Sexta-feira, Março 27, 2009

PEDAGOGIA



PEDAGOGIA DA AUTONOMIA – O livro Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, aborda questões como não há docência sem discência, tratando que ensinar exige rigorosidade metódica, pesquisa.respeito aos saberes dos educandos, criticidade, estética e ética, corporeificação das palavras pelo exemplo, risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, reflexão critica sobre a prática e o reconhecimento e a assunção da identidade cultural. Aborda ainda que ensinar não é transferir conhecimento, mas que exige consciência do inacabamento, reconhecimento do ser condicionado, respeito à autonomia do ser do educando, bom senso, humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores, apreensão da realidade, alegria e esperança, convicção de que a mudança é possível e curiosidade. Trata, por fim, de que ensinar é uma especificidade humana que exige segurança, competência profissional, generosidade, comprometimento, compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo, liberdade e autoridade, tomada consciente de decisões, saber escutar, reconhecer que a educação é ideológica, disponibilidade para o diálogo e querer bem aos educandos.



FONTE:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa.São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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por Luiz Alberto Machado, às 6:33 AM



Sexta-feira, Março 20, 2009

VIDA

VIDA VERDE VIVA (CANTO VERDE)


VIDA VIVA VERDE (CANTO VERDE)

Luiz Alberto Machado

Convem lembrar da vida pros olhos de todas as manhãs.

Convém lembrar da terra dos pés de todas as cores, coisas, raças e crenças.

Convém lembrar de todos os ventos,
do rio de todos os peixes, todas as canoas, brejos, lagos e lagoas.

De todos os mares, oceanos e marés.

De todas as várzeas, todos os campos,
todos os quintais de todas as frutas e infâncias,
de todas as selvas dos bichos de todas as feras e mansas,
de todas as matas, de todas as flores e folhas,
de todas as aves, repteis e batráquios.

De tudo que brilha pra gente um outro sentido de vida.

Convém lembrar, acima de tudo, o direito de viver e deixar viver.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira Reunião. Recife: Bagaço, 1992.

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PRIMEIRA REUNIÃO
TODO DIA É DIA DA MULHER
CIDADANIA & FREVO NAS ESCOLAS

por Luiz Alberto Machado, às 4:33 AM



Quinta-feira, Março 19, 2009

DICAS TATARITARITATÁ!!!!

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI – O Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSJ comunica a abertura de inscrições para seleção de alunos para o Curso de Mestrado, com vistas ao preenchimento de 20 (vinte) vagas para o segundo semestre de 2009. Este curso que tem, entre outros, o objetivo de formar profissionais pós-graduados capazes de desenvolver pesquisa científica e possibilitar a eles o acesso à carreira acadêmica, organiza-se segundo as seguintes linhas de pesquisa: Literatura e Memória Cultural Estudo do texto narrativo, poético e dramático, visando a investigar os processos de apropriação cultural e tradução constitutivos de tradições locais e nacionais em contexto transnacional. Estudos de gênero, alteridade, arquivos, teatro, poéticas da modernidade, (auto)biografias, nação, identidade, cinema e manifestações culturais. Discurso e Representação Social Esta linha dedica-se ao estudo de práticas discursivas a partir da interface entre linguagem, cultura e mídia. Nossa atenção volta-se para a relação entre diferentes fenômenos de linguagem e cultura e para a análise de processos representacionais em diversos corpora. INSCRIÇÕES: Período: 13 a 17 de abril de 2009 Horário: 10 h às 12 h e de 14 h às 17 h A inscrição poderá ser feita pessoalmente ou por meio de procuração. Aceita-se inscrição enviada por Sedex com data de postagem de 13 a 17 de abril de 2009. O deferimento do pedido de inscrição será divulgado até dia 27 de abril de 2009, na home page: www.ufsj.edu.br Link: Ensino - Pós Graduação - Mestrado em Letras. Local: Secretaria da Pós-Graduação, sala 3.32, Campus Dom Bosco – Praça Dom Helvécio, 74. Telefone: (32) 3379 - 2422; 3379 - 2452 e 3379 – 2413 2 Documentos: (02 cópias xerox de cada, exceto quando a exigência for maior) I. Preenchimento de formulário de inscrição próprio fornecido pela Coordenação do Curso e disponível na home page www.ufsj.edu.br - Link: Ensino - Pós- Graduação - Mestrado em Letras II. Cópia do histórico escolar da graduação III. Documento comprobatório de conclusão de curso superior (para a matrícula no Programa, os candidatos aprovados deverão apresentar diploma ou documento comprobatório da colação de grau) IV. 02 fotografias recentes 3X4 V. Cópia do documento de identidade, CPF, Título de Eleitor, comprovante de estar quite com as obrigações eleitorais, certificado de reservista e comprovante de estar quite com as obrigações militares (para candidatos do sexo masculino) VI. Certidão de nascimento ou de casamento VII. Comprovante de visto de estudante ou residência fixa, juntamente com Xerox do passaporte, no caso de candidato estrangeiro VIII. Comprovante de taxa de inscrição no valor de R$ 60,00 (sessenta) reais. A taxa de inscrição deve ser recolhida em GRU, disponível nos sites: https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/gru/gru_simples.asp ou http://www.ufsj.edu.br/portal-paginas_tematicas/16.26.304.401.500.php. IX. Curriculum vitae atualizado em 3 (três) vias, uma delas com comprovação. X. Plano de estudo em 3 (três) vias, em que constem: • Linha de pesquisa a que se vincula; • Nome do candidato; Título: deve indicar o assunto de maneira clara e concisa; Justificativa: deve conter a delimitação, a relevância e a pertinência tema; Objetivos: devem conter os propósitos (gerais e específicos) da pesquisa; Metodologia: deve conter os procedimentos a serem utilizados para o desenvolvimento da pesquisa, assim como o referencial teórico; Referências bibliográficas: devem conter apenas as obras citadas no plano de estudo. Utilizar as normas da ABNT.CRONOGRAMA: As provas e entrevistas serão realizadas no Campus Dom Bosco da UFSJ, em locais a serem indicados na entrada do prédio, conforme o calendário abaixo: Dia 11 de maio de 2009 - Prova de Conteúdo Específico, às 14 horas. Dia 12 de maio de 2009 - Prova Instrumental de Língua Inglesa às 14 horas. Dia 19 de maio de 2009 – Divulgação dos resultados, a partir das 16 horas. Dias 20, 21 e 22 de maio de 2009 - Entrevistas Individuais, com horário específico, a ser divulgado pela Internet e afixado na portaria do Campus Dom Bosco. Dia 29 de junho de 2009 - Resultado final, a partir das 16 horas. Todos os resultados estarão disponíveis pelo endereço eletrônico www.ufsj.edu.br – Profª. Drª. Eliana da Conceição Tolentino Coordenadora do Programa de Mestrado em Letras

