Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
Por um novo dia sempre. Por um homem justo e novo. Por um gesto necessário em favor da vida! Por isso sou cantador.Gentamiga, Mais um ano se vai. E com ele nascem novas esperanças. Obrigado por sua companhia. Estarei de férias até dia 03 de janeiro! Até lá. E depois disso muitas novidades para o Pesquisa & Cia! Feliz Ano Novo! Beijabrações & tataritaritatá!!! PS: Com muito humor veja mais as previsões do Doro para 2008, as crônicas natalinas e o reveillon tataritaritatá!
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Luiz Alberto Machado,
às 4:45 AM
Terça-feira, Dezembro 18, 2007
Gilberto Mendonça Teles é poeta, advogado e professor universitário de Teoria da Literatura e Literatura Brasileira. Formado em Letras Neolatinas na Faculdade de Filosofia da Universidade de Goiás e, também, bacharel em Direito na mesma universidade. Defendeu a tese de doutorado em Letras, Drummond: A Estilística da Repetição, publicada em 1970 (Ed. J. Olympio), na PUC/RS. Na década de 1980 foi professor visitante de Literatura Brasileira na Universidade de Lisboa e no Centro de Apoio da Madeira, em Portugal, e professor-associado na Université de Haute Bretagne, na França. Em 1991 foi professor visitante de Literatura Brasileira e Latino-americana da Universidade de Chicago (Estados Unidos) e, entre 1993 e 1994, integrou a equipe dos Archives de la Litterature Latino-américaine, em Paris (França). Publicou seu primeiro livro de poesia, Alvorada, em 1955 e sua obra poética ainda inclui os livros Arte de Armar (1977), Nominais (1993) e & Cone de Sombras (1995), entre outros. Já recebeu 18 prêmios literários, entre os quais: "Álvares de Azevedo" [Poesia], da Academia Paulista de Letras, 1971; "Olavo Bilac" [Poesia], da Academia Brasileira de Letras, 1971; "Sílvio Romero" [Ensaio], da A. B. L., 1971; "IV Centenário de Os Lusíadas" [Literatura Comparada], da Comissão do IV Centenário de Camões, 1972; "Prêmio de Ensaio", da Fundação Cultural do Distrito Federal, 1973; "Brasília de Poesia", do XII Encontro Nacional de Escritores, 1978; "Cassiano Ricardo" [Poesia], do Clube de Poesia de São Paulo, 1987; e "Machado de Assis" [Conjunto de Obras], da Academia Brasileira de Letras, 1989. Detentor de um currículo invejável que, inclusive, daria para encher várias páginas deste site, Gilberto Mendonça Teles acima de tudo é bastante gentil, simpático, acessível e está disposto sempre a atender os que chegam. Foi desta forma que ele concedeu uma entrevista para o Guia de Poesia. Veja a entrevista no Guia de Poesia.
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Luiz Alberto Machado,
às 6:05 AM
Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
 Gentamiga! Já está circulando o zine impresso Tataritaritatá! Este é o segundo número do zine impresso Tataritaritatá que está circulando este mês de dezembro. Nele tem uma seção dedicada ao Pesquisa & Cia com dicas para pesquisa, estudos e trabalhos acadêmicos. E para você recebê-lo mensal e gratuitamente na comodidade do seu lar, é só enviar um mail para lualma@terra.com.br com o seu endereço residencial. Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!! Luiz Alberto Machado.
