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ABRA EAD 2008 – O Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância, traz um balanço com o mapa da EAD no Brasil, as instituições, os cursos, a relação de graduação e pós, a distribuição geográfica, o perfil dos alunos, regiões que mais cresceram, e-learning, recursos tutoriais, conteúdos e avaliações, evasão, extraterritorialidade, distancia, pesquisas, inclusão profissional, referenciais de qualidade e a legislação. FONTE: SANCHES, Fabio (Coord). Anuario Brasileiro Estatistico de Educação Aberta e a Distância. São Paulo: Instituto Monitor, 2008. PETROBRAS CULTURAL - Até 12 de março de 2009 Foram prorrogadas as inscrições para todas as áreas de seleção pública do Programa Petrobrás Cultural. Os regulamentos foram revisados, com vistas a incorporar as mudanças decorrentes dessa alteração. Novas datas, editais e outras informações: www.petrobras.com.br/. INICIATIVAS CULTURAIS - Até 5 de fevereiro, o Programa para Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) recebe inscrições de projetos artístico-culturais a serem desenvolvidos por jovens de baixa renda, com idade entre 18 e 29 anos. Criado em 2003, o programa tem como objetivo oferecer apoio financeiro a projetos que realizam ações culturais ligadas às diversas linguagens artísticas ou a temas relevantes ligados a área de humanidades e que promovam o desenvolvimento cultural e a formação para a cidadania cultural no Município. O atendimento para inscrições pode ser realizado de 2ª a 6ª feira, das 14h às 18 horas, na Secretaria Municipal de Cultura (Av. São João, 473 – 6º andar) São Paulo-SP. Outras informações: http://editalvai2009.blogspot.com/. VEJA MAIS: PESQUISALUIZ ALBERTO MACADO NO CALDEIRÃO DO HUCKFOLIA TATARITARITATÁPREMIO NASCENTE DE POESIA 2009GANHE LIVROS BRINCARTEBIG SHIT BÔBRAS
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Luiz Alberto Machado,
às 6:44 PM
Domingo, Janeiro 25, 2009
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO - SBEC
SBEC - A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço foi fundada em 13 de junho de 1993, data aniversário que lembra a entrada de Lampião e seu bando na cidade de Mossoró (RN). É uma entidade sem fins lucrativos que coordena um maior entrosamento entre os pesquisadores, escritores e artistas brasileiros que estudam e divulgam o Nordeste. Assuntos como Cangaço, Coluna Prestes, Canudos, revoltas: Praieira, Balaiada, Cabanagem e Quebra-Quilos; Juazeiro, Padre Cícero, Delmiro Gouveia e o progresso do nordeste, Quilombos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e a Música Popular Nordestina; a Cultura e a Arte nordestinas são prioridades nos estatutos da SBEC para debater e divulgar em eventos, no Brasil e no exterior. VEJA MAIS: PESQUISALUIZ ALBERTO MACADO NO CALDEIRÃO DO HUCKFOLIA TATARITARITATÁPREMIO NASCENTE DE POESIA 2009GANHE LIVROS BRINCARTEBIG SHIT BÔBRAS
ANAXÁGORAS DE CLAZOMENA (500-428 a.C.) - Filósofo, biólogo, astrônomo, físico e matemático grego de Clazomenas, na Jônia, colônia grega na Ásia Menor, Fenícia, de grande tradição no comércio marítimo, que levou para Atenas a filosofia jônica de tendência mecânica e onde fundou, sob os auspícios de Péricles, seu discípulo e protetor, a primeira escola de filosofia da cidade. De espírito prático, foi um dos responsáveis por mudanças fundamentais na matemática do século V a. C, de ter elaborado teorias de indiscutível profundidade, exercer notável influência sobre a filosofia grega posterior a ele e de ter introduzido em Atenas as concepções desenvolvidas pelos pensadores das colônias helênicas. Fiel descendente da escola jônica de Tales, em função de suas opiniões científicas chocarem-se com as concepções religiosas da época, foi preso em Atenas por pregar que o sol não era uma divindade, mas uma grande pedra incandescente e que a lua era uma terra habitada sem luz própria. Foi durante este período que se dedicou com mais ênfase a pesquisa matemática. Julgado por ateísmo, foi posteriormente libertado graças a intervenção de Péricles de quem tinha sido professor, indo morar em Lâmpsaco, na Mísia, até morrer, onde fundou uma escola