1974) Selected Poems (1979) Collected Poems (1991) Prosa: Letters from Iceland (1937) com L. MacNiece. Journey to a War (1939) com C. Isherwood. Enchaféd Flood (1950) The Dyer's Hand (1962) Selected Essays (1964) Forewords and Afterwords (1973) Antologia: Selected Poems, por Gunnar Ekelöf (1972) Drama: Paid On Both Sides (1928) The Dance of Death (1933) The Dog Beneath the Skin: or, Where is Francis? (1935) com C. Isherwood. The Ascent of F.6 1936) com C. Isherwood. On the Frontier (1938).

Veja mais no Guia de Poesia.

por Luiz Alberto Machado, às 5:05 AM