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Luiz Alberto Machado,
às 5:33 AM
Sexta-feira, Dezembro 14, 2007
ARIANO SUASSUANA: INICIAÇÃO À ESTÉTICAO livro Iniciação à estética, de Ariano Suassuna foi editado pela Editora Universitária da Universidade Federal de Pernambuco, em 1975 e se compõe de 6 livros, sendo o primeiro dedicado à Estética e seu Método, o segundo As fronteiras da beleza, o terceiro dedicado às categorias da beleza, o quarto: A arte; o quinto, O universo das artes; e o sexto: Os métodos da estética. No primeiro livro que é dedicado à estética e seu método, dois capítulos são apresentados: a natureza e objeto da estética e, o segundo tratando acerca das opções iniciais da estética. No segundo livro, onde aborda as frontes das beleza, trata acerca da teoria platônica da beleza, a teoria aristotélica da beleza, a teoria plotínica da beleza, a teoria kantiana da beleza, a beleza segundo a estética idealista alemã, a teoria hegeliana da beleza e a beleza como síntese realista e objetivista. No terceiro livro, onde são abordadas as categorias da beleza, dois capítulos: a visão objetiva e a visão psicológica concernente às categorias da beleza. No livro IV, onde a arte é abordada constam: a concepção tradicional da arte, as teorias kantiana, hegeliana e tomista da arte, a beleza artística e a da natureza, a arte e a natureza, o feio na arte, a arte e a moral, arte gratuita e arte participante, ofício, técnica e forma na arte e as origens da arte. No livro V dedicado ao universo das artes, constam: hierarquia e classificação das artes, a escultura, a arquitetura, a pintura, a música, a dança e a mímica, a literatura e as artes de espetáculo. Por fim, no livro VI onde são apresentados os métodos da estética, o autor aborda questões atinentes a: a estética filosófica, Fechner e a estética empirista, a estética psicológica, a estética historicista e a sociológica e, por fim, a estética fenomenokógica. SUASSUNA, Ariano. Iniciação à estética. Recife: Universitária, 1975. Veja mais a entrevista de Ariano Suassuna no Guia de Poesia e mais no Pesquisa & Cia.
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Luiz Alberto Machado,
às 5:10 AM
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
 " Madame Bovary sou eu" Gustave Flaubert (1821-1880), escritor francês e mestre do Realismo, tornou-se um dos maiores nomes da literatura ocidental ao publicar a sua obra mais famosa, Madame Bovary. Este romance escandalizou a França sendo o autor alvo do conservadorismo francês da época, processado e, posteriormente, absolvido, mas sendo considerada uma “ obra execrável sob o ponto de vista moral". É ele também autor de obras como Salambô, La Tentation de Saint Antoine, Trois Contes, Bouvard ey Pécuchet e L´Éducation Sentimentale. Em suas obras ele buscava a perfeição, o “le mot juste”. Tratando sobre a traição feminina no casamento, o primeiro romance do realismo universal, Madame Bovary, foi publicado em 1857, onde o autor demonstra a intenção de destruir o arquétipo da mulher romântica e, por conseqüência, o mundo romântico idealizado. No entanto, vale considerar que os personagens não se desenvolvem segundo a vontade do autor, e sim em face da dialética interna de sua existência social e psicológica, refletindo a visão de mundo do autor. A personagem principal da história, Emma Bovary, encarna o retrato fiel da incapacidade intelectual, emocional e insensibilidade moral que, para o autor, eram os principais componentes das sociedades provincianas, se constituindo no arquétipo do herói quixotesco, cujo maior problema da heroína era escurecimento da visão e detectando o seu estado de devaneio lírico e romântico: "(...) atraída para o homem pela ilusão da personagem, ela tentou imaginar a sua vida, essa vida retumbante, extraordinária, esplêndida, e que poderia ter sido a sua se a sorte o tivesse querido. Eles ter - se - iam conhecido, ter - se - iam amado! Com ele, por todos os reinos da Europa, ela teria viajado de capital em capital, partilhando - lhe as fadigas e os triunfos, colhendo as flores que lhe arremessavam, bordando- lhe ela própria os seus fatos de cena; depois, todas as noites, no fundo de um camarote, atrás da grade com a sua rede de ouro, teria recolhido, boquiaberta, as expansões dessa alma que cantaria só para ela; da cena, enquanto representava, ele olharia para ela. Mas uma alucinação apoderou - se de Emma; o cantor estava realmente