de filosofia e ganhou muita estima e fama junto a população local. Historicamente de suas idéias foi publicado o primeiro best-seller científico na época, Sobre a natureza. Mais filósofo da natureza que matemático, marcou-se pelo motivo grego típico: o desejo de saber. Descobriu os processos de respiração dos peixes e das plantas, explicou a inteligência dos homens e parece ter dado a explicação correta para os eclipses e acreditava que a matéria era composta de átomos. Morreu no ano do nascimento de Arquitas e um antes do de Platão e um antes da morte de Péricles. Sua obra, cuja interpretação, em parte por causa da escassez de fragmentos, é muito controvertida, pode ser situada na confluência entre a tradição milésia e o pensamento de Parmênides. Com os filósofos de Mileto, sustentava que a experiência sensorial põe o ser humano em contato com uma realidade cambiante, cuja constituição última ele pretendia encontrar. Com Parmênides, afirmava que só o ser é e o não-ser não é, porque ao ser, enquanto totalidade, não se pode acrescentar nem tirar nada. Considerava, em conseqüência, que "nada vem à existência nem é destruído, tudo é resultado da mistura e da divisão". Defendeu também a idéia de que, junto à matéria, existe um princípio ordenador, uma inteligência como causa do movimento , por isso, foi chamado de o primeiro dualista. Platão saudou com entusiasmo essa inovação, mas criticou o filósofo de Clazômenas por fazer uso insuficiente dela. Haveria um número infinito de elementos que Anaxágoras chamou de homeomerias, ou sementes invisíveis, que diferiam entre si nas qualidades. Todas as coisas resultariam da combinação das diferentes homeomerias. Foi Anaxágoras-(+ ou - 499-428 a. C) um filósofo da escola jônica e o primeiro a se transferir para Atenas, de onde foi banido por considerar o sol uma pedra incandescente e a lua uma Terra, negando a divindade desses corpos celestes. Interessava-se muito por astronomia. Houve um processo que acabou por condena-lo, apesar de ser amigo de Péricles, seu mestre e protegido. Péricles foi um grande líder político. Sócrates que nasceu cerca de trinta anos depois de Anaxágoras também foi condenado. Atenas considerava a novidade, a filosofia, uma impiedade e ateísmo. Anaxágoras se recusava a prestar culto aos grandes deuses gregos. Era filho de Hegesibuldo. Disse que as coisas corpóreas eram infinitas, e elas pareciam engendrar-se e destruir-se pela combinação e dissolução. No início, todas as coisas seriam infinitas em quantidade e pequenez, pois o pequeno também era infinito. Toda a matéria estava condensada. O ar e o éter são o maior conjunto de coisas. Muitas coisas de todas as espécies são contidas em todos os compostos e sementes. Em tudo há um pouco de tudo. Em cada minúscula partícula, ou semente, há uma parte de todas as coisas, pois todas as coisas são formadas por essas sementes. Essas coisas se resolviam e separavam pela força e rapidez, a força é a rapidez que produz. E o espírito começou a se mover, e em todo movimento havia uma separação, e as partículas se desdobravam, o espírito sempre é, sempre afirma. O compacto, o fluído, o frio e o sombrio se colocaram onde se formou a terra, e o ralo o quente e o seco forma para longe do éter. As visões das coisas invisíveis são aparentes, a lua reflete os raios de sol, em sua filosofia. E as coisas, que estavam juntas foram separadas por esse espírito inteligente e puro (nous), que ordenava a matéria e se movia, separando os opostos e criando os seres diferenciados. Os graus de inteligência dos seres animados (animais e plantas) dependem da estrutura do corpo em que o nous está ligado sem se misturar. Para Hegel, Anaxágoras foi um sóbrio entre os ébrios. Fundamenta sua crítica dizendo que ele foi o primeiro a dizer que o pensamento é universal, em si e para si, o puro pensamento é verdadeiro. Universal pela noção de causalidade. Essa noção, se não é universal, se não considera a coisa em si, costuma dizer coisas como: a causa da existência do capim é servir de alimento para os herbívoros, e a destes é servir de alimento para os carnívoros, os troncos fluem para determinado lugar, pois estão precisando deles lá e assim por diante. O nous de Anaxágoras é universal, move-se para diante. Cada idéia é um círculo de si mesma, e o bem universal de sua espécie. O nous é a alma que a tudo move, que liga e separa, uma atividade que põe uma primeira determinação como subjetiva, mas essa é feita objetiva, e assim se torna outra, e de novo esta oposição é sobreposta, assim até o infinito. Isso é dialética. FONTES: ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1994. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Atica, 2002. MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. PADOVANI, Umberto; CASTAGNOLA, Luis. Historia da Filosofia. São Paulo: Melhoramentos, 1978. PESSANHA, José Américo Motta (Org). Os pré-socraticos. São Paulo: Abril, 1978. SOUZA, José Cavalcante. Os pré-socrático. São Paulo: Abril, 1978. WEATE, Jeremy. Filosofia para jovens. São Paulo - Callis, 1999. VEJA MAIS: PENSAMENTO GREGOLUIZ ALBERTO MACHADO NO CALDEIRÃO DO HUCKFOLIA TATARITARITATAPREMIO NASCENTE DE POESIA 2009GANHE LIVROS BRINCARTEBIG SHIT BÔBRAS
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2009
 PAPEL: DO INÍCIO ATÉ O SEU CONCEITO EDITORIAL O processo de fabricação de Celulose e Papel. Diferenças nos processos de fabricação para papeis Revestidos, não Revestidos, Papelcartão e papel Reciclado. A importância do Papel para o segmento editorial abrangendo armazenamento, manuseio, sentido de fibra, umidade e icones de sustentabilidade. Números atuais do Mercado Brasileiro e Internacional. Dicas e cuidados especiais para resultados de sucesso. O desafio do Papel frente às novas tecnologias da Impressão Digital. Existe papel editorial já formatado para Impressão Digital? O que o mercado pode e d eve esperar de novidades para os próximos anos. Dia 27 de Janeiro de 2009 - Terça-Feira Das 9 às 12 horas 30 vagas - Preço R$ 85,00 Local: Escola do Escritor Rua Mourato Coelho, 393 – conjunto 1 Pinheiros – São Paulo – SP – Próximo a Rua Teodoro Sampaio Estacionamento: Pão de Açúcar (em frente) Docente: Wiliam Corrêa da Silva - Formado em Economia pela Universidade Sant’Anna, MBA em Gestão de Projetos e Inovação Tecnológica pela FIPE, trabalhou por 11 anos na Xerox do Brasil na área técnica, e 19 anos na Suzano Papel e Celulose somando uma experiência de 30 anos no mercado de papel e impressão. Na Suzano atuou na célula Engenharia de Aplicação pertencente à área de Suporte ao Cliente que tem como foco apoiar e orientar o cliente final no melhor uso de seus produtos como Papel Cartão, Papel Revestido (couché), Papel Cut Size, Papel não Revestido e Papel Reciclado, enfatizando o uso híbrido entre papel Reciclado e papel Certificado (FSC) com resultado na Sustentabilidade. Telefax: (11) 3034 2981 E-mail: escoladoescritor@escoladoescritor.com.br & www.escoladoescritor.com.br OUTRO OLHAR SOCIAL - O Outro Olhar - espaço do jornalismo participativo da TV Brasil estará presente no Fórum Social Mundial que começa no próximo dia 27 de janeiro em Belém (Pará) e segue até dia 1 de fevereiro. O espaço estará aberto aos interessados em exibir seus vídeos sobre o que acontece no Fórum: entrevistas, análises sobre discuções, percepções sobre o evento, notícias, cobertura das palestras ou das oficinas e olhares sobre as diferentes culturas presentes. Além da participação no Outro Olhar acontece durante o Fórum Social, o Fórum de TVs. Nele, os produtores independentes, pequenas emissoras de diversas partes do país e do mundo e cidadãos em geral, poderão produzir material audiovisual para ser exibido dentro do Fórum Social Mundial no programa "Panorama Fórum". O programa será exibido todos os dias em rede interna no Fórum, na internet e na TV Cultura do Pará. Outras informações: (61) 33276867. CULTURA LUSOBRASILEIRA - As inscrições para as oficinas do Projeto Lusobras estão abertas até do dia 16. O festival de arte e cultura lusobrasileira acontece de 19 a 23 de janeiro no Teatro Arthur Azevedo e no Circo da Cidade, pela manhã das 8h às12h e à tarde das 16 às 18h30. O evento visa proporcionar aos praticantes de manifestações culturais de origem lusa, a troca de conhecimentos e experiências por meio