|
Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
IV Enecult abre inscrições - A coordenação do IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult) iniciará no dia 8 de fevereiro as inscrição de trabalhos para apresentação durante o evento, que acontecerá entre os dias 28 a 30 de maio. Os interessados têm até 3 de março para enviar seus artigos. A seleção dos trabalhos e mesas coordenadas vai ser entre 4 e 28 de março. O resultado será divulgado no dia 28. Promovido conjuntamente pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) e Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação e Cultura e Sociedade (Pós-Cultura) da UFBA, o IV Enecult é uma realização da Faculdade de Comunicação (Facom). As áreas temáticas são: Consumo e públicos culturais; Cultura e arte; Cultura, ciência e tecnologia; Cultura e cidade; Cultura e desenvolvimento; Cultura e identidades; Cultura e mídia; Cultura e religião; Cultura e sociedade; Direitos autorais e culturais; Diversidade cultural; Economia da cultura; Festas; Formação em cultura; Fronteiras culturais; Gestão e produção culturais; Narrativas e representações culturais; Patrimônio cultural; Políticas culturais; Subjetividade e corpo; e Teorias da Cultura. As normas para envio de trabalhos estão disponíveis no endereço www.cult.ufba.br. Mais informações em www.cult.ufba.br VEJA MAIS: CURSOCONCURSOSPESQUISABIG SHIT BÔBRASFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 7:28 AM
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
 A educadora e pesquisadora Guiomar Namo de Mello é Diretora Executiva da Fundação Victor Civita, membro do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica e responsável pela Direção de Conteúdos da Redeensinar. Ela é formada Pedagogia pela USP em 1966, fez mestrado e doutorado em educação na PUC/SP em 1976 e 1980 respectivamente, e pós doutorado no Institute of Education da London University em 1991-1992. Iniciou sua carreira como professora de ensino superior na PUC-SP, depois foi professora visitante na UNICAMP, na UFSão Carlos e UFMG. Foi Secretária Municipal de Educação de São Paulo, cargo que ocupou até o final do mandato do Prefeito Mario Covas, em 1985. Foi Deputada Estadual de São Paulo, em 1986. Também foi Especialista Senior de Educação no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington. Em 1993 ela publicou o livro “Cidadania e competitividade: desafios educacionais do terceiro milênio”, pela Cortez Editora, abordando temas como demandas educacionais do terceiro milênio e escola no centro: revolulução copernicana em educação ou os fatores intra-escolares revisitados. Na primeira parte ela trata da transformação produtiva com equidade e solidariedade, a educação fundamental brasileira de costas para o futuro, para sair da contramão da História em busca de um novo padrão de gestão da política educacional no Brasil e o que é possível fazer já, apontando 10 opções de políticas e um desafio para os educadores. Na segunda pare ela traz a autonomia da escola, possibilidades, limites e condições, e escolas eficazes, uma tentativa de síntese. MELLO, Guiomar Namo. Cidadania e competitividade: desafios educacionais do terceiro milênio. São Paulo: Cortez, 1998. VEJA MAIS: GUIOMAR NAMO DE MELLOPAULO FREIREJOHN DEWEYEDUCAÇÃOBIG SHIT BÔBRASFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:33 AM
Terça-feira, Janeiro 29, 2008
 O Guia de Pesquisa Escolar do Projeto SobreSites é editado por Teresa Silva que é formada em Biblioteconomia pela UNIRIO e disponibiliza dicas para professores, fontes e sites de pesquisa, biografias, dicionários, Informática, Folclore, Vestibular, Biologia, Física, Geografia, Gramática e Redação, História do Brasil, Literatura, Matemática, Química, Saúde, dentre outras seções. VEJA MAIS: GUIA DE POESIAFÓRUM DO GUIA DE POESIACURSOSBIG SHIT BÔBRASFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:02 AM
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
JOHN DEWEY: A EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICAO filósofo e pedagogo norte-americano, John Dewey (1859 -1952) foi um dos fundadores do Pragmatismo, pioneiro na psicologia funcional e principal representante da educação progressiva. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar o pragmatismo e a democracia como importantes ingredientes da educação. Na sua obra “Democracia e educação”, traduzida no Brasil por Anísio Teixeira e Godofredo Rangel, o autor aborda questões como a educação como necessidade de vida, como função social, como direção, como crescimento, preparação, desdobramento e disciplina formal, a educação conservadora e a progressiva, a concepção democrática, os objetivos da educação, o desenvolvimento natural e a eficiência social como objetivos, interesse e disciplina, experiência e pensamento, a natureza do método, o ato de pensar, a natureza da matéria de estudo, o brinquedo ou o jogo e o trabalho no currículo, a significação da geografia e da história, as ciências no currículo, valores educacionais, trabalho e lazer, estudos intelectuais e estudos práticos, estudos físicos e sociais, naturalismo e humanismo, o individuo e o mundo, aspectos vocacionais da educação, filosofia da educação, teorias do conhecimento e teorias da moral. A visão deweyana defende que a educação é "uma constante reconstrução da experiência, de forma a dar-lhe cada vez mais sentido e a habilitar as novas gerações a responder aos desafios da sociedade". Educar, portanto, é mais do que reproduzir conhecimentos, é incentivar o desejo de desenvolvimento contínuo, preparar pessoas para transformar algo. Para Dewey, o professor deve apresentar os conteúdos escolares na forma de questões ou problemas. Uma das principais lições legadas por John Dewey é a de que, não havendo separação entre vida e educação, esta deve constante desenvolvimento. Como ele dizia, " as crianças não estão, num dado momento, sendo preparadas para a vida e, em outro, vivendo". DEWEY, JOHN. Democracia e educação: introdução à filosofia da educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959. VEJA MAIS: PAULO FREIREEDUCAÇÃOEDUCAÇÃO SUPERIORMEIO AMBIENTE NA ESCOLAEDUCAÇÃO AMBIENTALEDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSÃOEDUCAÇÃO ESPECIALOFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADEPESQUISAPESQUISA & CIA
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:05 AM
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
LEONARDO BOFF: TEOLOGIA DO CATIVEIRO E DA LIBERTAÇÃOO teólogo, escritor e professor universitário Leonardo Boff (Genério Darci Boff), é um dos expoentes da Teologia da Libertação. Neste sentido escreveu o livro “Teologia do cativeiro e da libertação” onde aborda questões como a hermenêutica da consciência histórica da libertação, a teologia a partir do cativeiro e da libertação, a teologia como libertação e esta como teologia, o processo de libertação, a anti-história dos humilhados e ofendidos, a estrutura da modernidade, ensaio crítico de de-construção e de construção teológica, vida religiosa no processo de libertação, a igreja no processo de libertação e pobreza e libertação dentro da espiritualidade de compromisso e solidariedade. BOFF, Leonardo. Teologia do cativeiro e da libertação. São Paulo: Círculo do Livro, 1980. VEJA MAIS: LEONARDO BOFFPÓS GRADUAÇÃO EM AGRICULTURA BIOLÓGICO-DINAMICAPÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO NA CONSTRUÇÃO CIVILOFICINA DO CONTOBIG SHIT BÕBRASFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 4:49 AM
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
HISTÓRIA DAS LITERATURAS DE VANGUARDA
 Coleção editada pela editora portuguesa Presença em conjunto com a Livraria Martins Pontes, onde o ensaísta, poeta e critico literário espanhol Guillermo de Torre aborda em 6 volumes, o conceito e evolução da vanguarda, função da crítica literária e os movimentos futurismo, expressionismo, cubismo, ilogismo, instantaneísmo, dadaísmo, surrealismo, imaginismo, decadentismo, ultraísmo, modernismo, personalismo, existencialismo, iracundismo, frenetismo, cinematografismo, condutismo, concretismo, dentre outros. TORRE, Guillermo. História das literaturas de vanguarda. Portugal/Brasil: Presneça/Martins Fontes, 1972. VEJA MAIS: HISTÓRIA DA LITERATURA OCIDENTALHISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA20 ANOS DA CONSTITUIÇÃO DO BRASILPESQUISA & CIABIG SHIT BÔBRASFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:05 AM
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
PESQUISA/TRABALHOS ACADÊMICOS
 Gentamiga, Tendo em vista uma série de solicitações chegadas a respeito de informações acerca de PESQUISA e de TRABALHOS ACADÊMICOS, abrimos um espaço no FÓRUM DO GUIA DE POESIA destinado ao debate e informações acerca deste tema, envolvendo métodos e tipos de pesquisa, normatização e elaboração do trabalho acadêmico, dentre outras úteis dicas. Confira. VEJA MAIS: PESQUISA & CIAPESQUISA/CONSULTAPESQUISAPESQUISA/TRABALHOSCURSOSMesa Redonda - Bienal Internacional de São Paulo
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:59 AM
Terça-feira, Janeiro 22, 2008
A POÉTICA DE ARISTÓTELESUm dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico, o filósofo grego Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) entendia a poética como mimesis, ou seja, a imitação que visa a recriação e esta visando o que pode ser, e abrangendo a poesia épica, a lírica e a dramática, esta última originando a tragédia e a comédia. Para ele o homem apresenta-se de diferentes modos em cada gênero poético: a poesia épica apresenta o homem como maior do que realmente é, idealizando-o; a tragédia apresenta o homem exaltando suas virtudes e a comédia apresenta o homem ressaltando seus vícios ou defeito. Na sua “Poética” ele traz no primeiro capítulo uma abordagem acerca de alguns aspectos da poesia e da imitação segundo os meios, o objeto e o modo de imitação. A epopéia, a poesia trágica, a comédia, a poesia ditirâmbica, a maior parte da aulética e da citarística enquadram-se nas artes da imitação, havendo entre elas, contudo, a diferença de que seus meios não são os mesmos, tampouco os objetos que imitam e a maneira pela qual se dá essa imitação. Neste sentido, ele defende a idéia de que é o assunto, a essência e não a forma o preponderante para que se considere como poética uma determinada obra. No segundo capítulo ele aborda as formas pelas quais se utiliza a imitação, afirmando que esta se aplica aos atos das personagens, as quais podem unicamente ser boas ou ruins, dependendo da prática do vício ou da virtude. Nesse sentido, as personagens são representadas como melhores ou piores. No terceiro capítulo, Aristóteles trata acerca das espécies de poesias imitativas, afirmando ser possível imitar os mesmo objetos nas mesmas situações e numa mesma narrativa, seja pela introdução de um terceiro personagem, seja insinuando-se a própria pessoa sem a intervenção de outro personagem. Uma outra forma de seria contar com a ajuda de personagens que agem por si só. No capítulo seguinte, trata acerca da origem da poesia e seus diferentes gêneros, que teria duas causas, ambas devidas à natureza do homem. A poesia, então, teria sido criada pelos homens mais aptos à execução da imitação, por meio de ensaios improvisados. A divisão em gêneros resultaria das diferenças entre os caracteres dos sujeitos imitadores. No quinto capítulo ele efetua uma comparação entre epopéia e tragédia. A primeira, assim como a tragédia, focaliza os assuntos sérios, porém não inclui qualquer forma negativa e é menos limitada quanto à duração em relação à tragédia. Ambas apresentam partes constitutivas comuns e todos os caracteres presentes na epopéia encontram-se também na tragédia. No sexto capítulo, Aristóteles aborda as diferentes partes da tragédia. Para ele a tragédia compõe-se de seis partes, quais sejam: fábula, caracteres, elocução, pensamento, espetáculo apresentado e canto ou melopéia. No capítulo sétimo ele enfoca a extensão da ação, parte primeira e capital da tragédia, conceituando princípio como sendo aquilo após o qual é natural haver ou produzir-se outra coisa; fim como sendo o contrário, ou seja, ocorre após outra coisa e é algo após o qual nada ocorre. No oitavo capítulo Aristóteles faz uma abordagem acerca da unidade da ação e afirma que, ao contrário do que se pode pensar, o que confere unidade à fábula não é a personagem principal. Assim, o que importa é que a unidade da imitação resulte na unidade do