com os olhos postos nela .Sentiu ânsias de correr para os seus braços e refugiar - se na sua força, como na própria encarnação do amor, e de lhe dizer, de lhe gritar: «Arrebata - me, leva - me, partamos! Para ti, para ti todos os meus ardores e todos os meus sonhos". Pelo que se pode ver o livro conta a história de Ema, uma jovem simples do interior da França, que um certo dia tem a chance de dar um chega pra lá a toda rotina que a consumia, pois fora convidada à casa do Marques d’Andersvilliers, em Vaubyessard. É claro que o convite não foi à toa, pois: " O coração de Ema palpitou, quando o seu cavalheiro lhe pegou a mão, pela ponta dos dedos, e colocou-se em linha, esperando o sinal de partida (...) logo, desapareceu a comoção e balouçando-se ao ritmo da orquestra, deslizou para frente com ligeiros movimentos de pescoço. O sorriso assomava-se aos lábios...". Depois aparece Leon com quem Ema pretende fugir, ir embora e entregar-se, quando ocorre a surpresa: a partida de Leon para Paris deixou-a desnorteada, e colocou-se apenas a pensar nele. Até aí, tudo na vontade até que aparece Rudolfo e Ema enfim trairia Carlos: " E ele declarou, por fim, num ar sério, que suas visitas se tornaram imprudentes e que ela se comprometia (...) Entretanto, como a luz das velas o ofuscava ele se voltava para a parede e adormecia, ela escapulia então retendo o fôlego, sorridente, palpitante, nua". Ema era só ambição, queria riquezas e devaneios, enquanto que o marido traído era voltado para tratar dos seus clientes. Seu marido Carlos ao tentar cuidar de um paciente, viu-se humilhado por outro médico. O pior era ter que agüentar a reprovação de Ema: " Ema a sua frente, olhava-o. Não compartilhava da sua humilhação; experimentava outra: a ter imaginado que semelhante homem pudesse valer alguma coisa; como se já vinte vezes ela não houvesse suficientemente percebido sua mediocridade". Depois de mais uma decepção, Ema procura o amante. Ema já não liga para horários e nem faz questão de esconder o que acontece. Num desses encontros, veio então a proposta de morarem longe, ele desconversou. Ema pede ao amante que fujam juntos. Combinaram tudo. Só faltavam os preparativos. Mas um arrependimento se abateu sobre Rudolfo, que escreveu uma carta renunciando a tudo o que havia combinado e a mandou para Ema, a carta estava em uma cesta de frutas. " Ema não se conteve mais: saiu como que para levar os frutos, despejou o cesto, arrancou as folhas, achou a carta, abriu-a e, como se não ouvisse atrás de si um pavoroso incêndio, pôs-se a fugir em direção ao quarto esbaforida". Mais tarde: " Pegou no frasco azul, destapou-o, meteu-lhe dentro a mão, tirou um punhado de pó branco e pôs-se a come-lo". Carlos então soubera da penhora, e quando encontrou Ema, quis explicações acerca do assunto. Mas a agonia do veneno já tomava conta do seu corpo. Carlos chorava, e ela quase desfalecia. Carlos manda chamar Homais, e apesar dos esforços após entoar uma canção, Ema deixou de existir. Pouco compreendido em sua época, o romance Madame Bovary é considerado como o mais importante romance da literatura francesa. FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Veja mais acessando Pesquisa & Cia.
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Luiz Alberto Machado,
às 5:52 AM
Terça-feira, Dezembro 11, 2007
 Gentamiga, A poeta, ensaísta e professora de Literatura da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Maria Esther Maciel, é mestre em Literatura e doutora em Literatura Comparada pela UFMG, com pós-doutorado em Literatura Comparada pela University of London. Ela publicou os livros Dos haveres do corpo (poesia), As vertigens da lucidez: poesia e crítica em Octavio Paz (estudo crítico), Triz (poesia), Vôo Transverso: poesia, modernidade e fim do século XX (ensaios), A memória das coisas – ensaios de literatura, cinema e artes plásticas (ensaios) e O livro de Zenóbia (ficção), dentre outros. Tem vários artigos, poemas e contos publicados em revistas nacionais e estrangeiras. É pesquisadora do CNPq e desenvolve, atualmente, o projeto de pesquisa “Bestiários Contemporâneos – animais na literatura”. Integra também o projeto internacional "Problematizing Global Knowledge - The New Encyclopaedia Project", do Theory, Culture & Society Centre, da Nottingham Trent University (Inglaterra). Ela também concedeu uma entrevista exclusiva para o Guia de Poesia. Confira a Entrevista no Guia de Poesia.