CRIAÇÃO LITERÁRIA - Oficina de Criação Literária da ULBRA Gravataí Início das aulas dia 04 de abril Quando, onde e qual o tempo de duração? A Oficina é ministrada aos sábados, no turno da manhã, na ULBRA de Gravataí. São sempre 12 encontro ao longo de 3 meses: abril, maio e junho (turma do primeiro semestre) ou setembro, outubro e novembro (turma do segundo semestre).A turma de 2009/1 inicia em 04/04 e vai até 20/06.Investimento Três parcelas de R$ 80,00, equivalentes aos meses de abril, maio e junho (turma do primeiro semestre); ou setembro, outubro e novembro (turma do segundo semestre). Escolha o melhor dia para o seu pagamento. Quem está ministrando? O escritor e professor Ítalo Ogliari, Mestre e Doutorando em Teoria da Literatura pela PUCRS, orientando e ex-aluno de criação literária do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil. Maiores informações ULBRA GRAVATAÍ - (51) 34317677 – ramal 233 ou www.italoogliari.com

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TODO DIA É DIA DA MULHER

por Luiz Alberto Machado, às 7:14 PM



Terça-feira, Março 17, 2009

DIREITO PREVIDENCIARIO



DIREITO PREVIDENCIARIO – O livro Curso Pratico de Direito Previdenciario de Ivan Kertzman, aborda questões como definição de seguridade social, histórico, Constituição Federal, legislação previdenciária, segurados do RGPS, tomadores de serviço, salário de contribuição, contribuição dos segurados, contribuições dos tomadores de serviço, outras receitas da seguridade social, retenção de 11% sobre a nota fiscal dos prestadores de serviços, reembolso, compensação e restituição, certidão negativa de débito, competência do INSS, da SRFB e do AFRFB, obrigações fiscais, parcelamento de contribuições, processo administrativo previdenciário, crimes contra a seguridade social, conceitos introdutórios sobre plano de benefícios, benefícios da previdência social, serviços, benefícios de assistência social, assuntos gerais de benefícios, prescrição e decadencia, previdência complementar e sumulas previdenciárias.
FONTE:
KERTZMAN, Ivan. Curso pratico de direito previdenciário. Salvador: Podium, 2008.

DIREITO PREVIDENCIARIO – O livro Direito Previdenciario: regime geral de previdência social e regimes próprios de previdência social, de Marcelo Leonardo Tavares, aborda questões acerca das noções iniciais de previdência social, as prestações, financiamento, regras gerais, delineamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos, questões e jurisprudência.
FONTE:
TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito previdenciário. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.

DIREITO PREVIDENCIÁRIO – O livro Direito Previdenciario de Marina Vasques Duarte, aborda questões acerca da seguridade social, assistência, previdência e saude, previdência social, segurado e dependentes, carência, salário de contribuição, salário de beneficio, renda mensal, benefícios em espécie, súmulas e bibliografia.
FONTE:
DUARTE, Marina Vasques. Direito previdenciário.Porto Alegre: Valor Juridico, 2005.

CURSO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO – O tomo I do Curso de Direito Previdenciário – Noções de Direito Previdenciario, de Wladimir Novaes Martinez, aborda questões atinentes ao conceito sintético, o escorço histórico, a terminologia usual, a natureza jurídica, o enquadramento cientifico, objeto e objetivo, fontes formais, características básicas, conteúdo e alcance, autonomia juridica, relações com ramos jurídicos e ciências, justiça competente, integração e interpretação, aplicação da norma no espaço, direito intemporal, princípios jurídicos, bibliografia naciomal, condificação e consolidação, relação jurídica de seguridade social, relação jurídica de previdência social, relações jurídicas de assistência social, de ações de saúde, acordos internacionais, natureza jurídica da contribuição, teoria jurídica do risco, direito ao lazer, normas de superdireito, crimes previdenciários, legitimidade previdenciária e filosofia do direito previdenciário.
FONTES:
MARTINEZ, Wladimir Novaes. Curso de direito previdenciário. São Paulo: LTr, 2005.

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TODO DIA É DIA DA MULHER

por Luiz Alberto Machado, às 2:35 PM



Segunda-feira, Março 16, 2009

TODO DIA É DIA DA MULHER: PROFESSORA SILVÂNIA MAIA DUTRA



SILVÂNIA MAIA DUTRA – A sagitariana Silvânia é professora de Educação Infantil, cursou Magistério na Escola Estadual Dr. Eloy Werner, em 1988, graduou-se em pedagogia e fez especialização em Inspeção Escolar pela Faculdade de Direito e Ciencias Sociais do Leste de Minas – FADILESTE, em 1996, atuando hoje como vice-diretora Escola Estadual Ana Mendes Pereira Dutra, onde possui extensão de carga horária na função de professor de Sociologia e Filosofia para o Ensino Médio; além de coordenar o PEAS JUVENTUDE/2009 - Programa Educacional Afetivo-Sexual de atenção ao jovem.

Ela tem experiência na alfabetização e Educação Infantil em creche e, também no ensino de Artes. Possui capacitações em diversos cursos para disciplinas do Ensino Fundamental e Educação Ambiental, participando ativamente de cursos de capacitação, oficinas pedagógicas, seminários, simpósios e congressos.

Tem interesse pessoal e profissional pela área de Educação, pela diversidade cultural e de fazer amizades. Ela concedeu uma entrevista pra gente, confira.



LAM - Sil, quando se deu e qual a razão da sua definição pela pedagogia?

Em 1992 lecionava em uma turma do 3° Ano do Ensino Fundamental classificada como turma “D”. Grande parte dos alunos não sabia ler e escrever tinha baixa auto-estima, não gostavam de estudar e não viam nenhum atrativo para que pudessem permanecer dentro de uma sala de aula. Então vi na Pedagogia uma luz para que eu pudesse conhecer novas metodologias e técnicas educativas e aplicá-las no trabalho docente.



LAM - Você milita na área pedagógica, o que a fez tomar esta opção?