objeto, de forma que a supressão ou deslocamento de uma parte seja suficiente para mudar ou confundir o conjunto. No nono capítulo, ele trata acerca da poesia e a história, o mito trágico e mito tradicional, o particular e o universal, a piedade e o terror, o surpreendente e o maravilhoso, defendendo que não compete ao poeta narrar exatamente o acontecido, mas sim o que poderia acontecer, o possível, a verossimilhança ou a necessidade. Assim, a diferença entre o historiador e o poeta não é a forma da obra, mas o que ela relata. Neste capítulo, é atribuído aos maus poetas a criação de fábulas episódicas, obras em que a conexão dos episódios não observa a verossimilhança e nem a necessidade. No décimo capítulo traz tão-somente a noção de que as fábulas são classificadas em simples ou complexas de acordo com as ações que imitam. No décimo primeiro capítulo Aristóteles apresenta os elementos da ação complexa, quais sejam peripécia, reconhecimento e catástrofe ou patético. A Peripécia é um elemento de ação complexa, que, segundo Aristóteles, consiste numa reviravolta das ações, o que conduz a história a um rumo contrário ao que parecia indicado e natural. O reconhecimento é parte da fábula, juntamente com a peripécia e corresponde à passagem do desconhecimento ao conhecimento; tal passagem é feita para amizade ou ódio dos personagens, os quais estão destinados à ventura ou ao infortúnio. E a catástrofe compõe a fábula juntamente com a peripécia e o reconhecimento e consiste numa ação que gera danos e sofrimentos, como, por exemplo, as mortes em cena, as dores lancinantes, os ferimentos e demais ocorrências semelhantes. No décimo segundo capítulo Aristóteles trata das divisões da tragédia, que são: prólogo, epílogo, êxodo e canto coral. O Prólogo é a parte que a si mesma se basta e que precede a entrada do coro (párodo). O episódio é uma parte completa da tragédia colocada entre cantos corais completos. O êxodo é uma parte completa da tragédia, após há qual não há canto coral. No décimo terceiro capítulo, Aristóteles trata das qualidades da fábula em relação às personagens. A fábula bela deve ser complexa e capaz de excitar temor e compaixão. Nelas, o infortúnio dos personagens não são fruto de sua perversidade, mas sim das suas ações. Para ser bela, a fábula necessita propor um fim único, oferecendo a mudança da felicidade para o infortúnio em virtude de um erro grave. No capítulo seguinte, ele aborda os diversos modos de produzir o terror e a compaixão, os quais podem nascer do espetáculo cênico, podendo, porém, derivar do arranjo dos fatos, o que é preferível e evidencia maior habilidade do poeta. Na tragédia, o temor e a piedade devem ser causados pelas ações. No décimo quinto capítulo, Aristóteles ressalta a importância de que a representação e o entrosamento dos fatos apresentem verossimilhança de modo que as ações e palavras da personagem estejam de acordo com o necessário e verossímil. Assim, o desenlace das fábulas deve nascer da própria fábula e não de um artifício cênico, não havendo, tampouco, espaço nas ações para o irracional. No capítulo XVII são apresentados alguns conselhos ao poeta que, ao organizar sua fábula, deve sentir como se a tivesse diante de seus olhos e completar o efeito do que é dito pelas atitudes das personagens, razões pelas quais a poesia exige entusiasmo. Defende, ainda, que os assuntos devem conter primeiramente uma idéia global, distinguindo os episódios a seguir. Então, devem ser atribuídos nomes aos personagens, os quais variam em função da sua terminação em neutros, femininos ou masculinos. No décimo oitavo capítulo, Aristóteles afirma que em todas as tragédias há o nó e o desenlace. O primeiro corresponde à parte que vai do início ao ponto em que ocorre mudança e o desenlace é a parte que vai da mudança até o final da peça. No capítulo dezenove ele trata acerca do pensamento e dos modos de elocução, prosseguindo no capítulo XX sobre o mesmo assunto, uma vez que os dois elementos são essenciais da tragédia. Prossegue ainda no capítulo vinte e um com a elocução poética quando traz como objeto as formas dos nomes ou figuras. E já no capítulo vinte e dois trata das qualidades da elocução, sendo a principal dessas qualidades a clareza, contudo sem constituir em algo trivial, que é obtida a partir do uso da linguagem corrente. No vigésimo terceiro capítulo traz a abordagem acerca da unidade de ação na composição épica. Diz-se que é necessário que a fábula seja dotada de tom dramático, e que encerrem uma só ação, com princípio, meio e fim. No vigésimo quarto capítulo ele trata das partes da epopéia, que deve ser simples ou complexa, ou de caráter, ou patética. Assim, seus elementos essências são os mesmos da tragédia, salvo o canto e a encenação, e também são necessários reconhecimentos, peripécias e catástrofes, devendo, além disso, apresentar pensamentos e linguagem bela. No capítulo vinte e cinco Aristóteles apresenta a maneira pela qual deve se apresentar o que é falso. Diz-se que o poeta deve dialogar o mínimo possível com o leitor. No capítulo vinte e seis Aristóteles traz algumas respostas às críticas feitas à poesia, defendendo a idéia de que é erro do poeta a tentativa de imitação do impossível e o erro que provém de uma escolha mal feita não é intrínseco à própria poesia. Critica também o uso exagerado de palavras estrangeiras. Admite-se, ainda, que possam ocorrer eventos aparente inverossímeis e que esse acontecimento seja verdadeiro. No capítulo vinte sete Aristóteles trata acerca da superioridade da tragédia sobre a epopéia, argumentando que a menor extensão da tragédia proporciona maior prazer do que a diluição da epopéia, sem, contudo, deixar de atingir o seu objetivo, que é o de imitar. Observa-se, com tudo isso, que A Poética de Aristóteles é uma obra bastante esclarecedora para o entendimento da poesia, sendo, portanto, a base para a sua compreensão, inclusive, para o estudo da arte dramática e da História da Arte como um todo. ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Abril, 1979. VEJA MAIS: GUIA DE POESIAFORUM DO GUIA DE POESIAPESQUISA & CIAPós Graduação Engenharia de Custos
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:06 AM
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
HENRY MILLER: SEXUSO controverso escritor norte-americano Henry Miller (1891-1980), acusado muitas vezes de pornográfico, teve uma vida para lá de movimentada com mulheres do tope de Anais Nin, atuou na Literatura com um misto entre autobiografia e ficção, publicando viagens e ensaios. Publicou a trilogia “Sexus, Plexus, Nexus", por ele chamada de "A Crucificação Encarnada", narrando textos com trechos de sua própria vida, chegando a dizer que, nessas obras, ele: “(...) fiz uso, ao longo desses livros, de irruptivos assaltos ao inconsciente, tais como sonhos, fantasia, burlesco, trocadilhos pantagruélicos, etc, que emprestam à narrativa um caráter caótico, excêntrico, perplexo". Em um desses livros da trilogia, o “Sexus” encontramos algumas confissões, como a de que “(...) Eu tinha uma caneta cuja pena arranhava, um frasco de tinta e papel – minhas únicas armas (...) quando se dispõe a bombear o sangue de seu coração e derramá-lo no papel, saturar a amada com seu desejo e sua ância, assediá-la sem cessar, ela não tem a possibilidade de recusá-lo (...) Mulher alguma é capaz de resistir à dadiva do amor absoluto”. Mais adiante ele escreve: (...) O homem escreve para livrar-se do veneno que acumula à falsidade do seu modo de vida. Está tentando recapturar sua inocência, mas ainda assim tudo que consegue fazer (escrevendo) é inocular o mundo com o vírus de sua desilusão. (...) Os livros são atos humanos na morte. (...) Algum dia, a arte de sonhar acordado estará ao alcance de todos (...) Sonhei um novo mundo de esplendor magnifíco que desaba assim que a luz se acende. Um mundo que desaparece mas não morre, porque me basta ficar novamente imovel e abrir bem os olhos no escuro para ele ressurgir... existe então um mundo em mim que é totalmente diverso de qualquer mundo de que já tenha ouvido falar”. Sobre a política da vida, ele diz: “(...) Minha política sempre foi a de queimar as pontes depois de minha passagem. Estou sempre virado para o futuro. Se cometo um erro, é um erro fatal. Quando sou obrigado a recuar, volto até o ponto de partida, caio até o fundo. Minha única salvaguarda é minha capacidade de resistência. Até aqui, sempre consegui me recuperar. As vezes dou a impressão de retornar em câmera lenta, mas aos olhos de Deus a velocidade não tão importante assim (...) Todo homem, quando se aquieta, quando é desesperadamente honesto consigo mesmo, pode preferir verdades profundas. Todos derivamos da mesma fonte. Não há mistério quanto à origem das coisas. Todos somos parte da criação, todos reis, todos poetas, todos músicos; preciusamos apenas nos abrir, para descobrir o que já estava lá (...) É quase uma lei: toda vez que um homem embarca numa grande aventura, precisa cortar todos os laços. Precisa isolar-se no meio do nada, e quando já enfrentou a si mesmo em combate precisa voltar e escolher um discípulo”. Sobre a vida: “(...) A vida não está no andar de cima: a vida está aqui, agora, no momento em que dizemos que sim, no momento em que abrimos mão do controle. A vida são quatrocentos e quarenta cavalos num motor de dois cilindros (...) A vida era uma coisa de que os filósofos falavam em livros que ninguém lê”. Sobre o artista ele diz: “(...) O artista é um instrumento que registra algo que já existia, uma coisa que pertence ao mundo todo e que, se ele for mesmo um artista, irá sentir-se compelido a devolver ao mundo (...) Se a substância da arte é a alma humana, então devo confessar que, com almas mortas, eu não conseguia visualizar nada germinando na minha mão”. MILLR, Henry. Sexus. Tradução de Sérgio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. VEJA MAIS: CURSO DE FOTOGRAFIA DIGITALCURSO DE GESTÃO EM PRODUÇÃO CULTURALTeoria e Prática da Pesquisa CientíficaPrograma de Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-graduação Brasil/ArgentinaCONCURSOSFORUM DO GUIA DE POESIABIG SHIT BÔBRASFolia Tataritaritatá
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:06 AM
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
 O filosofo e cientista política comunista e anti-fascista italiano Antonio Gramsci (1891-1937) era filho de camponeses. Aos 20 anos foi para Turim e envolveu-se na luta dos trabalhadores. Em 1921 ajudou a fundar o partido comunista italiano e se destacou na oposição a Mussolini. Preso em 8 de novembro de 1926, produziu na cadeia mais de três mil páginas nas quais, obrigado pela censura carcerária, teve de inventar termos novos para camuflar conceitos que podiam parecer revolucionários demais aos olhos dos censores. Gramsci morreu jovem, aos 46 anos, passando os últimos 10 anos na cadeia e em regime de detenção em hospitais. Ligeiramente corcunda, desde criança sofreu terríveis males físicos e nervosos. As condições carcerárias, as doenças e a solidão o levaram a morte precoce. A repressão fascista o impediu de prosseguir a ação política. Separado da mulher e dos filhos, que viviam na URSS, sofreu inúmeras crises de melancolia. O partido comunita virou-lhe as costas. Mas, apesar das condições tão adversas, Gramsci penetrou a realidade com sua inteligência e construiu um conjunto de princípios originais, ultrapassando na linha do pensamento marxista as fronteiras até então fixadas por Marx, Engels e Lênin. Os escritos de Gramsci só foram publicados em livros a partir de 1947. Nesse ano foram publicadas cartas escritas por Gramsci na prisão. Entre 1948 e 1951 foram publicados outros textos tais como: O Materialismo Histórico e a Filosofia de Benetto Croce(1948), Os Intelectuais e a Organização da Cultura (1949), O Ressurgimento (1949), Literatura e Vida Nacional (1950), Passado e Presente (1951). No seu livro “Literatura e vida nacional” que completa a trilogia iniciada pelo “Os intelectuais” e a “Organização da Cultura”, traz na sua primeira parte os “Cadernos do cárcere” onde ele aborda problemas de crítica literária, o caráter não nacional-popular da literatura italiana, a literatura popular, os netos do padre Bresciani, língua nacional e gramática e observações sobre folclore. Na segunda parte ele traz crônicas teatrais sobre a arte Shakespeare, Pirandello e outros autores. A influência póstuma de Gramsci encontra-se associada principalmente aos mais de trinta cadernos de análise histórica e filosófica que escreveu durante o período em que esteve na prisão. Estes trabalhos, conhecidos coletivamente como Cadernos do Cárcere, contém o pensamento maduro de Gramsci sobre a história da Itália e nacionalismo, bem como idéias sobre teoria crítica e educacional que são freqüentemente associadas com o seu nome. GRAMSCI, Antonio. Literatura e vida nacional. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. VEJA MAIS: A POESIA E A CIDADEREVISTA GRUMOESCOLA DO ESCRITORCRÔNICA DE AMOR POR ELAMÚSICA, TEATRO & CIAPESQUISA & CIAVAREJO SORTIDOBRINCARTEBLOGAGENDAFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 9:07 AM