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Luiz Alberto Machado,
às 6:22 AM
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
 Exposição e seminário homenageiam escritora Clarice Lispector após 30 anos de sua morte. O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108) realizará a exposição “Clarice, Sempre Viva, Clarice”, no período de 7 a 14 deste mês, apresentando livros raros, imagens e documentos sobre a sua história de vida e trajetória artística. A abertura da mostra acontecerá nesta (sexta-feira, 7, às 19h, no saguão da biblioteca do Centro Cultural BNB-Fortaleza (3º andar). No último dia da exposição (sexta-feira, 14), de 10h às 13h, será realizado no auditório do CCBNB-Fortaleza (também no 3º andar) o seminário “Conversas ao pé de Clarice”, abrangendo uma série de debates, leituras e apresentações sobre a vida e a obra da romancista, contista, cronista, autora de literatura infantil e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. A exposição e o seminário têm curadoria de Fernanda Coutinho, Miguel Araújo, Isabela Damasceno e Luciana Goiana e produção do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC). Durante o seminário, serão apresentados os seguintes temas: “Clarice e a infância jamais perdida”, com Fernanda Coutinho; “Clarice e a paixão segundo G.H.”, com Vera Moraes; “Imagens Clariceanas”, com Ângela Fernandes; “Os tesouros escondidos nos desastres de Sofia”, com Benigna Lessa; “A linguagem em água-viva”, com Glaydson Mathias; “Clarice Lispector e ‘a menor mulher do mundo’”, com Elenice Lima; “Tecendo a infância do mundo: Clarice Lispector e a literatura infantil”, com Jaqueline Moura; e “Macabéa, um ser para a morte”, com Viviane Aquino. INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Fernanda Coutinho (curadora) – (85) 8896.0667 Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3184 / 8851.5548 – jacquerlm@bnb.gov.br Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br Veja mais no Fórum do Guia de Poesia. E também veja mais: ARIANO SUASSUNAASCENSO FERREIRAHERMILO BORBA FILHOHENRY THOREAUBLAISE CENDRARSW. H. AUDENNOAM CHOMSKYVINICIUS DE MORAISJOÃO CABRAL DE MÉLO NETOGRACILIANO RAMOSWILLIAM BLAKEJORGE DE LIMAMANOEL BENTEVIOLGA SAVARYGILBERTO MENDONÇAS TELESGERALDO CARNEIROBRAULIO TAVARESREGINA IGELMARIA ESTHER MACIELSONIA VAN DIJCKCRISTIANE GRANDOROGEL SAMUELANTONIO MIRANDANELSON WERNECK SODRÉPOESIA E POEMALEONARDO MOTAARTISTAS MOÇAMBICANOSE muito mais acessando Pesquisa & Cia.
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Luiz Alberto Machado,
às 4:11 AM
Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
O GRANDE CIRCO MÍSTICOJorge de Lima O médico de câmara da imperatriz Tereza – Frederico Knieps resolveu que seu filho também fosse médico, mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes, com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps de que tanto se tem ocupado a imprensa. Charlote, filha de Frederico se casou com o clown, de que nasceram Marie e Oto. E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora que tinha no ventre um santo tatuado. A filha de Lily Braun – a tatuada no ventre quis entrar para um convento, mas Oto Frederico Knieps não atendeu, e Margarete continuou a dinastia do circo de que tanto se tem ocupado a imprensa. Então, Margarete tatuou o corpo sofrendo muito por amor de Deus, pois gravou em sua pele rósea a Via-Sacra do Senhor dos Passos. E nenhum tigre a ofendeu jamais; e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos, quando ela entrava nua pela jaula adentro, chorava como um recém-nascido. Seu esposo – o trapezista Ludwig – nunca mais a pôde amar, pois as gravuras sagradas afastavam a pele dela e o desejo dele. Então, o boxeur Rudolf que era ateu e era homem fera derrubou Margarete e a violou. Quando acabou, o ateu se converteu, morreu. Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps. Mas o maior milagre são as suas virgindades em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado; são as suas levitações que a platéia pensa ser truque; é a sua pureza em que ninguém acredita; são as suas mágicas em que o simples dizem que há o diabo; mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos. Maria e Helene se apresentam nuas, dançam no arame e deslocam de tal forma os membros que parece que os membros não são delas. A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos. Marie e Helene se repartem todas, se distribuem pelos homens cínicos, mas ninguém vê as almas que elas conservam puras. E quando atiram os membros para a visão dos homens, atiram as almas para a visão de Deus. Com a verdadeira história do grande circo Knieps muito pouco se tem ocupado a imprensa.JORGE DE LIMA. Nasceu em União dos Palmares (1893-1953), Alagoas. Fez Medicina em Salvador e se formou no Rio de Janeiro. Foi deputado estadual pelo Partido Republicano, em 1926. Também vereador pela União Democrática Nacional, no Rio de Janeiro. Publicou seu primeiro livro em 1915, “XIV Alexandrinos”. Assumiu a cátedra de Literatura da Universidade do Brasil e Universidade Católica, em 1949. Segundo Assis Brasil, trata-se de um poeta de linhagem parnasiana e simbolista que passaria pelo Modernismo com a sua fase nordestina, experimentando o romance de sabor surrealista. E, ainda, segundo Assis Brasil: “ Uma experiência poética vasta, tumultuada, com momentos de alto nível expressivo. Já foi comparado a Camões e Fernando Pessoa, pelo sentido cósmico de sua poesia. Após algumas incursões de cunho nacionalista, reflexo do movimento modernista, Jorge de Lima volta a um tipo de poesia imagística, subjetiva. Invenção de Orfeu representa o melhor de sua criação, um poema caótico para alguns, ou neobarroco, mas de densa beleza em muitas de suas passagens”. O critico Wilson Martins assinala que “ Realmente, Jorge de Lima é um poeta, como Cassiano Ricardo, impregnado de reminiscências literárias e, por isso mesmo, um pouco mimético. (...) na poesia de Jorge de Lima, há, por surpreendente que pareça, uma certa incapacidade de expressão propriamente poética: tanto nos poemas nordestinos e modernistas, quanto nos da restauração da poesia em Cristo, que seguirão a 1935, é sensível o ritmo prosaico (que ele procura dissimular com arbitrárias rupturas de verso) e a elocução editorializante, descritiva. Vindo do parnasianismo (parnasianismo aliás limitado no tempo e na técnica), Jorge de Lima parece haver compreendido o verso livre como simples disposição caprichosa das linhas na página e no poema; por isso mesmo, poemas de composição rítmica mais regular, como Essa Negra Fulô, revelam-se desde logo nitidamente superiores. Na terceira fase de sua carreira poética, que Tristão de Athayde denomina de mística, e que é a última no período modernista, Jorge de Lima abre um curioso tipo de poesia religiosa (que é, por definição, e não pode deixar de ser, proselitista): a poesia religiosa ligada ao hermetismo poético (ou, ao contrário, à simples exposição prosaica em que as jaculatórias e o fervor tomam o lugar da matéria poética)”. Nelson Werneck Sodré dele fala: “ (...) a importância da contribuição poética de um Jorge de Lima. Das três fases da sua atividade, realmente, no plano da poesia, a inicial e parnasiana, a regionalista e a final e religiosa, foi a segunda aquela em que a influencia modernista se mostra em toda a sua grandeza, a que assinala a posição do poeta alagoano em nossa literatura. A capacidade de transpor poeticamente os motivos nordestinos para a arte literária jamais seria tão perfeitamente realizada. O virtuosismo parnasiano, a que voltaria, sob outra forma, na última fase, o autor dos Poemas Escolhidos, ficaria inteiramente superado com a reconstituição, em saborosos versos livres, dos padrões e costumes, cuja marca estava presente numa região caracterizada do país. As tentativas para traduzir a inquietação social do tempo, como aquelas de Oswald de Andrade, mais significativas pelo que representavam como sintoma do que como realização, davam mostra do muito que restava à literatura explorar na realidade brasileira”. Para Oliveiros Litrento, “ Ao lado de Carlos Drummond de Andrade e Cassiano Ricardo, é um dos três grandes poetas do modernismo brasileiro. Poeta de múltiplas dimensões (...) No poema, em que a imitação não se confunde com plágios, a linguagem do mito desde às regiões abissais da criatura humana. O homem, condenado ao martírio por conseqüência do pecado, luta pela sobrevivência de sua parcela divina. E desta luta colossal entre o anjo e o demônio derramam-se versos. O poema, em cada