O fato de acreditar que é possível transformar positivamente a história da Educação atual no Brasil, dando dignidade e não apenas criando um piso salarial ridículo como este que tem sido alvo do marketing Nacional da Educação. Resgatar a dignidade do profissional dando condições dignas de trabalho.



LAM - Ao longo desses anos, como professora, quais experiências positivas você pode registrar?

Uma das maiores experiências e talvez um dos grandes desafios, têm sido a inclusão, trabalhar com as diferenças individuais e principalmente com a questão de gênero, orientação sexual e cultura.
Sou apaixonada pelo ser humano e vejo que a escola pode fazer muito por ele, desde que se desprenda de alguns conceitos e práticas educativas que não condizem com a realidade.



LAM - Como você vê atualmente a atuação do professor com os novos paradigmas que norteiam a prática pedagógica? Essa mudança contra a educação "bancária" tradicional para uma pratica dialógica funciona? Ou é apenas lenha para queimar em debates intelectuais?

Estamos vivendo tempos de mudanças rápidas e complexas na sociedade globalizada, que repercutem na vida cotidiana de todos. Esses processos de transformações pelos quais passam o mundo geram conflitos em toda sociedade. Portanto a escola deve ser um espaço aberto para o diálogo de forma que o aluno tenha visão de si e do outro.



LAM - Como você desenvolve a sua relação com seus alunos? E como você vê essa relação atualmente?

Tendo sempre como o principal ponto de partida o diálogo, o respeito mútuo, a ética e a segurança ao ministrar os conteúdos.
Vejo como aspecto fundamental em qualquer sociedade, por maior que seja.



LAM - A seu ver a escola cumpre o seu papel? Há condições de se promover a educação na realidade atual da escola pública?

Para que a escola cumpra com o seu papel é necessário que haja ainda muitas mudanças em seu currículo, nos programas, materiais didáticos e até mesmo na estrutura física e arquitetônica.
É difícil promover a Educação nestas condições atuais, porém não podemos cruzar os braços, nós professores devemos estar atentos as informações disponibilizadas dentro e fora da escola e criar espaço de discussão e crítica a respeito da realidade atual, problematizar, questionar e criticar tais situações.



LAM - Qual a sua opinião acerca da LDB 9394/96? A prática pedagógica, a seu ver, realmente pode, conforme a previsão constitucional que deu base para a LDB vigente, proporcionar o pleno desempenho da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho?

A prática pedagógica baseada em uma ação reflexiva contribui e muito para a formação da pessoa, desde que fundamentada em ações significativas e não em uma Educação Competitiva.
O exercício da cidadania é ainda mais difícil, não aprendemos a lidar com a “Democracia” e por isto vivemos a mercê de uma política imunda, onde o capitalismo impera a todo custo e a esmola é vista como “caridade”.
Não concordo que seja função da Escola preparar o jovem para o trabalho, como educar os jovens para uma sociedade futura cuja natureza desconhecemos em detalhes, mas que certamente será diferente, em muitos aspectos fundamentais, do passado e do presente?
A Educação deve ensinar o jovem como pensar, prepará-lo para o seu futuro e não para o nosso passado, não apenas vivenciar fatos históricos e científicos como tem feito até o presente momento, porém analisá-los, criticá-los.

LAM - Qual a sua opinião acerca da prática pedagógica voltada para a dignidade humana e exercício da cidadania pautada nos Termas Transversais? É uma realidade ou conversa pra boi dormir?

São temas importantes e urgentes, que devem ser tratados e que muitas vezes são deixados de lado pela complexidade do assunto.

LAM – Como você vê a inclusão? Quais as experiências que você teve no tocante à questão pedagógica inclusiva?

Só existe a inclusão porque houve a exclusão.
Uma das maiores experiências da inclusão não foi exatamente com alunos, foi o fato de me casar com um paraplégico, isto facilitou a compreensão que eu tenho respeito deste assunto.
Quem está impossibilitado de ter um filho com deficiência, ou mesmo se tornar um deficiente? Ou ainda ter um esposo/ esposa que de repente por acidente ou uma moléstia grave se torne um deficiente?
Sinto-me uma pessoa sensível ao ponto de enxergar apenas o lado bom da inclusão, fico a imaginar o que seria de Maria e João (nomes fictícios) se não estivessem incluídos na escola regular. Maria é surda e João tem síndrome de Down. Maria eu acompanho de perto há 3 anos, hoje faz leitura labial, brinca com as demais crianças que sabem da sua deficiência e estão também aprendendo a lidar com ela. João está cursando o 8° ano do Ensino Fundamental, me lembro quando iniciou seus estudos há oito anos, quantos avanços percebe-se nele, uma criança que não sabia cuidar do seu próprio corpo, hoje se sente seguro para ir a escola sozinho, aprendeu atravessar a rua, recebe e segue instruções e está iniciando a leitura e escrita das palavras. Participa dos eventos escolares, aprendeu a conviver com as demais crianças e o mais lindo de tudo isto, as crianças ditas “normais”, aprenderam a lidar com estas diferenças que não anulam o ser humano, apenas o torna diferente.



LAM - Há esperança para os profissionais da educação e alunos no Brasil? A seu ver o que deveria ser feito para que se tenha uma educação eficiente e eficaz no Brasil?

Há esperança quando buscamos sentido na vida. Portanto, onde há vida, há também esperança.
Para que tenhamos uma educação eficiente e eficaz, precisamos valorizar mais a criatividade do que propriamente a eficiência.



LAM - Quais os projetos que pretende ou tem por perspectivas realizar?

Pretendo me tornar intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais); fazer um mestrado na área da Educação; e elaborar com os jovens da nossa escola 3 mini-projetos no mês de abril e executá-los a partir 2° semestre englobando o tema: Afetividade e Sexualidade: Prazer em viver.



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TODO DIA É DIA DA MULHER

por Luiz Alberto Machado, às 8:12 AM



Sexta-feira, Março 13, 2009

CIDADANIA E FREVO NAS ESCOLAS PÚBLICAS



Foto: Tchelo D´Barros.

A exemplo do que foi realizado na Apala, nas Escolas Estaduais Josefa Costa e Rosalvo Lobo, na Escola Municipal Jorge de Lima e em outras e tantas diversas instituições escolares e públicas, o escritor, poeta e compositor musical Luiz Alberto Machado vem realizando uma itinerância voluntaria com a sua literatura, frevo e aventuras numa recreação para a garotada e palestras para adolescentes. Ele tem visitado regularmente escolas com seus livros, suas músicas e muita brincadeira nas recreações e palestras, dividindo a emoção do contato com a garotada em fase escolar e jovens adolescentes.