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
 Foto Daniel AratangyPIERRE LÉVY: O QUE É VIRTUAL?Pierre Lévy nasceu em 1956, na Tunísia. Com a sua obra “O que é virtual?”, tornou-se o filósofo da informação ocupado com as interações entre a Internet e a sociedade. Segundo ele: “(...) as redes de computadores carregam uma grande quantidade de tecnologias intelectuais que aumentam e modificam a maioria das nossas capacidades cognitivas”, ou seja, o computador é um instrumento de troca, de produção e de estocagem de informações, tornando-se desta forma, um instrumento de coloboração. Lévy afirma ainda que “a comunicação interativa e coletiva é a principal atração do ciberespaço”. Isso ocorre porque a Internet é um instrumento de desenvolvimento social. Ela possibilita a partilha da memória, da percepção, da imaginação. Isso resulta na aprendizagem coletiva e na troca de conhecimentos entre os grupos. Esta obra é dividida em 9 partes, sendo a primeira tratando sobre a virtualização onde ele aborda a questão entre o atual e o virtual, os novos espaços e as novas velocidades e o efeito Moebius. Na segunda parte ele trata acerca da virtualização do corpo abordando reconstruções, percepções, projeções, reviravoltas, o hipercorpo, intensificações e resplandescencia. Na terceira parte aborda a questão da virtualização do texto evidenciado a leitura, a escrita, a digitalização, o hipertexto, o ciberespaço e o rumo a um novo impulso da cultura do texto. Na quarta parte vem a questão da virtualização da economia visando a desterritorialização, o caso das finanças, informação e conhecimento, consumo, desmaterialização, dialética do real, o trabalho, a virtualização do mercado e a economia virtual diante da inteligência coletiva. Na quinta parte trata acerca das virtualizações que fizeram o humano relativas à linguagem, a técnica e o contrato, fechando com a arte. Na sexta parte observa acerca das operações da virtualização ou o trívio antropológico tratando dos signos, das coisas e dos seres, da gramática e da dialética e retórica. Na sétima parte traz a questão da virtualização da inteligência e a contribuição do sujeito, tratando da inteligência coletiva, pessoal, linguagens, técnicas, instituições, economias cognitivas, máquinas darwinianas, as dimensões da afetividade, as sociedades pensantes, coletivos humanos e sociedades de insetos, a objetivação do contexto partilhado e o córtex de Antropia. Na oitava parte trata acerca da virtualização da inteligência e a constituição do objeto, observando o problema da inteligência coletiva, no estádio, presas, territórios, chefes, sujeitos, ferramentas, narrativas, cadáveres, dinheiro e capital, comunidade científica, o ciberespaço como objeto e o humano no contexto. Por fim, na última parte ele traz o quadrívio ontológico observando a virtualização como transformações entre outras, os quatro modos de ser, as quatro passagens, misturas e a dualidade do conhecimento e da substância. LÉVY, Pierre. O que é virtual. São Paulo: 34, 1996. VEJA MAIS: WORKSHOP DE FOTOGRAFIAIII Encontro Internacional de ProdutoresEncontro Internacional de Capoeira e Manifestações Afro-culturais – Ginga Mundo 2008.BOLSAS DE ESTUDO
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:32 AM
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
PAULO FREIRE: PEDAGOGIA DO OPRIMIDO“ Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho; os homens se libertam em comunhão”. O educador e pensador pernambucano Paulo Freire (1921-1997) destacou-se pela sua atuação na área de educação popular, tornando-se um notável expoente da história da pedagogia mundial por sua influência ao movimento da pedagogia crítica. Sua trajetória é destacada pelas experiências realizadas por ele na década de 50, na alfabetização de adultos por meio da campanha “De pé no chão também se aprende a ler”. Por esta razão ele dirigiu o Programa Nacional de Alfabetização, em 1963, no governo do então presidente João Goulart. Seu trabalho foi interrompido após o Golpe Militar de 1964, quando se exila no Chile dando aulas na Universidade de Santiago. No seu exílio ele passou pelas Universidade de Harvard, nos Estados Unidos e é nomeado especialista da UNESCO, sendo condecorado 24 vezes com medalhas, comendas e prêmios de vários países, tornando-se Doutor “Honoris Causa” por 28 universidades entre elas a de Louvain (Bélgica), Genebra (Suíça), Michigan (EUA) e universidades Aberta (Londres) e convidado oficial de 54 países de todo o Mundo. Ele retorna ao país em 1980 onde passa a lecionar na UNICAMP e na PUC-SP, tomando posse em 1989 como Secretário Municipal de Educação de São Paulo. Dentre as suas obras se encontra “Pedagogia do Oprimido”, dividido em 4 capítulos, sendo que no primeiro ele aborda a justificativa da sua pedagogia, a contradição opressores-oprimidos, sua superação, a situação concreta de opressão entre opressores e oprimidos. No segundo capítulo ele trata acerca da concepção bancária da educação como instrumento da opressão, seus pressupostos, sua crítica, a concepção problematizadora da educação e a libertação com seus pressupostos, a concepção bancária e a contradição educador-educando, a concepção problematizadora e a superação da contradição educador-educando. No terceiro capítulo ele trata acerca da dialogicidade como essência da educação como prática da liberdade, a dialogicidade e o diálogo, o conteúdo programático, as relações homens-mundo, os temas geradores e o conteúdo programático da educação libertadora, a investigação dos temas geradores e sua metodologia, a significação conscientizadora da investigação dos temas geradores e os vários momentos da investigação. No último capítulo ele trata da antidialogicidade e a dialogicidade como matrizes de teorias de ação cultural antagônicas, a teoria da ação antidialógica e suas características e a teoria da ação dialógica e suas características. Com esta obra encontra-se a visão de liberdade e de crítica que são dois princípios básicos essenciais para o trabalho de Paulo Freire, uma pedagogia da liberdade que substituísse a "escola" autoritária por estrutura e tradição. Uma educação popular é o ponto de partida, assumir a liberdade, buscá-la e criticar o modo de ser homem dentro da sua realidade. Do próprio mundo em que vive, produzindo uma educação que seja "prática da liberdade" por meio do diálogo-comunicação. No livro em questão, o autor tece uma interessante discussão sobre a pedagogia de uma perspectiva do oprimido, ressaltando que a luta pela libertação do homem, o qual é, semelhantemente à realidade histórica, um ser inconcluso, se dá num processo de crença e reconhecimento do oprimido em relação a si mesmo, enquanto homem de vocação para "ser mais". Preconiza ele um trabalho educativo que respeita o diálogo e a união indissociável entre ação e reflexão, isto é, que privilegie a práxis. Um trabalho que não se funde no ativismo (ação sem reflexão) ou na sloganização (reflexão sem ação) e que não se funde numa concepção de homem como "ser vazio". Em correspondência a essa concepção de homem como "ser vazio" e, por isso, dependente de "depósitos" de conhecimento, está, segundo Paulo Freire, a pedagogia de perspectiva opressora, denominada de "educação bancária". Esta educação, segundo ele, é pautada numa comunicação verticalizada, contrária ao diálogo, serve como instrumento de desumanização e domestificação do oprimido, o qual na sua relação com o opressor hospeda-o em sua consciência. Ao se referir à teoria antidialógica, o autor ressalta que a referida teoria tanto traz a marca da opressão, da invasão cultural camuflada, da falsa "ad-miração" do mundo, como lança mão de mitos para manter o status quo e manter a desunião dos oprimidos, os quais divididos ficam enfraquecidos e tornam-se facilmente dirigidos e manipulados. É em contraposição a pedagogia opressora que Paulo Freire reforça a imprescindibilidade de uma educação realmente dialógica, problematizadora e marcadamente reflexiva, combinações indispensáveis para o desvelamento da realidade e sua apreensão consciente pelo educando. Ademais, assinala ele que: "(...) a educação problematizadora coloca, desde logo, a existência da superação da contradição educador-educandos. Sem esta, não é possível a relação dialógica” não é possível a co-laboração entre educador e educando, não é possível conceber um educador-educando, que se educa no diálogo com o outro, e um educando-educador. O autor traz à cena a questão do "ato de dissertar" realizado pelo educador, que constitui, e isto tanto dentro como fora da escola e em qualquer nível de ensino, uma prática de dominação, pois se disserta sobre a realidade como se fosse algo estático e sem vida. É por meio da dissertação, explica Paulo Freire, que o "educador bancário" tenta "depositar", "encher", o educando com conteúdos, os quais, comumente, não se relacionam com sua vida, minimizando, e até mesmo anulando, seu potencial criativo, criticidade e pensar autêntico. Ao memorizar o conteúdo narrado, ao "arquivar" os "depósitos", o educando não está se conhecendo e conhecendo o mundo de modo verdadeiro, não está desenvolvendo sua consciência crítica, daí o autor destacar que a educação bancária: "(...) servindo à dominação, inibe a criatividade e, ainda, que não podendo matar a intencionalidade da consciência como um desprender-se ao mundo, a ‘domestica’". Em oposição à educação bancária, o educador-educando se compromete com um conteúdo programático que não caracteriza doação ou imposição, "(...) um conjunto de informes a ser depositado nos educandos -, mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada". Com isso se compromete com uma programação, com conteúdos, que advêm das colocações do povo, de sua existência, desafiando-o à busca de respostas, tanto em nível de reflexão como de ação. Em outras palavras, uma prática libertadora, requer, segundo ele que o "(...) acercamento às massas populares se faça, não para levar-lhes uma mensagem ‘salvadora’, em forma de conteúdo a ser depositado, mas, para em diálogo com elas, conhecer, não só a objetividade em que estão, mas a consciência que tenham dessa objetividade; (...) de si mesmos e do mundo". Desse modo, busca-se juntos, educador e povo, mediatizados pela realidade, o conteúdo a ser estudado. Acerca do operacionalizar a pedagogia de uma perspectiva do oprimido, é preciso, segundo Paulo Freire, investigar o universo temático do povo. Busca-se, inicialmente, conhecer a área em que se vai trabalhar e se aproximar de seus indivíduos, marcando reunião e presença ativa para coletar dados, de modo a levantar os temas geradores. Estes devem ser organizados em círculos concêntricos, partindo de uma abordagem mais geral até a mais particular. Tal operacionalização demanda, ainda, e isso cabe ao educador dialógico, devolver em forma de problema o universo temático recebido do povo na investigação. Efetivada essa etapa e com os dados em mãos, realiza-se um estudo interdisciplinar sobre os "achados" nos círculos de cultura, a partir dos quais os envolvidos apreendem o conjunto de contradições que permeiam os temas. Cada envolvido na investigação temática apresenta um projeto de um dado tema, o qual passa por discussão e acolhe sugestões. Os projetos servem, posteriormente, de subsídio à formação dos educadores-educando que trabalharão nos círculos de cultura. Após elaboração do programa, são confeccionados materiais didáticos em forma de, por exemplo, textos, filmes, fotos, entre outros. São preparadas, também, as codificações de situações existenciais, as quais têm que ser decodificadas pelo educando e promover o surgimento de uma nova percepção da questão tratada, como também o desenvolvimento de um novo conhecimento. Em retrospecto ao exposto, convém sublinhar que se trata de uma obra que denuncia os limites de uma educação de ajustamento, ao mesmo tempo em que anuncia a possibilidade de uma educação humanizadora, "libertadora", como diria o autor. Daí a atualidade e relevância de sua leitura pelos educadores das várias áreas do conhecimento, tanto os que estão em processo de formação acadêmica como aqueles que já atuam e, também, demais interessados pelas discussões do campo educacional. Paulo Freire se interessou pelas implicações sociais e políticas do povo e desenvolveu um trabalho chamado "movimento de alfabetização de adultos pelo método Paulo Freire", ou simplesmente "o método Paulo Freire", hoje conhecido e posto em prática em todo o Mundo. Por mais de 50 anos o autor escreveu mais de 40 livros, traduzidos em 28 idiomas, produzindo também centenas de textos, reflexões, debates e depoimentos sobre educação. Porém as obras que o projetaram mundialmente foram Pedagogia do Oprimido e A Educação como Prática da Liberdade. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. VEJA MAIS: PAULO FREIREPESQUISAPESQUISA & CIACURSO DE ROTEIROPÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:31 AM