estrofe e em cada canto, entoa em coro a insatisfação do homem que jamais se libertará de sua existência telúrica, angustiada e trágica. Esta, a grande mensagem de Invenção de Orfeu, o maior poema cancioneiro de todo o modernismo”. Também Claufe Rodrigues assim se expressa: “ Além de poemas, Jorge de Lima também escreveu romances ao logo de toda a sua carreira, entre os quais “Calunga” e “Guerra dentro do Beco”. Em 1952, publicaria a sua obra mais aclamada, “Invenção de Orfeu”, epopéia em dez cantos, na qual utiliza os recursos apreendidos em uma vida inteira dedicada à literatura”. BRASIL, Dicionário prático de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. LIMA, Jorge de. Anunciação e encontro de Mira-Celi. Tempo e eternidade. A túnica inconsútil. Rio de Janeiro: Record, 2006. LITRENTO, Oliveiros. Apresentação da literatura brasileira. Rio de Janeiro/Brasília: Forense-Universitária/INL, 1978. MARTINS, Wilson. A literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1967. SODRÉ, Nelson Werneck. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976. Veja mais Jorge de Lima no Guia de Poesia. E veja mais: ASCENSO FERREIRAW. H. AUDENNOAM CHOMSKYVINICIUS DE MORAISJOÃO CABRAL DE MÉLO NETOGRACILIANO RAMOSNELSON WERNECK SODRÉPOESIA E POEMALEONARDO MOTAARTISTAS MOÇAMBICANOSE muito mais acessando Pesquisa & Cia.
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Luiz Alberto Machado,
às 5:07 AM
Quarta-feira, Dezembro 05, 2007
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO TURÍSTICO
Para desenvolver um estudo voltado para a temática “Planejamento estratégico na organização hoteleira: um estudo de caso envolvendo as representações sociais na atividade turística e no meio ambiente”, deve-se considerar as atuais conjunturas relativas ao modo de vida em grandes cidades que se constituem em importantes fatores de motivação à prática do turismo. Para que haja sustentabilidade ambiental na prática do turismo, deve estar associada aos temas voltados para planejamento, meio ambiente e proteção ambiental de forma a promover responsavelmente a sustentabilidade. A inserção do tema ambiental em função das representações sociais para a construção do planejamento estratégico proporciona às organizações uma visão mais ampla nas suas atividades voltadas para a maior sustentabilidade sócio-ambiental do negócio. Com isso, é preciso verificar através das representações sociais qual a percepção dos funcionários de um hotel acerca do seu conceito de proteção ambiental. Com isso, o tema representação social utilizado como aporte teórico, comparece ordinariamente na análise das ciências sociais referindo-se à imagem do social, por meio do qual os indivíduos elaboram a compreensão do seu universo. Há necessidade que a organização manifeste interesse no estudo para obter o entendimento do senso comum existente entre os seus funcionários sobre proteção ambiental, pois utiliza tal fator como elemento central do seu marketing, tendo se preocupado em difundir a atenção ao tema no seu planejamento estratégico. REFERÊNCIAS RECOMENDADAS: ABRIC, J. C. A abordagem estrutural das representações sociais. In: Estudos Interdisciplinares de Representação Social. Goiânia: Cultura e Qualidade, 1998. ANSARAH, Marília G. Turismo, segmentação de mercado. São Paulo: Futura, 1999 ANSOFF, I. Estratégia empresarial. São Paulo: McGraw-Hill, 1977. ANSOFF, H. Igor & McDONNEL, Edward J. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979. BARRETO, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas: Papirus, 1995 _______. Planejamento e organização em turismo. São Paulo. Papirus, 1991. BENI, Mário Carlos. Análise estrutural do turismo. São Paulo: SENAC, 1998. BECKER, Berta. Políticas e planejamento do turismo no Brasil. In: Turismo: espaço, cultura e paisagem. São Paulo: Hucitec, 1996 BRASIL. A questão ambiental e as empresas. Brasília: SEBRAE, 1998 ______. Diretrizes para uma política nacional de turismo. Brasília: Embratur, 1998. CARLOS, Ana Fani Alessandri. O turismo e a produção do não-lugar, In. Turismo: Espaço, paisagem e cultura. São Paulo: Hucitec, 1996. CASTELLI, G. Administração hoteleira. Porto Alegre: Educs, 1992 ______. Excelência na hotelaria: uma abordagem prática. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994 CAVACO, Carminda. Turismo rural e desenvolvimento local. In: Turismo e geografia. São Paulo: Editora Hucitec, 1999. CAZES, George. Turismo e subdesenvolvimento: tendências recentes. In: Turismo e Geografia. São Paulo: Hucitec, 1999. CERTO, Samuel & PETER, J. Paul. Adminsitração estratégica: planejamento e implantação da estratégia. São Paulo: Makron Books, 1993. CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração. São Paulo: Campus, 2000 COBRA, M. Marketing de turismo. São Paulo: Cobra, 2001 COBRA, Marcos Henrique Nogueira; ZWARG, Flávio Arnaldo. Marketing de Serviços Conceitos e Estratégias. São Paulo: McGraw-Hill, 1986. CMMAD - Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro Comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1991. DOTTO, Marines L G. Comportamento ético do profissional de contabilidade. Florianópolis: UFSC, 2002. DRUCKER, Peter. Administrando em tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 1997 FARELO, Filipe. Tendências, estratégia. Executive digest, p. 60-63, maio, 2001. FERRARA, Lucrécia D'Alessio. O turismo dos deslocamentos virtuais. In: Turismo: Espaço, paisagem e cultural. São Paulo: Hucitec,: 1996. FLORZINO, Cladislavi. Hotel Meliá Maceió. Relatório de estágio supervisionado. Balneário Camboriú: Univali, 2000 GEIGER, Pedro P. Turismo e Espacialidade. In: Turismo e Geografia. São Paulo: Hucitec, 1999. GORENDER, Jacob. Globalização, mudanças tecnológicas e novos processos de trabalho e de produção. In: Globalização, regionalização e nacionalismo. São Paulo: UNESP, 1999 GUARESCHI, P. A; JOVCHELOVITCH, S. Textos em Representações Sociais. Petrópolis: Vozes, 1998. GUERRIER, Yvonne. Comportamento Organizacional em Hotéis e Restaurantes. São Paulo: Futura, 2001. HAYMOND, Michael. Planejamento e organização em turismo. São Paulo: Papirus,1991. HENDERSON, Bruce. As origens da Estratégia. In: Estratégia: a busca da vantagem competitiva. São Paulo: Campus, 1998. IANNI, Octavio. Estado e planejamento econômico no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1996 JODELET, D. 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Luiz Alberto Machado,
às 4:39 AM
Terça-feira, Dezembro 04, 2007
Para efetuar um estudo acerca da temática “Previdência complementar”, deve-se considerar a vigência da Lei Complementar 109, de 29 de maio de 2001, que dispõe sobre o regime da previdência complementar. Publicada no Diário Oficial da União em 30 de maio de 2001, a lei em comento traz o regime de previdência privada, notadamente de caráter complementar, e organizado de forma autônoma, em relação ao regime geral de previdência social, conforme observado em seu artigo 1º, considerando que tal regime é facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício, nos termos do caput do art. 202 da Constituição Federal, observado o disposto nesta Lei Complementar. Introdutoriamente há que se considerar que a Previdência Social Brasileira, nos seus diversos regimes, sejam eles Geral, Próprios e Complementar, já foi objeto de duas reformas constitucionais nos últimos 5 anos, dentre elas a que foi proposta pela Emenda Constitucional 20, de 1998, e a Emenda Constitucional 41, de 2003. Ambas emendas trouxeram grandes alterações de marco jurídico geral, necessitando.para sua implementação de leis regulamentares e ordinárias, bem como resoluções dos Conselhos de Gestão de cada regime. Desta forma, a previdência complementar é um sistema que acumula recursos que garantem uma renda mensal no futuro, especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar. Num primeiro momento, era vista como uma forma de poupança extra, além da previdência oficial, mas como o benefício do governo tende a ficar cada vez menor, muitos adquirem um plano como forma de garantir uma renda razoável ao fim de sua carreira profissional. Os planos de previdência complementar são oferecidos tanto por Entidades Fechadas como por Entidades Abertas. Essas entidades estão vinculadas ao Ministério da Fazenda e são fiscalizadas pela SUSEP, órgão do governo que recebe mensalmente relatórios oficiais das entidades para apuração de todos os valores e aplicações dos participantes, verificando o cumprimento da legislação. Já o regime de previdência complementar pública, está prevista no parágrafo 15 do art. 40 