O AUTOR - Luiz Alberto Machado é escritor, poeta e compositor musical, cursou Letras e Direito, é autor de vários livros infantis, de poesia e crônica, tendo realizado recreações infantis e palestras em diversos educandários e eventos no país inteiro.

O autor tem realizado recreações infantis para alunos do primeiro ciclo do Ensino Fundamental, entre elas a “Cidadania no Frevo Brincarte”, já apresentada em diversas escolas, bem como realizado palestras sobre Cidadania e Meio Ambiente, além de feiras e exposição de livros infantis. Ele tem efetuado apresentação da palestra “Cidadania e Meio Ambiente” para alunos do segundo ciclo do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Superior, associações de classe e público em geral.

Também tem apresentado o show poético musical Tataritaritatá, resultado do folheto de cordel lançado no ano passado e base para o cd que será lançado em breve, quando aborda a literatura de cordel, os 100 anos de Patativa de Assaré, recitando poesias, cantando xotes e baiões.

Sua agenda e todo seu trabalho musical, teatral e literário destinado para as crianças e jovens poderá ser conferido na sua home page www.luizalbertomachado.com.br.

Informações: 82.8845.4611, lualma@terra.com.br ou www.luizalbertomachado.com.br

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BRINCARTE
TODO DIA É DIA DA MULHER
LUIZ ALBERTO MACHADO NO CALDEIRÃO DO HUCK

por Luiz Alberto Machado, às 3:26 AM



Terça-feira, Março 10, 2009

SEGURIDADE SOCIAL

DIREITO DA SEGURIDADE SOCIAL – O livro Direito da Seguridade Social de Sérgio Pinto Martins, aborda a evolução histórica da seguridade social, o direito, a autonomia, a posição enciclopédica, as relações com outros ramos do direito, fontes, aplicação das normas, princípios, custeio, fontes de custeio, natureza jurídica da contribuição, segurados e contribuintes, contribuições, arrecadação e recolhimento, credito, responsabilidade solidária, prescrição e decadência relativas à contribuição, crimes, previdência social, beneficiários, prestações, benefícios, acidente de trabalho, seguro-desemprego, cumulação de benefícios e prescrição, tempo de serviço e contagem recíproca, previdência complementar, assistência social e saúde.
FONTE:
MARTINS, Sergio Pinto. Direito da seguridade social. São Paulo: Atlas, 2007.

SEGURIDADE SOCIAL – O livro A seguridade social na Constituição Federal, de Wladimir Novas Martinez aborda atinentes a evolução histórica, os princípios constitucionais, a seguridade social, a assistência social, a saúde, a previdência social, as fontes de custeio, salário-de-contribuição constitucional, funcionário público, trabalhador rural, aposentadorias, contagem recíproca de tempo de serviço, outros benefícios, disposições gerais e transitórias, e regime único dos servidores públicos.
FONTE:
MARTINEZ, Wladimir Novaes. A seguridade social na Constituição Federal. São Paulo: LTr, 1992.

CONVOCATÓRIA COM NOVIDADES - A Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura oferece mais um recurso para os interessados em acompanhar a videoconferência sobre a nova forma de preenchimento do formulário eletrônico da Lei Rouanet. Quem não puder comparecer as salas do BNB ou encontro presencial em Recife, poderá acessar a videoconferência, no horário do evento, a partir de seu próprio computador pelo endereço www.institutoembratel.org.br clicando no link da TvPontoCom. Mais informações : (81) 3224.0561 / 3224.1899 / 3424.8862.

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TODO DIA É DIA DA MULHER

por Luiz Alberto Machado, às 7:33 PM



Segunda-feira, Março 09, 2009

LITERATURA



LITERATURA, CULTURA E SOCIEDADE – O livro “Literatura, cultura e sociedade”, organizado por José Niraldo de Farias e Sheila D. Maluf traz uma série de abordagens, a exemplo da de Belmira Magalgães acerca dos desejos de Sinhá Vitoria e a construção autoral de Graciliano Ramos em Vidas Secas, de Claudia Canuto sobre o arquétipo, história e a critica junguiana da cultura, Enaura Quizabeira Rosa e Silva entre Eros e Tânatos, a alegoria barroca, de Gunter Jarl Pressler com a teoria da recepção da obra literária: uma proposta à revisão da historiografia literária brasileira, Ivia Alves com as escritoras baianas do final do século XIXC, Izabel Brandão com mulheres na imprensa de Alagoas: esboço para um retrato em branco e preto; José Niraldo de Farias com mito, cultura e sociedade em Vozes Anoitecidas de Mia Couto; Lenice Pimentel com O fascínio do olhar: movimento barroco; Magnolia Rejane Andrade dos Santos com Fronteiras da continuidade: leitura criativa de poéticas visuais; Shaila D. Maluf com O publico no teatro convencional e no psicodrama – uma estética da recepção; Teoberto Landim com uma leitura da ficção contemporânea; e Vera Lucia Romariz Correia de Araujo com a tradição judaico-cristã na literatura ocidental: uma retórica, historia e macula.
FONTE:
FARIAS, José Niraldo; MALUF, Sheila D. Literatura, cultura e sociedade. Maceio: EDUFAL/PPGLL, 2001.

ENTRE O AMOR E A PALAVRA – O livro “Entre o amor e a palavra – olhar(es) sobre Arriete Vilela", oragnizado por Izabel Brandão, traz Roberto Sarmento Lima com Da palavra amor ao amor da palavra (a palavra contra o desejo em Fantasia e Avesso), Edilma Acioli Bomfim com Cladestinidade e erotismo: a fala da paixão; Antonio de Padua Dias da Silva com O destilar do fel e o adultério do logos: o caso Arriete Vilela em Fantasia e Avesso; Maria de Fatima Soriano de Lima com Fantasia e Avesso: uma representação amorosa em tom clandestino; Izabel Brandão com Fantasia e Avesso: entre papoulas, mel e máscaras; Jersuí Mendes Torres Tomaz com Transgressão/expressão amorosa em Fantasia e Avesso; Luciano Fonseca com O lirismo amoroso e ambíguo de Fantasia e Avesso; Maria Lucilene da Silva com Clarice e Arriete: o poder da palavra; Marcio Ferreira da Silva com Agua Viva e Fantasia e Avesso – o instante da palavra; Carmen Lucia Dantas com Solidão: a representação do trágico em Dos destroços: o resgate; Belmira Magalhães com Bordando a vida na raiz da palavra; Edilma Acioli Bomfim com Farpa: felina ferida; Enaura Quixabeira Rosa e Silva com Arriete Vilela: o devaneio aquatico da palavra; Izabel Brandão com A poesia da agressão em O ócio dos anjos ignorados, acrescentando cronologia da obra e notas dos colaboradores sobre Arriete Vilela. Veja a entrevista de Arriete Vilela no Guia de Poesia.
FONTE:
BRANDÃO, Izabel (Org.). Entre o amor e a palavra: olhar((ES) sobre Arriete Vilela. Maceió: Catavento, 2001.