Terça-feira, Janeiro 15, 2008
GEORGE BATAILLE: O EROTISMOO polêmico escritor francês Georges Bataille (1897-1962) transitou por diversas áreas, dentre elas Antropologia, Filosofia, Sociologia e História da Arte. Dentre suas obras encontramos “ O Erotismo”, onde aborda temas como transgressão e o sagrado. O livro é dividido em duas partes, a primeira delas sob o tema A interdição e a transgressão onde ele aborda o erotismo como experiência interior, a interdição ligada à morte e à reprodução, a afinidade da reprodução e a morte, o homicídio, a caça e a guerra, o ato de matar e o sacrifício religioso e o erotismo, a pletora sexual e a morte, a transgressão no casamento e na orgia, o cristianismo, o objeto do desejo e a prostituição, e a beleza. Na segunda parte, sob o tema Diversos estudos sobre o erotismo, ele trata sobre Kinsey, a escória e o trabalho, o homem soberano de Sade, Sade e o homem atual, o enigma do incesto, mística e sensualidade, a santidade, o erotismo e a solidão. Nesta obra, mantém estudos realizados ao encontrar no erotismo a chave que desvenda os aspectos fundamentais da natureza humana, o ponto limite entre o natural e o social, o humano e o inumano, Bataille o vê como a experiência que permite ir além de si mesmo, superar a descontinuidade que condena o ser humano: " Falarei sucessivamente dessas três formas, a saber: o erotismo dos corpos, o erotismo dos corações e, finalmente, o erotismo sagrado. Falerei dessas três formas a fim de deixar bem claro que nelas o que está sempre em questão é substituir o isolamento do ser, a sua descontinuidade, por um sentimento de continuidade profunda". Conforme visto anteriormente, o obra é dividida em duas partes onde expõe na primeira parte sistematicamente os diferentes aspectos da vida humana sob o ângulo do erotismo e na segunda, estudos independentes que tratam de psicanálise e literatura. Estudioso de religiões orientais, experiências místicas e práticas extáticas e sacrificiais, Bataille nos leva a descobrir que " entre todos os problemas, o erotismo é o mais misterioso, o mais geral, o mais a distância". Mostrando os efeitos de transgredir as interdições impostas milenariamente por estes elementos desordenadores, Bataille dá ao erotismo e a violência uma dimensão religiosa, onde explora os meios para se atingir uma experiência mística "sem Deus": " um homem que ignora o erotismo é tão estranho quanto um homem sem experiência interior". Diz ele que: “(...) Creio que o erotismo tem para os homens um sentido que o esforço cientifico não pode atingir. O erotismo só pode ser considerado se levarmos o homem em consideração (...) o erotismo é a aprovação da vida até na morte”. Sobre o Cristianismo ele diz: “(...) justamente o cristianismo, ao opor-se ao erótico, condenou a maioria das religiões. E, num certo sentido, a religião cristã talvez seja a menos religiosa”. Sobre Sade: “(...) o que ele quis dizer – geralmente causa horror mesmo áqueles que fingem admirá-lo e não reconheceram este fato angustiane: que o movimento de amor, levado ao extremo, é um movimento de morte”. Sobre a interdição ele menciona que: “(...) o homem é um animal que permanece proibido diante da morte e diante da união sexual (...) Os povos sentem a necessidade de esconder os orgãos sexuais de maneiras diferentes; mas, geralmente, eles escondem o orgão masculino em ereção; e, a principio, o homem e a mulher procuram um lugar reservado no momento da união sexual (...) A interdição, que em nós se opõe à liberdade sexual, é geral, unioversal; as interdições particulares são seus aspectos variáveis (...) Nosso erro é o de considerarmos levianamente ensinamentos sagrados que, há milênios, transmitimos às crianças, mas que outrora possuiam uma forma diferente. O campo da repugnância e da náusea e´, em seu conjunto, um efeito desses ensinamentos”. Sobre a sociedade humana: “(...) A sociedade humana não é só o mundo do trabalho. Simultaneamente – ou sucessivamente – o mundo profano e o mundo sagrado a compõem e são suas duas formas complementares. O mundo sagrado se abre às transgressões limitadas. É o mundo da festa, dos soberanos e dos deuses. (...) é sagrado o que é objeto de uma interdição. (...) Os homens estão ao mesmo tempo submetidos a dois movimentos: de terror, que rejeita, e de atração, que comanda o respeito fascinado. A interdição e a transgressão respondem a esses dois movimentos contraditórios: a interdição rejeita, mas a fascinaão introduz a transgressão. (...) em tempo de gesta, o que é habitualmente proibido pode sempre ser permitido, às vezes exigido. (...) a festa consome em sua prodigalidade sem medida os recursos acumulados no tempo de trabalho (...) Através da história, a frequencia dos massacres deixa claro que em todo homem existe um possivel assassino”. Por fim, sobre o erotismo ele arremata que: “ O erotismo, em seu conjunto, é infração à regra das interdições: ele é uma atividade humana. Mas, ainda que ele comece onde acaba o animal, a animalidade não deixa de ser seu fundamento (...) a sexualidade é para o erotismo o que o pensamento é para o cérebro: da mesma maneira, a fisiologia permanece sendo o fundamento objetivo do pensamento”. BATAILLE, Georges. O erotismo. São Paulo: Arx, 2004. VEJA MAIS: CRÔNICA DE AMOR POR ELAPREMIO CONASS DE JORNALISMOPESQUISA E CIA
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:00 AM
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA
SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA: RAÍZES DO BRASILO historiador, critico literário e jornalista paulista Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), é autor de uma obra representativa digna de constantes apreciações, estudos e pesquisas, dentre elas “ Raízes do Brasil”, uma obra inovadora publicada em 1936, depois de uma estadia na Alemanha e que traz uma perspectiva sociológica e psicológica com um objetivo político, onde o autor tenta, através do passado buscar a identidade brasileira e o seu futuro. A obra é composta por sete capítulos, tais como: fronteiras da Europa, trabalho & aventura, herança rural, o semeador e o ladrilhador, o homem cordial, novos tempos e nossa revolução. No primeiro capítulo “Fronteiras da Europa”, o autor mostra que os países Ibéricos eram os que faziam fronteiras entre a Europa com o mundo através do mar, e por isso eles são menos "europeizados" do que os demais países. Eles ficam um pouco à margem do resto da Europa mesmo nas navegações que foram pioneiros. Para os países Ibéricos cada homem tinha que depender de si próprio, eles não possuíam uma hierarquia feudal tão enraizada, por isso a mentalidade da nascente burguesia mercantil se desenvolveu lá primeiro. Somando a isso, havia toda uma frouxidão organizacional que estarão muito presentes na história de Portugal e conseqüentemente do Brasil. Para Sérgio Buarque, a aparente anarquia Ibérica era muito mais correta, muito mais justa que a hierarquia feudal, pois, não continha muitos privilégios. A nobreza portuguesa era muito flexível, o que o autor chamará de mentalidade moderna. Havia uma igualdade entre os homens. O pioneirismo de Portugal nas navegações se deve a um incentivo próprio, já que esse país tinha uma mentalidade mais aberta. Autor chega a defender a mentalidade burguesa e os países Ibéricos. Os Ibéricos não gostavam do trabalho físico, queriam ser senhores, mas sem ter que fazer o trabalho manual. Por fim o autor nos fala que o Brasil tem muitas características ibéricas e sua construção cultural vem daí. No segundo capítulo “Trabalho e Aventura”, o autor trata que os portugueses foram os primeiros a se bancarem no mar e eram os que estavam mais aptos para a missão no Novo Mundo. Fala da existência de dois tipos de homens: um com olhar mais amplo, o aventureiro, e outro com olhar mais restrito, o trabalhador. No entanto esses dois homens se confundem dentro da mesma pessoa. Com isso ele quebra um pouco a idéia de que a Inglaterra é sinônimo de trabalho. O gosto pela aventura foi o que possibilitou a colonização no Novo Mundo. Nenhum outro povo como o português foi capaz de se adaptar tão bem na América. A economia escravista colonial era a forma pela qual a Europa conseguiu suprir o que faltava na sua economia. O indígena não conseguiu se "adaptar" à escravidão, tornando o escravo africano imprescindível para o sistema colonial. O português vinha para a colônia buscar riqueza sem muito trabalho, além disso, eles preferiam à vida aventureira ao trabalho agrícola. Nesse contexto a mão-de-obra escrava aparece como elemento fundamental na nossa economia. Como o fator terra era abundante na colônia, não havia preocupação em cuidar do solo, o que acarretou na sua deterioração. Os portugueses se aproveitaram de muitas técnicas indígenas de produção, que acabaram ganhando certa proteção que os distanciou um pouco da escravidão. Para Sérgio Buarque, os portugueses já eram mestiços antes dos Descobrimentos. Além disso, já conheciam a escravidão africana no seu país. Com isso o autor faz parecer que o preconceito com negros era bem maior que com os índios no Brasil colonial. O Brasil não conhece outro tipo de trabalho que não seja o escravo. O trabalho mecânico era desprezado no Brasil, e por isso não houve a construção de um verdadeiro artesanato, só se fazia o que valia a pena, o que era lucrativo. Os brasileiros não eram solidários entre si. A moral da senzala era a preguiça. A violência que ela continha era negadora de virtudes sociais. Nesta parte o autor critica os colonos holandeses que não procuraram se fixar no Brasil. Além disso, tais colonos trazem para o Brasil um aspecto que não se adequa aqui, que é a formação do seu caráter urbano, quase liberal. Sérgio Buarque ainda afirma, que a própria língua portuguesa era mais fácil para os índios e os negros, o que ajudou muito na colonização. Outro elemento que facilitou a comunicação colonial foi a Igreja Católica que tinha uma forma de se comunicar muito mais simpática que as igrejas protestantes. Conclui o capítulo mostrando que o resultado de tudo isso foi a mestiçagem, que possibilitou a construção de uma nova pátria. No terceiro capítulo “Herança Cultural”, o autor traz sua análise sobre a estrutura da sociedade colonial que é rural. Isso pode ser visto quando analisamos quem detinha o poder na época colonial: os senhores rurais. Dentro desse contexto, a abolição da escravatura aparece como um grande marco na história brasileira. O autor conta que entre 1851/1855, observa-se um notável desenvolvimento urbano, graças à construção das estradas de ferro, e que tal desenvolvimento esteve muito ligado à supressão do tráfico negreiro. Muitos senhores rurais eram contra a supressão do abastecimento de cativos africanos, o que resultará numa continuidade do tráfico, mesmo depois de abolido legalmente. O medo do fim do tráfico faz com que aumente o número de escravos exportados para o Brasil até 1850. O autor fala que houve um aproveitamento do capital oriundo do tráfico para abrir outro Banco do Brasil. Fala também um pouco das especulações encima do tráfico e da abertura do Banco. Para ele, havia uma incompatibilidade entre as visões do mundo tradicional e moderna, o que resultou em muitos conflitos. Exemplo disso foi o malogro comercial sofrido por Mauá. O Brasil não tinha a menor estrutura seja econômica como política e social para desenvolver a