de oficinas, exibição de vídeos e apresentações públicas de espetáculos de dança portuguesa. Entre as oficinas estão a de danças tradicionais portuguesas, cantares tradicionais portugueses e instrumentos da música tradicional portuguesa. Os interessados devem procurar o Departamento de Assuntos Culturais da Pró-reitoria de Extensão da Universadade Federal do Maranhã (Proex/UFMA), no Palacete Gentil Braga, Rua Grande, 782, Centro, em horário de expediente. Outras informações: (98) 3231 2887. CONHECIMENTOS LIVRES - Abertas as inscrições para seis oficinas de cultura digital, ministradas durante o 1º Encontro de Conhecimentos Livres 2009. O Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Livres (CDTL), Pontão de Cultura Digital de Pernambuco, começa pelo Recife (de 12 a 18 de janeiro) a primeira atividade de formação do projeto, dentre as nove programadas para acontecer até maio deste ano no Nordeste. Ao longo da semana serão ministrados seis minicursos: Áudio, Vídeo, Metareciclagem, Introdução à Programação com Python, Artesanato Digital e Fotonovela. As inscrições para as oficinas, que têm 10 vagas cada, 5 delas reservadas para os Pontos de Cultura, podem ser feitas solicitando-se a ficha de inscrição pelo e-mail contato@tecnologiaslivres.org ou através da página web www.tecnologiaslivres.org/. Outras informações: (81) 3423.4580. OFICINA MAIS CULTURA - Nos dias 15 e 16, o MinC e a Subsecretaria de Cultura do Estado promovem uma oficina para desenvolver o Plano Estratégico de Implementação e Gestão do Programa Mais Cultura na Paraíba. Desse encontro, será formalizada a Unidade de Gestão e o Comitê de Acompanhamento do programa Mais Cultura no Estado. Os interessados em participar podem procurar a Subsecretaria até o dia 14 de janeiro. Outras informações: (83) 3218.4170. BIBLIOTECAS - A Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao MinC, reafirma a meta para o ano de 2009 de zerar o déficit de municípios brasileiros que não têm bibliotecas públicas, em uma ação inserida no Programa Mais Cultura. Serão contemplados municípios de 21 estados e dentro deste número todos os estados do nordeste. Também serão modernizadas 410 unidades existentes em diversas regiões do país. As listagens com os nomes das cidades beneficiadas com as duas ações foram divulgadas no último dia 30 de dezembro, no Diário Oficial da União. Outras informações: www.cultura.gov.br/ . VEJA MAIS: PESQUISALUIZ ALBERTO MACHADO NO CALDEIRÃO DO HUCKFOLIA TATARITARITATÁ
Domingo, Janeiro 11, 2009
 Imagem: HenfilA PRAGA DO VOTO VENDIDOLuiz Alberto MachadoPois é. É fogo de morro acima e água rebentando abaixo, tudo passando de eleição em eleição e a praga do voto vendido é uma prática nociva das mais corrosivas que a gente não consegue entender como é que se dá. Na verdade, entender, entende, basta olhar pros lados e constatar o miserê da gota! Aí entra essa abjeta jogada. E, sobre esta prática, até o TSE já fez campanha em cadeias de televisão. De nada adianta, parece já entranhada no jeitinho brasileiro do votar em troca de quaisquer deztões, potocas emergenciais, brebotes ocasionais ou desimportâncias que fazem o paliativo momentâneo voto pelo agrado pecuniário, legitimando trepeças que representarão descompromissadamente essa mesmo gente vendida sem a menor parcimônia. E isso, acho eu, só empiora a situação que já é desembestadamente aguda no Brasil: broncas a fole! O que é danado é que a grita pelas soluções dos problemas sociais e comunitários são agigantadas a cada eleição que passa. Isso porque sujetinho passa fome, vive de bico, não tem escola, muito menos saneamento público, mora dependurado num morro ou embaixo da ponte sem a mínima condição de vida, se esborracha todo para conseguir o ínfimo ganha-pão, reclama dos transportes, da saúde pública, da polícia que não protege, das autoridades que não resolvem, do prefeito que não faz nada além de enricar e fazer o que quer, esperneia com tudo e, quando chegam às eleições, vendem o voto. Um despautério, né? Há que se considerar que as práticas, tanto da compra de votos como da boca-de-urna são proibidas por lei, contudo todo mundo atua sambando ao arrepio