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por Luiz Alberto Machado, às 6:22 AM



Sexta-feira, Março 06, 2009

DIA DA MULHER: 8 DE MARÇO



Imagem: Nu deitado, do artista plástico e escultor italiano que viveu em Paris, Amedeo Clemente Modigliani (1884-1920).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

Luiz Alberto Machado

Nada merece mais a nossa gratidão que o ventre materno, seja ela simples dona de casa alagoana ou uma resignada do mosteiro de Argenteuil.

Decerto todos nós passamos pelo canal de parturição.

Nós, vivos ou mortos, já viajamos nove meses na aeronave do ventre, dependentes da ternura materna até termos a consciência do oxigênio e da vida.

Nada seria interessante se não fosse o poder da concepção que elas carregam no ventre, seja ela secretária executiva de Natal ou trabalhadora de Orange.

Nada é mais admirável que a fecundação quando tudo se faz de prazer atravessando a zona pelúcida para gerar filhos da vida, adubados pelo carinho e a ternura da maternidade, seja de uma simples balconista de Terezina ou aquela de Guaratinguetá de Di Cavalcanti.

Admirável é a sua anatomia, o seu design belo de recipiente do amor e do prazer, seja ela gueixa de Kioto, Aprés le l bain de Degas ou vendedoras de frutas da Martinica. Ou mesmo a de Unamuno no banho, ou costureira do mercado de Abi Djan.

Que seja amada como uma simples rendeira de Aracati, ou mestiça do Gabão; ou tuaregue do Níger; ou ticoqueira da cana-de-açúcar.

Que seja amiga mesmo como camponesa nordestina ou do milharal do Haiti. Ou mesmo uma cachorrona sexy, maluca pauleira, fatal miss ou sedutora perversa.

Que seja malandra, dócil ou abestada, ou quitandeiras do Recife, prostitutas de Brasília ou a executante de alaúde de Caravaggio.

Sempre serão belas mesmo que seja uma simples jovem turca, ou esquimó da Groenlândia ou, mesmo, a Garota de Ipanema.

Sempre serão exuberantes mesmo na simplicidade daquela das colinas de Chittagong em Bangladesh ou aquela lavadeira de Portinari. Ou uma nativa birmanesa, ou aquela marabá de Rodolfo Amoedo. Ou mesmo a colhedora de chá do Ceilão ou uma linda índia Kamayurá. Ou, ainda, Le bain au serail de Theodore Chasseriau.

Pode ser uma humilde tecelã de seda em Bali ou operária de qualquer montadora de São Bernardo do Campo. Ou a nômade Fars, ou humilde verdureira da feira de Caruaru.

Pode ser uma dedicada vendedora de cosméticos de Aracaju ou Nu à contre jour de Bonnard. Ou uma Diana de Lee Falk, ou a Danae de Rembrand.

Pode ser uma teimosa da vida ou Fleurs de la prairie de Maillol ou humilde enfermeira de um hospital de João Pessoa.

Pode ser uma adolescente eterna sonhadora ou a estudante de Anita Malfati ou uma nativa das ilhas Trobriand, ou a Vênus Anaduomene de Ingres ou As Artes de Van Gogh.

Que seja musa dos escritores, poetas e compositores ou mesmo uma perdida nas veredas da vida, ou Vairumati de Gaugin, Vênus de Brozino ou a que carda lã no Nepal.

Seja a Bovary de Flaubert ou a de 30 de Balzac ou a dedicada submersa entre marido e filhos. Ou a Nu de Modigliani ou uma passageira de Olinda; seja a mãe de Almada Negreiros, ou de Gorki, ou Valentina de Guiido Crepax.

Seja ela Velta, ou Lôra Burra, a Vênus de Urbino de Ticiano ou Léda Atomique de Salvador Dali; ou femme de frisant de Toulouse-Lautrec; ou uma da cadeira de David Lingare.

Mas também que seja ela Safo, louca, aguerrida ou desgarrada. Que seja uma sumidade intelectual ou muçulmana de Oman, mestiça de Cuenca, mulata do Rio de Janeiro ou mesmo estabanada andrógina da noite na paulicéia desvairada.

Seja mesmo o que for: a “Mulher” de Geraldinho Azevedo & Neila Tavares, ou mesmo “Todas elas juntas num só ser” de Lenine & Carlos Rennó, ou tantas outras grandes e anônimas mulheres deste planeta, aqui só gratidão. Obrigado por existirem. Esta a minha homenagem, MULHER!



CRÔNICA DE AMOR POR ELA – Volume que representa uma edição de luxo com capa dura, do livro/cd reunindo prosas poéticas/proseróticas, poemas prosaicos, poemiudinhos/poemiuderóticos & outras canções de amor por ela, escritas e compostas por mim, Luiz Alberto Machado. Este é ideal para presentear a namorada, noiva, esposa, paixão, parceira, companheira, enfim, um presente para a mulher especial da vida de um homem. São centenas de poemas de amor no livro e 20 canções de amor no cd, disponíveis apenas sob encomenda pelo mail lualma@terra.com.br ou pelo fone 82.8845.4611 ou ainda pela HomeLAM.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA

por Luiz Alberto Machado, às 4:00 AM



Quinta-feira, Março 05, 2009

GRACILIANO RAMOS: ANGUSTIA, 70 ANOS DEPOIS



ANGUSTIA: 70 ANOS DEPOIS – O livro “Angustia: 70 anos depois”, organizados pelo professora Enaura Quixabeira Rosa e Silva traz apresentação de Francisco Reynaldo Amorim de Barros, a professora Enaura Q. R. e Silva abordando releituras de um texto desafiado, Luiz Gutemberg com Angustia – cânone alagoano, Belmira Magalhães com a política do favor na modernidade brasileira periférica, Lucia Maria Vieira da Rocha e Enaura Q. R. e Silva com Angustia – o romance de Maceió, Izabel F. O. Brandão com Marina de Graciliano e o poder devastador das idealizações, Marcos Serafim com o caráter dualista do herói, Maria Helena Melo de Moraes com Luis da Silva: o discurso da angustia, Roberto Sarmento Lima com Angustia: um ensaio das Memórias (ou as memórias de um eu encarcerado)?,Solange Chalita com o mundo sombrio de um herói problemático e Paulo Mercadante com o dominio da desventura em Graciliano Ramos.
Fonte:
SILVA, Enaura Quixabeira Rosa (Org). Angustia: 70 anos depois. Maceió: Catavento, 2006.