industria e o comércio. Os senhores de engenho eram sinônimos de solidez dentro da sociedade colonial. O engenho era um organismo completo, uma micro sociedade. O patriarca era quem dominava o resto da sociedade. Como a sociedade rural colonial era um grupo fechado, onde um homem dominava, as leis não entravam; os senhores tinham domínios irrestritos sobre seus "súditos". Depois houve uma substituição das honras rurais para as honras da cidade. Os colonos brancos continuavam achando que o trabalho físico não dignificava o homem, mas sim o trabalho intelectual. Com a Revolução Industrial, o trabalhador tem que virar máquina. O sentimento de nobreza e a aversão ao trabalho físico, saem da Casa Grande e invadem as cidades; o que mostra o quanto foi difícil, durante a Independência, ultrapassar os limites políticos gerados pela colonização portuguesa. Para o autor a vida da cidade se desenvolveu de forma anormal e prematura. No quarto capítulo “Semeador e o Ladrilhador”, o autor traz a visão de que as cidades eram instrumentos de dominação. A Coroa espanhola, diferentemente da portuguesa, criou cidades nas suas colônias e o autor mostra como eram construídas tais cidades. Para Portugal suas colônias eram grandes feitorais. Enquanto a colonização portuguesa se concentrou predominantemente na costa litorânea, a colonização espanhola preferiu adentrar para as terras do interior e para os planaltos. O interior do Brasil não interessava para a metrópole. As bandeiras normalmente acabavam se transformando em roças, salvo esporadicamente como foi no caso da descoberta de ouro. Com tal descoberta, a metrópole tentou evitar a migração para o interior da colônia. O advento das minas foi o que fez com que Portugal colocasse um pouco mais de ordem na colônia. O autor continua falando sobre a colonização portuguesa sempre a comparando com a espanhola. Mesmo sendo mais liberais que os espanhóis, Portugal mantinha firme o pacto colonial, proibindo a produção de muitas manufaturas na colônia. Também fala do desleixo português na construção das cidades. Os portugueses eram corajosos só que mais prudentes. Portugal tinha uma maior flexibilidade social, e havia um desejo da sua burguesia em se tornar parte da nobreza. Não havia tradição em Portugal nem orgulho de classe, todos queriam ser nobres. Nasce a "Nova Nobreza", que era muito mais preocupada com as aparências do que com a antiga tradição. Fala um pouco da história política de Portugal vinculada à vontade que a maior parte da população tinha em se tornar nobre, e tal desejo pode ser facilmente constatado no Brasil, mostrando que o papel da Igreja aqui era o de " simples braço de poder secular, em um departamento da administração leiga". Nas notas do capítulo, o autor irá trabalhar com a questão da vida intelectual tanto na América espanhola como na portuguesa, mostrando que na primeira ela era mais desenvolvida. Tratará da língua geral de São Paulo, que durante muitos séculos foi a língua dos índios, devido a forte presença da índia como matriarca da família. Fala da aversão às virtudes econômicas, principalmente do comércio. E por fim da natureza e da arte coloniais. Vem então o capítulo seguinte onde o autor aborda a questão do “Homem Cordial” que, para ele, o Estado não é uma continuidade da família. Dá o exemplo de tal confusão com a história de Sófocles sobre Antígona e seu irmão Creonte, onde havia um confronto entre Estado e família. Houve muita dificuldade na transição para o trabalho industrial no Brasil, onde muitos valores rurais e coloniais persistiram. Para o autor as relações familiares (da família patriarcal, rural e colonial), são ruins para a formação de homens responsáveis. Até hoje vê-se uma dificuldade entre os homens detentores de posições públicas conseguirem distinguir entre o público e o privado. Diz ele: " Falta ordenamento impessoal que caracteriza a vida no Estado burocrático". A contribuição brasileira para a civilização será então, o "homem cordial". Cordialidade esta que não é sinônimo de civilidade de polidez, mas que vem de cordes, coração, ou seja, a impossibilidade que o brasileiro tem em se desvincular dos laços familiares a partir do momento que esse se torna um cidadão, gerando o "homem cordial". Esse homem cordial é aquele generoso, de bom trato, que para confiar em alguém precisa conhecê-lo primeiro. A intimidade que tal homem tem com os demais chega a ser desrespeitosa, o que possibilita chamar qualquer um pelo primeiro nome, usar o sufixo "inho" para as mais diversas situações e até mesmo, colocar santos de castigo. O rigor é totalmente afrouxado, onde não há distinção entre o público e o privado: todos são amigos em todos os lugares. O Brasil é uma sociedade onde o Estado é apropriado pela família, os homens públicos são formados no círculo doméstico, onde laços sentimentais e familiares são transportados para o ambiente do Estado, é o homem que tem o coração como intermédio de suas relações, ao mesmo tempo em que tem muito medo de ficar sozinho. Logo após vem o capítulo “Novos Tempos” onde é visto na sociedade brasileira atual, um apego muito forte ao recinto doméstico, uma relutância em aceitar a superindividualidade. Poucos profissionais se limitam a ser apenas homens de sua profissão. Há um grande desejo em alcançar prestígio e dinheiro sem esforço. O bacharelado era muito almejado por representar prestígio na sociedade colonial urbana. Não havia uma real preocupação com a intelectualidade com o sabre, havia um amor pela idéias fixas e genéricas o que justificará a entrada do Positivismo e sua grande permanência no Brasil. Nesta parte o autor faz críticas aos positivistas. Para o autor a democracia foi no Brasil " sempre um mal-entendido". Os grandes movimentos sociais e políticos vinham de cima para baixo, o povo ficou indiferente a tudo. O romantismo acabou se tornando um mundo fora do mundo, incapaz de ver a realidade, o que ajudou na construção de uma realidade falsa, livresca. Muitos traços da intelectualidade brasileira ainda revelam uma mentalidade senhorial e conservadora. Fala da importância da alfabetização para o Brasil. Por fim, vem “Nossa Revolução” onde ele aborda as revoluções da América, deduzindo que não se parecem com revoluções. A revolução brasileira é um processo demorado que vem durando três séculos e a Abolição é um importante marco. As cidades ganharam autonomia em relação ao mundo rural. O café traz mudanças na tradição, como a legitimação da cidade. Observa ele que: " A terra de lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente seu meio de vida, sua fonte de renda e riqueza". O café substitui a cana, mas não deixa espaço para a economia de subsistência. As cidades ganham novo sentido com o café, que acabam solapando a zona rural. O Brasil é um país pacífico, brando e se julgam os brasileiros serem bons à obediência dos regulamentos, dos preceitos abstratos. É necessário, diz ele, que se faça uma espécie de revolução para dar fim aos resquícios da história colonial e começar a traçar uma história nova no Brasil, diferente e particular. Sérgio Buarque critica o Brasil que acredita em fórmulas. Fala quais são os principais elementos constituintes de uma democracia. Com a cordialidade, o brasileiro dificilmente chegará nessa "revolução", que seria a salvação para a sociedade brasileira atual. Segundo Antonio Cândido a obra “(...) completa o seu pensamento a respeito das condições de uma vida democrática no Brasil, dando ao livro uma atualidade que, em 1936, o distinguia dos outros estudos sobre a sociedade tradicional e o aproximava de autores que respondiam em parte ao nosso desejo de ver claro na realidade presente, como Virginio Santa Rosa. Para ele, a “nossa revolução” é a fase mais dinâmica, iniciada no terceiro quartel do séc. XIX, do processo de dissolução da velha sociedade agrária, cuja base foi suprimida de uma vez por todas pela Abolição”. E segundo Darcy Ribeiro: “ Sérgio Buarque de Holanda publica Raízes do Brasil, ensaio agudo e fecundo de interpretação das bases de nossa vida social e política. Durante anos foi objeto de equivoco da direita que nele lia o elogio de uma suporta cordialidade, como traço marcante do caráter nacional e dos livreiros que o colocavam na estante de botânica. Weberiano ao revés, Sérgio atribui ao espírito aventureiro e debochado do nosso patronato, que nunca aspirou à ascese puritana, tanto nossos êxitos como povo quanto nosso fracasso na produção dos combustíveis do capitalismo”. BIBLIOGRAFIA: CANDIDO, Antonio. O significado de “Raízes do Brasil”. In: Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. RIBEIRO, Darcy. Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985. VEJA MAIS: SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDAFECAMEPATATARITARITATÁCURSOS: ESCOLA DO ESCRITORCRÔNICA DE AMOR POR ELAMÚSICA, TEATRO & CIAPESQUISA & CIAVAREJO SORTIDOBRINCARTEBLOGAGENDAFOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:00 AM
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
MEIO AMBIENTE: DIA DE CONTROLE DA POLUIÇÃO
CRENÇALetra & música de Luiz Alberto MachadoÉ preciso respeitar melhor a vida no amor que traz a paz que é tão bem-vinda. Amar para se ter além do passional e o coração valer o ser humano universal. É preciso respeitar as diferenças e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças. Lutar contra a mantença desigual que forja o algoz na força do poder irracional. Se entregar agora, todo dia e a noite inteira, testemunhar assim as coisas verdadeiras. Colher a lágrima do olhar mais desolado para irrigar a sede do carinho devastado. É preciso ter no olhar a flor da vida, trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas. E perceber o amor no menor gesto natural para valer o sonho mais presente mais real. Se entregar agora, todo dia e a noite inteira, testemunhar assim as coisas verdadeiras. Colher a lágrima do olhar mais desolado para irrigar a sede do carinho devastado. E afinal poder sorrir como quem vai feliz viver, a manter a crença e o seu proceder na paz. Semear a vida no ideal de colher o que virá depois pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais! Viver a vida pelo que foi e será, é e será! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. São muitas as preocupações atuais sobre a relação do homem com o seu meio, no sentido de se identificar uma possível política comportamental de equilíbrio entre as ações humanas de subsistência e a exploração dos recursos do planeta. E essas políticas têm evidenciado pautas que se inserem no respeito pelos recursos disponíveis para que se possibilite uma qualidade de vida em todos os níveis de ecossistemas. Por esta razão a questão ambiental vem sendo considerada cada vez mais urgente e importante para a sociedade contemporânea, em virtude dos processos degradantes e predatórios que se insinuam indiscriminadamente na busca por riquezas, vez que o futuro da humanidade depende da relação estabelecida de forma harmoniosa entre a natureza e o uso pelo homem dos recursos naturais disponíveis.À medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de necessidades e desejos crescentes, surgem, muitas vezes, tensões e conflitos quanto ao uso do espaço e dos recursos em função da tecnologia disponível. A exploração dos recursos naturais passou a ser feita de forma demasiadamente intensa e não planejada provocando os mais variados desastres que vitimam não só o ser humano, como toda biosfera. Algumas conseqüências indesejáveis desse tipo de ação humana são, dentre muitos outros exemplos, o esgotamento do solo, a contaminação da água e a degradação cada vez maior da saúde das populações. O conjunto de temáticas relativas não só à proteção da vida no planeta, mas também à melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida das comunidades, compõem a lista dos temas de relevância internacional. E nesse contexto ocorrem grandes reuniões mundiais sobre o tema, em que se formaliza a dimensão internacional das questões relacionadas ao meio ambiente, o que leva os países a se posicionarem quanto a decisões ambientais de alcance mundial que reflitam de forma eficaz no comportamento humano. E uma das principais conclusões e proposições assumidas internacionalmente é a recomendação de se investir numa mudança de mentalidade, conscientizando os grupos humanos para a necessidade de se adotar novos pontos de vista e novas posturas diante dos dilemas e das constatações feitas nessas reuniões. Exemplo disso foi a realização das Conferências das Nações Unidas de 1972 e 1992, a Carta da Terra, o Fórum Global, a Agenda 21 e tantos outros expedientes visando legalizar uma vida satisfatória em nosso planeta. É conveniente lembrar que desde o aparecimento do homem na crosta terrestre que ele explora a natureza. Hoje a população mundial é de aproximadamente 7 bilhões de pessoas sobre 150 milhões de km², da superfície dos continentes, administrando uma complexa rede de problemas, seja para a própria sobrevivência, seja para explorar avidamente os recursos naturais indiscriminadamente em nome do progresso da humanidade. A exploração desenfreada da natureza causou distúrbios não só no ambiente como na saúde do próprio homem, levando-o a normatizar comportamentos e efetuar estudos e pesquisas no sentido de evitar os efeitos maléficos de tais transgressões. Assim, o meio ambiente, ou apenas ambiente, ou ainda meio, é a totalidade das condições físicas e bióticas que agem sobre os organismos. E os seres vivos encontram-se tanto na atmosfera quanto nas águas e terras da crosta, ou seja, litosfera. Considera-se como formando uma única camada - biosfera - as partes da atmosfera e da crosta terrestre onde a vida penetra ou se mantém. É o grande sistema constituído pelos domínios da vida, palco milenar e gigantesco, feito de complicados cenários, alguns dos quais, tão grandes, que é preciso muita distância para contemplá-los por inteiro, e outros, tão pequenos, que só se podem ver com microscópio, todos eles cambiantes, alguns, porém, de maneira tão lenta, que parecem eternos, e outros surpreendentemente rápidos. Diversos aspectos e partes da biosfera, que é película de ar, água e terra correspondente ao solo, onde os organismos endógenos não descem além de alguns metros de profundidade, são conhecidos como habitats, biocenose, ecossistemas, biomas, nichos, etc. Os elementos fundamentais da biosfera são água, ar e solo. Água, fonte da vida; ar, reserva de oxigênio, carbono e azoto; o solo onde o homem extrai o essencial para a sua subsistência. E cada ser vivo depende de uma interação harmoniosa com o meio ambiente para sobreviver. Não obstante, apenas algumas sociedades humanas se dão conta dessa realidade e o manejam adequadamente. Por esta razão o meio ambiente é o grande anfiteatro no qual o homem desenvolve suas atividades econômicas e culturais num processo de interação, às vezes inconsciente, com a biocenose. Estas atividades sejam econômicas, sociais ou de que natureza for têm resultado numa série de desequilíbrios capazes de degradar o meio ambiente e provocar danos à saúde humana. E desde que o homem neolítico começou a derrubar ou queimar a floresta para aproveitar o espaço com sua agricultura ou seus animais domésticos, o seu meio ambiente começou a modificar-se. As alterações, a princípio lentas, aceleraram-se e agravaram-se quando aumentou a densidade das populações humanas e cresceu a eficiência dos meios de destruir e plantar. Na era moderna urbana e industrial, as pessoas passaram a associar avanços tecnológicos com melhoria da qualidade de vida, inaugurando uma fase de grande consumo de mercadorias. Ao mesmo tempo, a degradação ambiental decorrente desses avanços foi praticamente desconsiderada, observando-se as seguintes tendências: proliferação das formas de impacto do homem sobre o meio ambiente; aumento da complexidade, da magnitude e da freqüência dos impactos; regionalização e até globalização dos problemas ambientais que estavam confinados a níveis locais; aumento do consumo per capita de recursos naturais, bens de consumo e serviços, o que, na verdade, reflete um crescimento desproporcionalmente maior nas regiões economicamente ricas, significando um aprofundamento das desigualdades econômicas e sociais. Entre os dados degradantes que mais preocupam o ser humano estão a fome, a poluição, a pobreza, as mudanças climáticas e a agressão à natureza. A poluição que é um termo que se define por três processos claros, como sendo a introdução de substâncias artificiais e estranhas a uma região, como um agrotóxico despejado no mar; introdução de substâncias naturais estranhas à determinada região, como sedimentos na água de um lago, por exemplo, tornando-o assoreado e escuro; alteração na proporção ou nas características de um dos elementos constituintes do próprio meio, como a diminuição de oxigênio dissolvido nas águas de um rio. O principal efeito ecológico da poluição é sua interferência nos processos de transferência de energia. A poluição interfere através de modificações no teor de nutrientes dissolvidos na água do mar, na demanda de oxigênio, na quantidade de matéria orgânica particulada presente na água, na presença de inibidores, de venenos, do aumento de calor, adição de sais nutrientes por esgotos, industrias de adubos, a presença de certas substâncias químicas, atividades de dragagem de canais e estuários, resíduos industriais, domésticos, inibidores, venenos como biocidas (pesticidas, herbicidas). A poluição, interferindo com o ciclo de energia do ecossistema marinho, terrestre, dos rios e lagos, agravará ainda mais os já não pequenos problemas ecológicos, decorrentes do crescimento da população humana. A água é contaminada basicamente por esgotos e outros efluentes de origem humana. Há hoje uma crescente conscientização de que se deve, a todo custo, deter a destruição do meio ambiente, provocada além da poluição das águas, pelo enorme crescimento demográfico e pelo desenvolvimento industrial. A atividade industrial humana tem causado a introdução no meio aquático de um grande número de metais pesados. Eles são descarregados na natureza através dos efluentes de indústrias de eletricidade, químicas e farmacêuticas; através de resíduos da mineração, de indústrias de papel, de cosméticos, de portos de minérios, etc. A poluição pelo petróleo também introduz metais pesados como o níquel, o cobalto, manganês e vanádio. Muitos pesticidas, especialmente os empregados contra os fungos, possuem metais pesados como o mercúrio, o zinco e o cobre. Uma outra forma de poluição é a do ar onde o homem utiliza a biosfera, de um lado, para respirar e se nutrir, de outro, para nela despejar os abundantes resíduos de sua civilização industrial. Além das formas supra expostas, a poluição sonora também acomete o ser humano, visto que os ruídos causam stress, interferem no comportamento humano, ferem, muitas vezes, o direito que temos de repouso, de tranqüilidade nos lares. O ruído aumenta a probabilidade do aparecimento de anomalias psíquicas em uma pessoa que a elas seja predisposta. Acometidos por um sem número de patologias, o homem com grande freqüência toma antibióticos de uma forma incrivelmente insensata, contra doenças diversas e, freqüentemente, os menos indicados para a sua enfermidade, porque muitos acreditam nos seus próprios conhecimentos médicos particulares. Não bastando, além disso, os resíduos sólidos domésticos, comerciais, industriais e das operações agrícolas, apresentam cada vez mais papéis, plásticos, vidros, um sem número de tipos de embalagens, etc., todo esse material cria crescentes problemas de coletas, despejos, tratamentos e seus depósitos constituem-se muitas vezes em focos de crescimento de mosquitos, roedores, etc., podendo até reduzir o valor dos terrenos sobre os quais se acumulem. Todo esse material contribui enormemente para a deterioração do ambiente humano. A poluição, devido às suas inúmeras formas, assume aspectos muito diversos. A única forma correta de combatê-la e de combater a todos os outros fatores depredadores e degradadores, é através da educação do povo, de sua conscientização sobre os terríveis efeitos das diversas formas de poluição. É necessário que se informe ao povo as origens, efeitos e modos de combater as inúmeras formas de poluição, de degradação, de agressão. E é importante que se saiba que é possível combater e eliminar toda e qualquer forma e ação destrutiva, mediante posicionamentos críticos centrados na cidadania. Mediante o exposto, descobre-se que só há um caminho no meio dessa parafernália de fatos desagradáveis, voltado para a educação do povo. O homem, assim, precisa interagir tanto com a natureza quanto com o desenrolar histórico e cultural que se configura no meio de um dédalo que precisa ser interpretado fora do sectarismo, da verticalidade e dos extremismos. A sua emancipação depende da altivez de seu discernimento e levá-lo a construir uma realidade sustentável, articulada de forma que a sua ação seja direcionada para o bem comum individual que se transforme com a identidade da coletividade: o meio. Daí, nascida na pesquisa em educação permanente, a ecoformação se alimenta do paradigma ecológico, interrogando-se sobre as relações entre o ser humano e o mundo, e dependendo de elementos naturais, como o ar, a água, a terra e o fogo. A relação que liga o homem a eles é uma relação de uso. Pois assim, a ecoformação pretende estabelecer um equilíbrio harmônico entre os indivíduos e o meio ambiente, numa procura para assumir as questões ambientais, seus elementos reflexivos e práticas militantes, incorporando-os às teorias e práticas curriculares, encontrando aí elementos substanciais de transformação das matrizes disciplinares, clivando o cotidiano escolar com novas leituras e conteúdos sustentados em linguagens diversificadas e buscando, efetivamente, transversalizar conhecimento, interdisciplinarizando-os, é a tarefa que aguarda a educadores, militantes, a todos aqueles que lutam por um meio ambiente saudável e para uma responsabilidade sustentável. E é preciso agir: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBAPTISTA FILHO, Olavo. O homem e a ecologia: atualidades sobre problemas brasileiros.São Paulo: Pioneira, 1977 BRANCO, Samuel Murgel. O meio ambiente em debate. São Paulo: Moderna, 1988. BRASIL. Constituição Federal. São Paulo: Saraiva, 2002; BURNHAM, T. F. Educação ambiental e reconstrução do currículo escolar. Campinas: Papirus, 1993 BURSZTYN, Marcel (org). Para pensar o desenvolvimento sustentável. São Paulo: Brasiliense, 1993. CASTRO, Newton (Coord.). A questão ambiental e as empresas. Brasília: SEBRAE, 1998. CHIAVENATO, Júlio José. O massacre da natureza. São Paulo: Moderna, 1989. DAJOZ, Roger. Ecologia geral. São Paulo: Vozes/Universidade de São Paulo, 1973 DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 1994. GADOTTI, Moacir (Org). Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artmed, 2000 GOMES, Celeste L. S. Pereira. Responsabilidade e sanção penal nos crimes contra o meio ambiente. São Paulo: Editora Oliveira Mendes, 1998. HELENE, Maria E.M. & BICUDO, Marcelo Briza. Sociedades sustentáveis. São Paulo:Scipione, 1994 NOVAES, Washington (Coord). Agenda 21 brasileira - bases para discussão. Brasília: MMA/PNUD, 2000. OLIVEIRA, Elísio Marcio de. Educação ambiental: uma possível abordagem. Brasília: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, 1996. PÁDUA, Suzana Machado, & TABANEZ, Marlene Francisca (org). Educação Ambiental: caminhos trilhados no Brasil. Brasília: Instituto de Pesquisas Ecológicas, 1997. RODRIGUES, Sérgio de Almeida. Destruição e equilíbrio: o homem e o ambiente no espaço e no tempo. São Paulo: Atual, 1989. SARMENTO, George. Meio ambiente: crimes e contravenções. Maceió: Projeto IMA/GTZ,1994 TOMMASI, Luiz Roberto. A degradação do meio ambiente. São Paulo: Nobel, 1976 VEJA MAIS: CRENÇAMESTRADO EM ENGENHARIA CIVILCURSO DE POS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE AVALIAÇÃO E PERÍCIA JUDICIAISII PREMIO ABRACOPEL DE JORNALISMOCURSO DE FÉRIAS: JORNALISMOVAREJO SORTIDOMÚSICA, TEATRO & CIABRINCARTEe PESQUISA
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:05 AM
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