da legislação. O pior é que todo mundo sabe onde está havendo a derrama das esmolas em troca de voto, todo mundo sabe como é feita a transação, todo mundo sabe como agem na boca-de-urna e, apesar disso, nada é feito. Nem polícia nem judiciário, mesmo sabendo onde ocorrem, chegam lá. Alegam, pois, que basta um telefone anônimo, uma denúncia. Ora, quem é doido denunciar? No reino da impunidade, o sujeito que presta esse serviço passará de cidadão vigilante para recalcitrante e mais perigoso transgressor dos “bons” costumes seculares da nojentice adquirida. Pois, com certeza, como as coisas aqui andam ao contrário, o nome do petulante estará com todas as letras e as medidas do caixão na boca do algoz que, também com certeza, dará um desacerto no linguarudo. Daí ainda vem aquele papo esdrúxulo de “todo mundo faz, por que não me aproveitar?”. E é tão danado mesmo que quando a coisa degringola, só se pune o corrompido, nunca o corruptor – isso só com uma urucubaca da peste no meio de uma puxada de tapete ineivada. Pois é, todo mundo sabe, ninguém faz nada. É como a prática da propina, a espórtula institucionalizada na índole do brasileiro. E todo mundo sabe quem são os corruptos e os corruptores, mas só quando estes caem na desgraça de desagradar graúdos, é que a pele deles é descascada. Normalmente eles só caem debaixo da maior cruzeta, tramóia braba mesmo para desmoralizar o danado. Tirante isso, vista grossa para todos os lados. VEJA MAIS: PESQUISAA PRAGA DO VOTO VENDIDOBIG SHIT BÔBRASGANHE LIVROS BRINCARTE
Quarta-feira, Janeiro 07, 2009
EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO (490-435 a.C.)- Político, filósofo, médico, místico e poeta grego, nascido em Aeragas, hoje Agrigento, na Sicília, cidade colonial grega no litoral sul da Sicília, então parte da Magna Grécia, no Mar Mediterrâneo, um dos notáveis defensores da teoria da constituição da matéria de Pitágoras, um profundo teórico da evolução dos seres vivos e considerado o primeiro sanitarista da história. Foi ele o primeiro filósofo nascido no Ocidente, para estabelecer um compromisso entre a doutrina eleática e a evidência comum dos sentidos, adotou todos os pontos até então considerados básicos e acrescentou-lhes um quarto, chamando-os de raizes das coisas, rizomata, que Aristóteles mais tarde os denominou de elementos. Substituiu, pois, a busca dos jônicos de um único princípio das coisas para interpretação do universo pelo de que "todos os fenômenos da natureza são resultado da mistura de quatro elementos: água, fogo, ar e terra". Na sua concepção cosmológica com essas quatro substâncias, elas se uniriam sob a força de algo que os misturasse das várias formas. Para que isso ocorresse teorizou os seus dois princípios: o amor como fator de união, e o influxo do ódio para a divisão. Já Anxímenes considerara o ar como substancial, mas foi o cientista de Agrigento que provou sua existência material, através de experimentos envolvendo relógios de água, e o denominou de éter. Os mananciais e os vulcões seriam provas da existência de água e fogo no interior da Terra. Sob a influência eleática conceituou que as substâncias elementares seriam eternas e imutáveis e que não poderiam ser explicadas de outra maneira. Este princípio continua sendo empregado pela ciência até os dias de hoje, sem muita ênfase mas com ar de resignação. Em resumo o materialismo eleático afirmava o seguinte: "o que é, é; nada pode surgir do que não é, bem como o que é não pode converter-se em nada". Visto na antigüidade como profeta e mago, em Carme Lustral apresentava-se como um profeta e mensageiro e foi também poeta, orador, além de competente médico. Como cientista seus conhecimentos foram notáveis em várias áreas do conhecimento em sua época. Ele descobriu, embora não se saiba como, que a luz requer tempo para se propagar e que a luz da Lua seria indireta. Do médico e pitagórico Alcmeão de Crotona, assumiu a teoria de que a saúde era um equilíbrio próprio entre componentes opostos, e que a doença manifestava-se quando um deles prevalecesse. Defendeu a teoria dos poros como passagens respiratórias do corpo, e a da visão como o encontro