CURSOS: Curso- contação e construção de histórias em cordel. Curso: Contato e construção de histórias em cordel Por Cesar Obeid Www.teatrodecordel.com.br Quartas-feiras, dias 11, 18 e 25 de março e 01, 08 e15 de abril. Das 19h00 às 21h00 Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura Avenida Paulista, 37 Tel.: (11) 3285.6986 www.poiesis.org.br As inscrições podem ser feitas na recepção da Casa das Rosas, de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Documentação necessária: 1 foto 3X4; xerox do RG; xerox do comprovante de residência. Taxa: R$ 10 Também na Casa das Rosas: Lançamento do livro "O Valente Domador" Ed. Scipione - 28/03- às 17h "Mitos Brasileiros em Cordel" - 29/03- às 12h CENTENÁRIO PATATIVA DO ASSARÉ Exposição temática sobre Patativa do Assaré De 07 de março a 05 de abril Curadoria e acervo de Assis Ângelo Palestras, A xilogravura nos cordéis, Patativa do Assaré e o reino da cantoria, Literatura de cordel para jovens e crianças e lançamento do livro: 'O Valente Domador' Com César Obeid, Ideias para a discussão de uma poética popular, Oficinas de xilogravura, Repentistas na hora do almoço e Cursos Encantando Palavras, Dança e poesia: Manoel de Barros, Exposição bimestral de livros do acervo de Haroldo de Campos, Poesia aperitivo, Sarau Chama poética com o tema do feminino, com os músicos Mario Feres, Paulinho Vieira e Vânia Lucas e declamação de poemas por Rita Alves, Francesca Cricelli e Flora Figueiredo. Direção e organização: Fernanda de Almeida Prado, Ação educativa Serviço Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura Avenida Paulista, 37 Tel.: (11) 3285.6986 www.poiesis.org.br/casadasrosas Dúvidas, críticas e sugestões: contato@poiesis.org.br

OFICINA PARA ESCRITA - Seguem abertas as inscrições para a Oficina de Escrita Criativa, que acontece em dois sábados (7 e 14), na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, no bairro de Nazaré, Salvador. A oficina visa auxiliar o participante na busca do seu potencial criativo, fazendo com que em dois dias de atividade ele possa criar textos em prosa ou em verso e partilhá-los com os colegas, num ato coletivo e participativo de produção literária. As inscrições são gratuitas. Inscrições e outras informações: (71) 3117-1571.

EDITAL PARA DEFICIENTES - Estão abertas, até 27 de março, as inscrições para I Edital de Incentivo às Artes para Pessoas com Deficiência. O edital da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – Secult destina R$ 500 mil (quinhentos mil reais) para a inclusão cultural de portadores de deficiência, apoiando projetos para as áreas da música, literatura (literatura, livro e leitura), artes visuais (artes plásticas e artesanato) e artes cênicas (teatro, dança e circo). As inscrições são gratuitas. Edital e outras informações: www.secult.ce.gov.br/ .

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA - BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA MARÇO 2009 A CRIAÇÃO POÉTICA: OFICINA LITERÁRIA Com Cláudio Willer A oficina trabalhará conceitos e exercícios para estimular a criação literária e a capacidade de leitura, a partir dos seguintes temas: 1.Valores poéticos: o que permite que um texto literário seja considerado “bom”?; 2. A imagem poética; 3. Poesia e prosa; a poesia na prosa; 4. Leitura, entendida como expressão oral e como interpretação, percepção de sentidos em um texto; 5. A poesia e o poético; literatura e vida; 6. Identidades literárias, afinidades dos participantes com diferentes vertentes, dicções, estilos e modos de escrever. A oficina é dirigida a poetas, e também a prosadores e leitores em geral, ao possibilitar um melhor relacionamento com o texto literário e com a própria linguagem. Textos de autoria dos participantes serão apresentados e avaliados. Serão recomendadas leituras literárias, de obras poéticas, em prosa e ensaios. A programação de leitura incluirá textos tidos como difíceis ou herméticos, mostrando, através do trabalho do grupo, as várias possibilidades de interpretá-los. Dias 10, 17, 24 e 31 de março e 7 e 14 de abril, terças, das 19 às 22h. MUJERES-WOMEN-MULHERES II: UMA LEITURA SOBRE O COTIDIANO PARA O SÉCULO XXI Com Ana Rüsche O curso traz discussões sobre o universo feminino, literatura e cotidiano, a partir da leitura de prosadores, poetas e críticos contemporâneos. Se na primeira edição foram apresentadas poetas mulheres contemporâneas de vários países, a segunda traz idéias afiadas de poetas, prosadores e críticos sobre cultura e inquietações sobre o feminino. Pretendendo trabalhar com incertezas e criar leituras possíveis sobre a força do feminino no cotidiano, os participantes serão convidados a ler e discutir textos, assim como a produzir textos curtos durante o curso (poemas, prosa, reflexões). Programa: 1. Introdução: Aula de ginástica com Susan Willis, passadinha na farmácia com Beatriz Preciado; 2. Duas meninas mal-criadas: Capitu e Helena Morley; 3. What's Underneath: cochichos entre Marianne Moore e Elizabeth Bishop; 4. Um Diário para Alice Walker em que nós todos escrevemos; 5. Como Ler a Nossa Página Sempre em Branco: apresentação e discussão de textos produzidos durante o curso pelos participantes; 6. Encerramento: Leitura e considerações finais. Dias 12, 19 e 26 de março e 2, 9 e 16 de abril, quintas, das 19 às 21h. Todas as atividades são gratuitas Inscrições para as oficinas de segunda a sexta, das 10 às 19h, pessoalmente ou pelo telefone 3082 5023. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrição. BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA Rua Henrique Schaumann, 777 - Pinheiros 05413-021 - São Paulo/SP Tel. 3082 5023

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por Luiz Alberto Machado, às 8:16 AM



Quarta-feira, Março 04, 2009

FECAMEPA



FECAMEPA

Luiz Alberto Machado

Gentamiga do meu Brasil aloprado de ladeira abaixo!
O FECAMEPA – Festival de Cagadas Melando o País é uma cópia descarada do Febeapá – Festival de Besteiras Assolando o País -, do saudosíssimo escritor Sérgio Stanislaw Porto Ponte Preta.
Tal festival quer malucamente passar a limpo a História do Brasil (eita!). Verdade, o negócio está desaprumado mesmo! E a gente precisa colocar as coisas nos eixos. E pra começar: dou meus pitacos.