da Constituição Federal, que após alteração procedida pela EC 41/2003. Entende-se, pois que o regime de Previdência Complementar, por força da EC 20/98, criando a Previdência Complementar Pública que está prevista na Constituição de 1988 e que deverá ser implantada pelo INSS e, também, a EC 41/03 estabeleceram que a União, Estados, Municípios e Distrito Federal, podem instituir, por meio de Lei de iniciativa do respectivo Chefe do Poder Executivo, o regime de previdência complementar, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos participantes planos de benefício somente na modalidade de contribuição definida, ou seja, o participante terá conhecimento do valor da contribuição e não o do benefício. Assim, se o ente federado União, Estado, Município e Distrito Federal instituir, mediante lei, regime de complementação de aposentadoria, para seus servidores titulares de cargo efetivo, poderá fixar os valores máximos das aposentadorias e pensões para os servidores, no valor do teto da aposentadoria do regime geral de previdência. REFERÊNCIAS RECOMENDAS: ANDREZO, Andréa Fernandes, LIMA, Iran Siqueira. Mercado Financeiro. São Paulo: Thomson, 2002. BALERA, Wagner, curso de direito previdenciário. São Paulo: LTR 1998. COIMBRA, José dos Reis Feijó. Direito previdenciário brasileiro. Rio de Janeiro: Edições Trabalhistas, 2001. CRITSINELIS, Marco Falcão. Série de Direito Previdenciário Rio de Janeiro: Forense, 1999. MANNRICH, Nelson, CLT legislação previdenciária constituição federal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001. OLIVEIRA, Aristeu de. Manual prático da previdência social. São Paulo: Atlas, 2000. PAIXÃO, Floriceno. A previdência social em perguntas e respostas. Porto Alegre : Síntese, 1998. PASIAN, Iara. Entidades de Previdência Privada. In: Curso de auditoria de instituições financeiras. São Paulo: Atlas, 1990. p. 218-229. Veja mais detalhes deste assunto aqui. Veja mais Pesquisa.
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Luiz Alberto Machado,
às 6:11 AM
Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
 No Guia de Poesia além de está disponível uma série de seções, tais como Portais Poéticos, Revistas Eletrônicas, Bibliotecas Virtuais, Entrevistas, Resenhas, Artigos, Literatura de Cordel, Poetas Consagrados, Associações, Poeta do Mês, Publique, Poetas Contemporâneos, Haikais, Concretismos & afins, também você encontra disponível um Fórum onde a comunidade debate, troca idéias, publica seus trabalhos, fica por dentro de cursos, concursos, lançamentos e outros eventos. Veja mais no Fórum do Guia de Poesia acessando: DEBATESPOEMAS DOS MEMBROSEVENTOSLANÇAMENTOSINFORMAÇÕES GERAISAguardo sua visita & tataritaritatá! Beijabrações Luiz Alberto Machado
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Luiz Alberto Machado,
às 6:15 AM
UMA DICA: Como forma de patrocinar iniciativas de caráter institucional e social, a Eletrosul lançou edital de seleção pública para projetos que promovam a inclusão social, o desenvolvimento sustentável, a valorização da cultura e o esporte, e que visem fomentar oportunidades de inclusão profissional, aprimoramento educacional e geração de emprego e renda. O prazo para encaminhamento vai até 31 de dezembro de 2007. O edital e ficha de inscrição estão disponíveis na página www.eletrosul.gov.br/. Outras informações: (48) 3231-7134. Veja mais no Fórum do Guia de Poesia.
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Luiz Alberto Machado,
às 6:12 AM
Revelando os Brasis III Inscrições até 29 de fevereiro de 2008 - O programa Revelando os Brasis tem o objetivo de promover a inclusão e a formação audiovisuais por meio do estímulo à produção de vídeos digitais. Dirigido a moradores de municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, o projeto contribui para a formação de receptores críticos e para a produção de obras que registrem a memória e a diversidade cultural do país, revelando novos olhares sobre o Brasil. Para acessar o regulamento e a ficha de incrição de projetos, visite o endereço do programa Revelando os Brasis: www.revelandoosbrasis.com.br/. Veja mais no Fórum do Guia de Poesia.
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Luiz Alberto Machado,
às 6:10 AM
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