DARCY RIBEIRO: AMÉRICA LATINA, A PÁTRIA GRANDEO etnólogo, antropólogo, professor, educador, ensaísta e romancista mineiro Darcy Ribeiro (1922-1997), foi eleito à Academia Brasileira de Letras em 1992 e possui uma vasta obra publicada e traduzida para diversos idiomas. Dentre as obras, estão: Culturas e línguas indígenas do Brasil (1957 ), A política indigenista brasileira (1962), O processo civilizatório - Etapas da evolução sócio-cultural (1978), Os brasileiros - Teoria do Brasil (1972), O povo brasileiro - A formação e o sentido do Brasil (1995), Maíra (1976), O mulo (1981), Aos trancos e barrancos - Como o Brasil deu no que deu (1985), A fundação do Brasil - 1500/1700 –(1992,colaboração), O Brasil como problema (1995), Plano orientador da Universidade de Brasília (1962), Nossa escola é uma calamidade (1984), dentre outras. Na obra “América Latina: a pátria grande”, Darcy aborda questionamentos acerca da existência da América Latina, tipologia política latino-americana, a nação latino-americana, civilização e desenvolvimento e a civilização emergente das reveliões éticnas, da uniformidade e sigularidade, o avassalamnto, as configurações histórico-culturais, os conflitos interétnicos, os desepenhos civilizatórios, os desafios cruciais, as revoluções cultrais e a irracionalidade econômica. RIBEIRO, Darcy. América Latina: a pátria grande. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986. VEJA MAIS: DARCY RIBEIROII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA MEMÓRIA E DA CULTURA VISUALOFICINA DO CONTOPROGRAMA DE INCENTIVO À PESQUISA: CULTURACARNAVAL FOLIA TATARITARITATÁ
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:58 AM
Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
CONSTITUIÇÃO FEDERAL: 20 ANOS
 A Constituição Federal da República do Brasil, a Carta Cidadã, completa em 2008 os seus 20 anos. A sua promulgação se deu com o retorno à ordem democrática depois de um processo de ditadura instalado com o Golpe de 1964. São 20 anos do Estado Democrático de Direito pelo exercício de cidadania, não se devendo levar em conta os graves problemas socioeconômicos que ainda permanecem em nosso país desde os governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e o atual de Luiz Inácio Lula da Silva, muitos desafios foram enfrentados e continuam sendo obstinadamente perseguidos para a inclusão em todos os níveis, a sustentabilidade, o controle da inflação, o equilíbrio das contas externas e a retomada do crescimento econômico. Vale salientar que longo dos últimos anos sucederam-se planos de estabilização, trocas de moedas e medidas de abertura da economia e de estímulo aos investimentos. E, apesar do plano Real implantado no governo Fernando Henrique Cardoso, tem se vislumbrado uma melhora na qualidade de vida do brasileiro, com o aumento do poder de compra dos assalariados de baixa renda, mas ainda constatando a vulnerabilidade do país que mergulha intermitentemente em grave crise que redunda no desemprego, na concentração de renda, na desigualdade social, dentre outras enfermidades sociais. Historicamente, a reforma constitucional começou com a revogação da legislação autoritária entre 1985 e 1986, o restabelecimento da eleição direta para a Presidência da República, o voto dos analfabetos é aprovado; os partidos políticos são legalizados; a censura prévia é extinta e acabam as intervenções nos sindicatos. Em novembro de 1985 realizam-se as eleições diretas para 201 prefeituras, inclusive das capitais de estados e territórios. No ano seguinte, junto com os governadores estaduais, é eleito o Congresso Nacional encarregado de escrever a nova Constituição. Essa Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988, elaborada por uma Assembléia Constituinte, legalmente convocada e eleita, e reunindo a maioria dos setores organizados do país, seja público ou privado, trazendo para o debate os mais diversos problemas da sociedade brasileira e conseguindo, por fim, avanços no sentido de estabelecer as condições para o exercício da democracia e da cidadania. Em seu artigo 1.º trata logo tanto da cidadania quanto da dignidade da pessoa humana e reafirma os princípios democráticos de que todo poder emana do povo. Benevides (1991:129) realça a existência do princípio da democracia semidireta explícita logo no primeiro capítulo e se confirma na redação do artigo 14 com os três institutos que foram aprovados para garantia da participação popular direta, como sendo o referendo, o plebiscito e a iniciativa popular legislativa. A Carta Magna com esta redação mantém a tradição republicana do regime representativo, presidencialista e federativo. Logo em seu artigo 3.º traz anotada a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, erradicando a pobreza e a marginalização, reduzindo as desigualdades sociais e regionais; promovendo o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. No artigo seguinte prevalecem os direitos humanos e a defesa da paz, entre outros propósitos. Está inscrito no artigo 5.º que todos serão iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza e definindo os direitos e deveres individuais e coletivos. E a partir daí estabelece regras e normas de conduta e de procedimentos nem sempre cumpridos à risca, ampliando e fortalecendo os direitos individuais e as liberdades públicas - que haviam sofrido restrições com a legislação vigente no regime militar -, garantindo a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Mesmo assim, conserva o poder executivo forte ao permitir a edição de medidas provisórias com força de lei. Elas vigoram por um mês e podendo ser reeditadas enquanto não são aprovadas ou rejeitadas pelo Congresso. Ainda estende o direito do voto facultativo para analfabetos e maiores de 16 anos. A partir do artigo 205, define as regras que regerão as coisas afeitas à educação e que será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento do cidadão, preparando-o para a cidadania e qualificando-o para o trabalho, estabelecendo, ainda, a educação fundamental como obrigatória, universal e gratuita, bem como outras determinações acerca dos ensinos profissional e superior. Com o artigo 225, enfatiza a defesa do meio ambiente, transformando o combate à poluição e a preservação da fauna, flora e paisagens naturais como obrigação da União, dos Estados e Municípios, reconhecendo também o direito de todos a um ambiente equilibrado e a uma boa qualidade de vida, determinando que o poder público tem o dever de preservar documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, bem como os sítios arqueológicos. As reformas desta Constituição começaram a ser votadas pelo Congresso Nacional a partir de 1992. Hoje a Constituição Federal conta com 56 Emendas Constitucionais. A partir desta Constituição também foram elaboradas leis de maior abrangência à cidadania e à reafirmação dos princípios democráticos no Brasil. Exemplo disso foi a lei 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, restabelecendo obrigações quanto ao tratamento da nossa juventude; a lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e normatizando a nossa utilização das regras do mercado; e, posteriormente, com base nos seus artigos 205 até 214, a lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo as diretrizes e bases para a educação nacional, todas tomando o caráter de instrumentos que orientam e legitimam a busca das transformações da realidade nacional. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADAABENEVIDES, Maria Victoria de M. A cidadania ativa: referendo, plebiscito e iniciativa Popular. São Paulo: Editora Ática, 1991. BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. BRASIL. Constituição Federal 1998. Recife: Cia. Editora de Pernambuco, 1989 BURDEAU, Georges. A democracia. São Paulo: Abril Cultural, 1978. CHAUÍ, Marilene de S. Cultura e democracia. São Paulo: Cortez, 1989. COMPARATO, F.K. Para viver a democracia. São Paulo: Brasiliense, 1990. DALLARI, Dalmo. Ser cidadão. Lua Nova, São Paulo, 1(2):61-64, jul/set, 1984,p.61. DEWEY, John. Democracia e educação. São Paulo: Cia. Edit. Nacional, 1959. FALCÃO, J. A . Cultura democrática. São Paulo: Queiroz, 1991 FERREIRA, Nilda T. Cidadania. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. FINLEY, M.I. Democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988. GENTILLI, Paulo et alli. Utopia e democracia na educação cidadã. Porto Alegre: UFRGS/Secretaria Municipal de Educação, 2000. JORGENSEN, G. Democracia no mundo das tensões. Brasília: Unesco, 1951 LAMOUNIER, Bolívar. Os partidos e as eleições no Brasil. Rio de Janeiro:Paz e Terra, 1981 _______. Direito, cidadania e participação. São Paulo: TAQ, 1981 MACHADO, Luiz Alberto. Assinando a rogo. Jornal Gazeta de Alagoas. Maceió: 28.06.2000 Serviço. p.B3 MONTESQUIEU. Do espírito das leis. São Paulo: Abril Cultural, 1980 MELLO, G. N. Cidadania e competitividade. São Paulo: Cortez, 1998 SANTOS, Boaventura. Pela mão de Alice. São Paulo: Cortez, 1996 _____ O social e a política na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1996 SPOSATI et alli. Os direitos dos desassistidos sociais. São Paulo: Cortez, 1989. TOCQUEVILLE, Alexis. A democracia na América. São Paulo: Abril Cultural, 1979 VEJA MAIS: CURSO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIACURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO GESTÃO EM EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOSI BIENAL INTERNACIONAL DA POESIA DE BRASILIAREVISTA ESPAÇO ACADÊMICOPALESTRA: CORDEL E XILOGRAVURA POPULAR NORDESTINABRINCARTEPESQUISA & CIAPESQUISAE PARTICIPE DO CARNAVAL FOLIA TATARITARITATÁ!!!
por
Luiz Alberto Machado,
às 4:25 AM
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
MAYANA ZATZMayana Zatz possui graduação em Ciencias Biológicas pela Universidade de São Paulo -USP-(1968), Mestrado em Genética pela USP (1970), Doutorado em Genética pela USP (1974) e pós-doutorado em genética humana e médica pela Universidade da California – UCLA - (1977). Atualmente é Pró-reitora de Pesquisas da USP, Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Prof. Titular de Genética do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP. É membro da Academia Brasileira de Ciências, Academia de Ciências do Terceiro Mundo – TWAS - e Presidente-fundadora da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM).Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Humana e Médica, atuando em biologia molecular com enfoque em doenças neuromusculares e pesquisas em células tronco. Publicou 280 trabalhos científicos até julho de 2007. Ela nasceu em Israel, de pais romenos. É uma cientista respeitada com vários prêmios no Brasil e no exterior, pesquisadora que implantou um trabalho de caráter mais assistencial para portadores de distrofias e seus familiares, que resultou na criação da Associação Brasileira de Distrofia Muscular – ABDIM, além de contribuir principalmente no campo de doenças neuromusculares, tais como distrofias musculares, paraplegias espásticas e esclerose lateral amiotrófica. Aqui nosso aplauso para esta mulher! Veja mais: LITERATURA NO RECÔNCAVOIV ENCONTRO DE ESTUDOS MULTIDISCUPLINARES EM CULTURAPESQUISA & CIA
por
Luiz Alberto Machado,
às 4:37 AM
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
 Imagem: Aventureiros do Una, capa do segundo número em maio 1987, parceria entre o desenho de Rolandry Silvério e roteiro de Luiz Alberto Machado. QUADRINHOS: DE ANGELO AGOSTINI A BARALDILuiz Alberto MachadoSempre fui fascinado por desenho. Tal fato se deve porque desde tenra idade manter contato com gibis e mesmo sob os carões maternos pelas coleções que eu reunia em diversos sacos, foi o estímulo que precisei para aprender a ler aos 4 anos de idade. Como nasci no ano de 60, estava fadado a ser um debilóide patriota pelo desastre que se tornou a educação brasileira. A minha salvação foram os gibis – não me prendendo só aos de super-heróis oriundos do EUA -, os livros de Monteiro Lobato e, já na adolescência, o meu primo Marquinhos chegava com um monte de discos de rock com coleções de Carlos Zéfiro escondidas dentro das capas.  Imagem: A vizinha, de Carlos Zéfiro. Não sabia eu que os gibis eram uma criação brasileira. Pois, segundo Haag (2005:87), os quadrinhos nasceram no Brasil em 1869, com As Aventuras de Nhô Quim, de Ângelo Agostini, defendendo que este autor trouxe esta arte “(...) 