Em primeiro lugar, não houve descobrimento nenhum! O que houve, na verdade, foi um achamento e invasão das terras de Pindorama, quando há 500 anos a patriamada foi invadida, preada, tomada, roubada, colonizada e sacaneada, perseguindo essa sina que macula nosso destino e nação até hoje - e isso é, inclusive, admitido pelos historiadores portugueses de gabarito contemporâneos.

Em segundo lugar: o étimo Brasil vem desde a antiguidade com a idéia de paraíso terrestre. Até os antigos hebreus falavam que queriam alcançar o Brasil – o mesmo que Eldorado, Canaã, éden terrestre.

Em terceiro lugar: mesmo Caminha dizendo que em se plantando aqui tudo dá – menos eu, obviamente! -, os perós queriam era riqueza e, por isso, tascaram fé na cana-de-açúcar iniciando a tragédia dos índios e africanos, promovendo a era escravocrata – uma tragédia, diga-se de passagem, mantida até hoje!

A partir disso, não foram os índios caetés que paparam Sardinha: ele foi assassinado a mando do governador geral, Duarte da Costa, e de seu filho, Álvaro. Afinal, todos, inclusive o bispo, estavam enrolados em corrupção e tramóias de arrepiar. Agora, guerra entre caetés e lusos realmente existiu. E muitas, por sinal. Mas os antropófagos caetés negociavam com franceses e holandeses tranqüilamente, entendeu?

Ao longo dos séculos seguintes tudo era só roubalheira e safadeza.

Dando um pulo, a independência de verdade foi um acordo milionário que a gente pagou a conta e, no frigir dos ovos, levamos na rabada para alegria de meia dúzia de gatos pingados que mandavam ver na patriamada.

A proclamação da República, na verdade, foi um golpe de casacudo fazendo festa.
Daí a República Velha era só formada pela oligarquia do café paulista e do leite mineiro.

O Estado Novo veio para mudar tudo numa ditadura influenciada pela Carta Del Lavoro.
Os quiprocós se avolumaram até 1964, quando os militares já tramavam desde 50, com apoio norte-americano, um golpe para salvar a pátria na onda dos consevadores e na marra ditatorial.

O período de 1964 até 1985 foi, realmente, um dos mais negros e sombrios da história, onde muita corrupção e porralouquice comeu no centro.

A redemocratização veio na marra, mas o povo ficou sempre de fora porque as decisões e definições constitucionais foram todas resolvidas nos gabinetes e escritórios dos lobistas.

Aí o merdeiro entupiu tudo!

E mesmo com uma Consituição Cidadã, tudo ia de ré-pra-trás mergulhado no estelionato, no arrombamento para arrumação deles mamadores, ajeitado daqui e dali, até chegar no governo FHC que foi um desastre: o cara prometia com pinta de estadista, mas não conseguiu se esquivar de escândalos cabeludos e de privatizar tudo a preço de meleca.

Foi ai que veio o governo Lula com cara de redenção.

Nada, o PT não era bem o que alardeava ser, pecou pela intransigência, incompetência e pela assimilação da cartilha velha.

Aí o presidente LulInacio começou viajando na maionese, pensando que está certinho da Silva quando perdeu a noção de tudo. Eita! E agora?

Com tudo isso e muito mais, a coisa está mais pro Samba do Crioulo Doido do Fedeapá do que para uma coisa séria que se prepare para o amanhã.

Na verdade, a gente vive, desde 1500, um verdadeiro festival de cagadas melando o país, o FECAMEPA, onde a impunidade, o compadrio, a espórtula, a corrupção e a safadeza grassam desde que os portugueses (e todos os outros assaltantes europeus da época) acharam de vir dançar o arrebita por aqui.

Patético e paradoxal. Isso é Brasilsilsilsilsilsilsil!!! Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!

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WILLLIAMSOM, J. A. A expansão da Europa. In: Pequena enciclopédia da história do mundo. São Paulo: Cultrix, 1970.

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Terça-feira, Março 03, 2009

DIREITO PREVIDENCIÁRIO



DIREITO PREVIDENCIÁRIO – O livro Direito Previdenciario de Wagner Balera e Cristiane Miziara Mussi, aborda questões acerca de seguridade social, legislação previdenciária, regime geral da previdência social, o financiamento da seguridade social, a responsabilidade solidária, a notificação fiscal de lançamento de débito – NFLD e parcelamento, restituição e compensação de contribuições, prescrição e decadência, isenções de contribuições sociais, prova de inexistência de debito, crimes contra a seguridade social, recurso das decisões administrativas, divida ativa, plano de benefícios da previdência social, benefícios e probição de recebimento conjunto de determinados benefícios.
FONE:
BALERA, Wagner; MUSSI, Cristiane Miziara. Direito previdenciário. São Paulo: Método, 2007.

DIREITO PREVIDENCIARIO – A obra Curso Básico de Direito Previdenciario de Pedro Augusto Musa Julião, traz uma abordagem desde as origens e desenvolvimento histoprico da Previdencia Social, o Direito Previdenciario, seguridade social e Constituições Federal, a previdência social, a seguridade social, conceito, autonomia e fonte do direito previdenciário, natureza jurídica, relações, custeio, benefícios, princípios constitucionais, organização, fontes, contribuintes e segu5rados, empresa e o empregador domestico, a filiação, a inscrição e a matricula, as contribuições previdenciárias, a arrecadação recolhimento e credito da seguridade social, os benefícios e beneficiários, as prestações, as aposentadorias, os benefícios acessórios e serviços, as disposições, o acidente de trabalho, entre outros assuntos.
FONTE:
JULIAõ, Pedro Augusto Musa. Curso básico de direito previdenciário. Rio de Janeiro: Revista Forense, 1999.