de um raio que emanava dos próprios olhos sobre as efluências do objeto. Como administrador notabilizou-se por suas pioneiras idéias sanitaristas e ambientais nas comunidades urbanas. Mandou construir sistemas de drenagem em várias localidades do mundo grego e, inclusive conseguiu deter uma epidemia de malária em Salinonto, acontecimento que mais tarde foi lembrado, de forma agradecida, nas moedas cunhadas naquela cidade. Como político notabilizou-se por se opor a oligarquia e defender a democracia, sendo por isso, desterrado e, lendariamente, teria morrido atirando-se no Etna para provar que era um deus. Outros afirmam que como um deus, quando morreu teria se elevado para o céu. Escreveu dois poemas em jônico: Sobre a natureza e Katharmoi (as purificações), do qual resta somente uma centena de versos. O princípio gerador de todas as coisas não seria um único elemento, mas quatro elementos: terra, ar, água e fogo, que se misturam em diferentes proporções e formam as várias substâncias que encontramos no mundo. O que unia e desunia os quatro elementos eram dois princípios: o amor e a luta. Os quatro elementos e os dois princípios seriam eternos, mas as substâncias formadas por eles seriam pouco duradouras. Alem do mais há que se considerar que a democracia estava em fase de implantação e ele a defendeu. Virou figura lendária, um misto de cientista, de místico, de pitagórico e órfico. Escreveu dois poemas. No primeiro apresenta uma única visão do processo cosmogônico, e o segundo é religioso. Refutou as teses que atribuem a origem do universo a um único elemento. Identificou quatro substâncias básicas, que ele chamou de raízes: a água, a terra, o fogo e o ar. Tudo se consiste desses quatro elementos, e as transformações que advêm a eles seriam visíveis a olho nu. Essas substâncias são eternas, imutáveis. Jostein Gaardner afirma que talvez Empedócles tenha visto uma madeira queimar, alguma coisa aí se desintegra. Alguma coisa na madeira estala, ferve, é a água, a fumaça é o ar, o responsável é o fogo, e as cinzas são a terra. As verdades não seriam mais absolutas, como nos eleatas, mas proporcionais à medida humana. As coisas são imóveis, mas o que percebemos com os sentidos não é falso. Duas forças atuariam nas substâncias, o amor e o ódio. O amor agiria como força de atração e união, o ódio como força de dissolução. Em quatro fases, existe a alternância do amor e do ódio. Estabelece um ciclo, com a tensão da convivência dessas forças motrizes. Empédocles dizia que alguns animais vêem melhor de dia do que de noite, e vice versa. O pensamento se produz com a sensação. Admitiu a multiplicidade de itens de uma criação, como um pintor que mistura diferentes pigmentos em sua obra. Fala muito da deusa do amor Afrodite, portadora da vida e da beleza. Em sua filosofia todos os animais têm pensamentos. A inteligência cresce de acordo com os dados sensoriais do tempo presente. Hegel afirma que para Empédocles, outros elementos que não os quatro básicos, não são em si e para si. Não poderíamos visualizar o mundo sem os quatro elementos básicos. Nietzsche traça um perfil de Empédocles: cabelos longos, sandálias de couro nos pés e uma coroa na cabeça. Com vestido cor de púrpura. É um filósofo trágico, pessimista, ativo. Queria provar que era um deus, atribuía-se qualidades místicas. Todos os movimentos, segundo ele nasceram de uma natureza não mecânica, mas levam a um resultado mecânico. Conta a lenda que se atirou no vulcão Etna para provar que era um deus. FONTES: ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1994. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Atica, 2002. MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. PADOVANI, Umberto; CASTAGNOLA, Luis. Historia da Filosofia. São Paulo: Melhoramentos, 1978. PESSANHA, José Américo Motta (Org). Os pré-socraticos. São Paulo: Abril, 1978. SOUZA, José Cavalcante. Os pré-socrático. São Paulo: Abril, 1978. WEATE, Jeremy. Filosofia para jovens. São Paulo - Callis, 1999. VEJA MAIS: PENSAMENTO GREGO
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Luiz Alberto Machado,
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