30 anos antes da publicação nos Estados Unidos de Yellow Kid, considerada por muitos como a pioneira”. Depois, segundo Ribeiro (1985), foi em 1905 que nasceu o Tico-Tico, criado por Ângelo Agostini, infantil em quadrinhos: “(...) inteligente e engraçada, que encanta gerações de crianças brasileiras, com personagens como Reco-Reco, Bolão e Azeitona, Carrapicho, Jujuba e Goiabada. Morre em 1959, assassinada por Walt Disney”. Também registra Ribeiro (1985) que em 1918: “ Monteiro Lobato alcança enorme êxito, assumindo a liderança da vida intelectual do país com o livro de contos Urupês – mal ilustrado por ele próprio -, ambientado nas fazendas de café de São Paulo. Retifica aí, seu célebre retrato do caipira, admitindo que seus males vêm da falta de saúde, de instrução e de assistência”. Foi em 1955, segundo Ribeiro (1985) que o semanário O Cruzeiro – que vinha sendo editado desde 1928, se renova com suas sessões de humor de Pif-Paf, de Millôr e o Amigo da Onça, de Péricles. E em 1969, reunindo Tarso de Castro, Jaguar, Millôr, Fortuna, Ziraldo, Henfil, Claudios, Luis Carlos Maciel, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Vinicius de Morais e Sérgio Cabral, que foi criado no Rio de Janeiro o Pasquim, que, segundo Ribeiro (1985) era um semanário moleque de oposição política pluralista através de cartuns, dicas, poemas e grandes entrevistas gravadas em linguagem sacana e coloquial, apesar da repressão e das prisões. Não sabia que as HQs possuíam os seus críticos ferrenhos e, também, os seus defensores. Entre os opositores deste gênero estavam, por exemplo, Carlos Lacerda que irado vociferava “ tinham o poder de delinquir jovens e levá-los para o comunismo”. Para ele: “ A onda dessas revistas é que o crime seja uma condição normal de vida. Há a idéia de que a vida passa num plano superior a todas as contingências humanas e, ao mesmo tempo, ignorante de todas as onipotências divinas. Deus não admite super-homens, suipermacacos ou super-Robertos Marinhos”. E doutra feita, o proprio Carlos Lacerda, em 1946, definiu os gibis “(...) Como veneno importado para as crianças” porque já havia um número considerável, segundo ele, de escritores comunistas. Também Jânio Quadros propôs projeto para impedir que as leituras atentatórias aos bons costumes fossem expostas nas bancas de jornais e livrarias. Para se ter uma idéia, segundo Haag (2005:88), em 1944 o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, do Ministério da Educação, divulgara um estudo que acusava os quadrinhos de causar preguiça mental e desestimular o aprendizado e a leitura dos livros. Com isso, vários colégios e paróquias organizaram verdadeiros autos de fé do santo-ofício execrando as revistinhas. E se aliaram a esta corrente os jornalistas Orlando Dantas e Samuel Wainer que tratavam os quadrinhos, segundo Haag (2005), de fábricas de criminosos mirins e os gibis verdadeiros manuais de crime. Chegou-se até, segundo Haag (2005), à sugestão de emenda à Constituição que combatesse os excessos das editoras de quadrinhos. Não é à toa que houve uma repressão a esta modalidade artística. Entre os simpatizantes se fundamentava o argumento que o preconceito contra as HQs é uma herança maldita, vítimas dos moralistas. Entre estes estava Gilberto Freyre que inclusive, certa vez, propôs como deputado o lançamento da Constituição em quadrinhos. Também Jorge Amado que atribuiu sua popularidade ao sucesso das versões dos seus livros em gibis. Tanto é que se chegou ao pleito feito por Ziraldo e Mauricio de Souza exigindo do governo uma lei de nacionalização das HQs, incluindo reserva de mercado, fato que recebeu a simpatia de Leonel Brizola que, então governador do Rio Grande do Sul, passou a subsidiá-las. Mesmo com a edição de um decreto-lei disciplinando a produção de revistas em quadrinhos no país, em 1963 por João Goulart e mantida pelos militares em 1966, este jamais foi aplicado. O Haag (2005) reuniu alguns estudos que foram realizados pelo professor da Escola de Comunicações e Artes – ECA e coordenador do Núcleo de Pesquisas de História em Quadrinhos – NPHQ, da USP, Waldomiro Vergueiro, que defende: “ As histórias em quadrinhos são importantes demais para serem deixadas como reféns das circunstâncias. Infelizmente, durante muito tempo elas foram consideradas materiais de segunda ou terceira categoria por parcelas influentes da sociedade”. Tanto é que o professor possui o Diretório geral de histórias em quadrinhos no Brasil - NPHQ-USP, visando a preservação da memória quadrinhística nacional. Outros estudos foram realizados pela professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, Selma Regina de Oliveira, uma tese de doutorado com o tema “ A mulher ao quadrado”, observando que os quadrinhos norte-americanos ajudaram a reforçar no Brasil estereótipos sexistas ao sempre mostrar moças indefesas, virginais, sempre precisando da ajuda dos super-heróis. Um estudo de Frenault-Deruelle (1975:126) apontava para o fato de que como os seres do mundo real e os das artes ditas da representação, as personagens de HQs se relacionam por meio dos diversos canais dos sentidos, principalmente a audição, a vista e o tato, sendo o gosto e o olfato dificilmente codificáveis ou pouco funcionais do ponto de vista dramático. Todavia, poderão ser acrescentados novos meios de comunicação tais como a transmissão de pensamento (ficção científica).  Imagem: Velta, de Emir Ribeiro, capa da edição de 35 anos. Ao longo dos últimos anos encontramos a trajetória resistente de uma heroína brasileira, Velta, que está lançando no próximo dia 18 de janeiro, a edição comemorativa dos seus 35 anos. Trazendo além dos traços de Emir Ribeiro, uma série escrita pelo grande mestre R. F. Lucchetti, ambientando Velta nos anos 60 do século XX e uma história dramática, continuando a partir dos eventos ocorridos na VELTA 2007 - NOVA IDENTIDADE PARAIBANA , trazendo mais mudanças na vida da personagem, com um total de 96 páginas, em preto e branco (a maioria, em tons de cinza).  Imagem: Tatoo Zinho, HQ de Marcio Baraldi. Também o Márcio Baraldi que é um dos mais representativos artistas premiados dos quadrinhos brasileiros. Paulista de Santo André, ele figura entre os melhores e mais produtivos cartunistas do país. Nascido em Santo André, em 1966, foi criado no tenso e intenso clima político-sindical que foi marca registrada do ABC paulista nos anos 70 e 80, o que acabou marcando profundamente seu trabalho e personalidade. Seus personagens Roko-Loko e Adrina-Lina, Tatoo Zinho e Humor-Tífer são sucessos de publicações. O professor paraibano Janduhi Dantas também fez a “ Estória de quadrinhos” em cordel, contando a estória de quadro alunos: “ Certa vez, caros leitores/ li um caso singular: a estória de quatro alunos/ com seu modo de estudar./ Da vida de cada um, / uma lição a se tirar”. Até eu, numa parceria com o desenhista e artista plástico, Rolandry Silvério, fiz uma incursão na área, publicando nos anos 80, as revistinhas “ Aventureiros do Una” que circulou por quatro números. Agora encontro A BODEGA que é uma loja virtual de quadrinhos independentes. Nela são encontrados diversos títulos de quadrinhos independentes brasileiros e pode comercializar projetos de autores que não encontram espaço para venda de seus projetos. Vê-se que o gibi e arte das histórias em quadrinhos estão vivíssimos. Vamos nessa. FONTES BIBLIOGRÁFICAS: FRESNAULT-DERUELLE, Pierre. O espaço interpessoal nos comics. In:Semiologia da representação: teatro, televisão e história em quadrinhos. São Paulo: Cultrix, 1975. HAAG, Carlos. A nona arte: pesquisas, arquivos, livro e tese mostram que os quadrinhos ainda mantêm sua importância. Revista Pesquisa Fapesp, 110 (86-88), abril de 2005. RIBEIRO, Darcy. Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985. Veja mais: CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE CUSTOSCURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM AUDITORIA E PERÍCIA AMBIENTAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE PROJETOS E PRESTAÇÃO DE CONTASPESQUISA & CIA
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:50 AM
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
ROGEL SAMUEL é poeta, escritor, webjornalista e colunista do Blocos On Line, além de ser professor aposentado adjunto e doutor do Departamento de Ciência da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Dentre as suas obras, já publicou: Crítica da Escrita, em 1979; Manual de Teoria Literária, já com 14 edições; Literatura Básica, em 3 volumes, em 1985; O que é Teolit?, em 1986; 120 Poemas, em 1991; Novo manual de teoria literária, 3ª. Edição, em 2005 e o romance “O amante das amazonas”, 2005. A obra Manual de Teoria Literária é um importante livro para todos os que transitam pela senda literária, sendo composta de 11 partes. A primeira escrita por Rogel Samuel sobre a Arte e Sociedade. A segunda, por Telênia Hill sobre As Manifestações Artísticas. Depois Manuel Antonio de Castro aborda sobre Natureza do Fenômeno Literário. Em seguida Maria Lucia Aragão trata acerca dos Gêneros Literários. Ainda constam Angélica Maria Santos Soares tratando sobre A Crítica. Helena Parente Cunha abordando Periodização e História Literária. Anazildo Vasconcelos da Silva sobre Cultura de Massa e Cultura Popular, Gustavo Adolfo da Silva sobre Literatura e Lingüística. Cláudio Leitão sobre Literatura oral, cordel e folclore e Ângela Fabiana sobre Literatura e Linguagem. O Rogel Samuel ainda participa com Literatura Comparada, Comunicação e informação literária, Literatura e mit e A interpretação. Há uma edição atualizada e recém-lançada que pode ser vista no sítio do organizador. Imperdível. Rogel Samuel também concedeu uma entrevista exclusiva para o Guia de Poesia. Confira a entrevista. SAMUEL, Rogel (Org.). Manual de Teoria Literária. Petrópolis: Vozes, 1985. Veja mais Pesquisa & Cia. E vem aí o Carnaval Folia Tataritaritatá!
por
Luiz Alberto Machado,
às 5:51 AM
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
 Foto: Franz Larese, Erker-Galerie, Easter 1971, Burano, Italy EZRA POUND: ABC DA LITERATURAO poeta, músico, crítico norte-americano e uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do séc. XX, Ezra Weston Loomis Pound (1885-1971), é autor de obras como “A lume spento”, “The spirit of romance”, “Instigations”, “Cantos”, dentre outras. Foi co-editor da revista Blast e editor da Little Review. Contribuiu para formação de diversos movimentos literários, a exemplo do Imagismo e do Vorticismo. Suas idéias levaram-no à defesa do fascismo italiano resultando na sua prisão em 1945 e, posteriormente, internado num hospital psiquiátrico nos Estados Unidos como mentalmente incapaz. Por sua obra, Pound continua sendo um dos maiores renovadores da linguagem poética e um controverso intelectual do século passado. Dentre as suas obras é encontrada “ ABC da Literatura”, traduzido por Augusto de Campos e José Paulo Paes, onde Poind traz estudos acerca de como estudar poesia, abordando questões como condições de laboratório, método ideogrâmico, Literatura, utilidade da linguagem, compasso, testes e exercícios de composição, liberdade, estudo, percepção, gostos, instrução, documentos, estilos de época e uma mini-antologia do Paideuma Pondiano reunindo Homero, Safo, Catulo, Ovídio, Dante, Shakespeare, Browning, Fitzgerald, Rimbaud, Corbiére, dentre outros. É indubitavelmente uma obra importante para os estudantes, leitores e militantes Literatura. POUND, Ezra. ABC da Literatura. São Paulo: Cultrix, 1977. Veja mais Pesquisa & Cia.
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:58 AM
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
 Foto: Portal SalgueiroRAIMUNDO CARRERO: OS SEGREDOS DA FICÇÃOO premiado escritor, crítico, editor e jornalista pernambucano Raimundo Carrero é autor de diversos livros e realiza uma série de trabalhos voltados para a Literatura. Como jornalista já trabalhou no rádio, televisão e jornais, tendo desempenhado funções de assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal de Pernambuco. Integrou o Conselho Municipal de Cultura do Recife e já foi presidente da Fundação de Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco – FUNDARPE. É membro da cadeira 3 da Academia Pernambucana de Letras e dentre as suas obras publicou “Os segredos da ficção”, importante livro para quem almeja trabalhar no ofício de escritor. O livro “Os segredos da ficção” é composto por quatro partes, sendo a primeira dela dedicada à Voz Narrativa, tecendo esclarecedora abordagem na busca do estilo e personalidade do escritor. A segunda parte é dedicada ao Processo Criador, onde o autor aborda questões acerca do impulso, intuição, técnica, pulsação narrativa e organização do processo criador. A terceira parte traz a Construção do Personagem, onde trata da gênese, conhecimento, apresentação do Rito e Autonomia, apresentação do esquema de olhares, a classificação e desenvolvimento. Na quarta e última parte o livro traz uma excelente bibliografia comentada. O livro é fundamental para iniciantes, aprendizes e confirmados escritores. Imperdível. CARRERO, Raimundo. Os segredos da ficção: um guia da arte de escrever narrativas. Rio de Janeiro: Agir, 2005. Veja mais Pesquisa & Cia.
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:18 AM
|
|
|