CONVOCATÓRIA - Com o objetivo de auxiliar o aprendizado sobre o cadastramento do novo formulário eletrônico de propostas culturais, a Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, convoca os gestores, artistas, produtores, Pontos de Cultura e representantes de entidades culturais para videoconferência, realizada por meio das salas BNB, e encontro presencial, no Recife, dias 10 e 11 de março. No primeiro dia, toma lugar a videoconferência com todas as capitais do Nordeste, das 14 às 17h. Já no dia 11, será realizado o encontro presencial, das 14h30 às 18h, na Casa da Indústria – Av. Cruz Cabugá, 767 – Santo Amaro. As inscrições devem ser feitas pelo endereço videoconferencia.ne@gmail.com, preferencialmente, até o dia 09 de março. O interessado deve informar nome, RG e a localidade de origem. Outras informações (81) 3224.0561 / 3224.1899 / 3424.8862.

CURSOS - Programação Casa Guilherme de Almeida na Casa das Rosas - O museu biográfico e literário Casa Guilherme de Almeida - que abriga um importante acervo artístico e bibliográfico - encontra-se em fase de reestruturação e reformas (e, por isso, fechado à visitação pública). A Casa passará a contar, também, com um Centro de Estudos de Tradução Literária, cujo objetivo será oferecer cursos e outras atividades relacionadas à teoria e à prática da tradução, bem como à obra do poeta Guilherme de Almeida. Durante a atual fase - em que não pode dispor de seu próprio espaço físico para as atividades do Centro -, o museu oferecerá cursos em outra unidade da Poiesis - Organização Social de Cultura, à qual pertence: a Casa das Rosas, que reservará um espaço em sua programação para atividades especiais organizadas pela Casa Guilherme de Almeida. O primeiro curso a ser realizado será -Tradução literária e poética - procedimentos-, ministrado em dois módulos bimestrais por diferentes professores e tradutores, que abordarão fundamentos teóricos da atividade tradutória e a metodologia empregada em suas próprias traduções; programaram-se, ainda, palestras que visam a situar a obra de Guilherme de Almeida no contexto literário brasileiro. Cursos: Tradução Literária e Poética – Procedimentos Às terças-feiras, das 19h30 às 21h30 Inscrição: RS 10,00 Módulo I 03 e 10/03 - Aspectos da tradução literária e poética. Com Alzira Alegro (Unibero) 17 e 24/03 - Uma experiência de tradução de poesia de língua inglesa. Com Alípio Correia de Franca Neto 31/03 e 07/04 - Uma experiência de tradução de poesia russa. Com Aurora Bernardini (USP) 14 e 28/04 - Uma experiência de tradução de poesia italiana. Com Lucia Wataghin (USP). Módulo II 5 e 12/05 - Aspectos da tradução da literatura de língua inglesa. Com Lenita Rimoli Esteves (USP). 19 e 26/05 - A tradução de tragédia grega. Com Jaa Torrano (USP). 2 e 9/06 - A tradução de poesia antiga. Com João Ângelo Oliva Neto (USP). 23 e 30/06 - A tradução da épica grega. Com André Malta (USP). Palestras Guilherme de Almeida e o modernismo - Por Suzi Frankl Sperber A professora da Unicamp Suzi Frankl Sperber, organizadora de reedições de obras de Guilherme de Almeida (Natalika e Encantamento, Acaso, Você) aborda o papel da obra do poeta no movimento modernista brasileiro. Dia 28 de março, sábado, às 15 horas Guilherme de Almeida e o haikai no Brasil - Por Marcelo Tápia O poeta Marcelo Tápia, atual diretor da Casa Guilherme de Almeida, trata do modelo criado por Guilherme para o poema tradicional japonês em língua portuguesa e de sua produção de haikais, além da influência do modelo na obra de outros haikaístas brasileiros. Dia 18 de abril, sábado, às 15 horas Guilherme de Almeida e a construção da identidade paulista - Por Aline Ulrich Uma breve apresentação do tema da dissertação de mestrado da palestrante, defendida na FFLCH-USP. Dia 16 de maio, sábado, às 15 horas. Ritmo, elemento de expressão: uma visão do ensaio de Guilherme de Almeida - Por Marcelo Tápia Publicado em 1926, o texto de Guilherme traz uma abordagem peculiar do ritmo em poesia, aqui apresentada por meio de análise dos exemplos ultilizados pelo autor. Dia 23 de maio, sábado, às 15 horas Um romântico entre futuristas - Por Carlos Vogt O poeta, linguista, ex-reitor da Unicamp e atual secretário do ensino superior de São Paulo, organizador do livro "Melhores poema de Guilherme de Almeida", aborda a obra do poeta. Dia 6 de junho, sábado, às 15 horas Guilherme de Almeida, tradutor de poesia - Por Marcelo Tápia Uma breve introdução à obra tradutória de Guilherme e ao seu pensamento sobre recriação poética. Dia 27 de junho, sábado, às 15 horas Todas as palestras são gratuitas Serviço Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura Avenida Paulista, 37 Tel.: (11) 3285.6986 www.poiesis.org.br/casadasrosas Horário de funcionamento De terça a sexta-feira, das 10 às 22 horas Sábados e domingos, das 10 às 18 horas (com possibilidade de alteração de acordo com a programação). Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74 Dúvidas, críticas e sugestões: contato.cr@poiesis.org.br

V ENECULT Abertas as inscrições para o V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - V Enecult de 27 a 29 de maio de 2009, em Salvador. O evento, realizado pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, visa reunir estudiosos da cultura, brasileiros e estrangeiros, provenientes das mais diferentes áreas de conhecimento, para um debate aprofundado sobre a cultura na contemporaneidade. O Enecult compreende: palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos científicos, lançamento de livros e atividades artístico-culturais. As inscrições de trabalhos para serem apresentados estarão abertas até 16 de março. Outras informações: www.cult.ufba.br

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por Luiz Alberto Machado, às 10:24 AM



Domingo, Março 01, 2009

PENSAMENTO GREGO



PERÍODO SISTEMÁTICO: A SOFÍSTICA – O segundo período da história do pensamento grego é o chamado período sistemático. Com efeito, nesse período realiza-se a sua grande e lógica sistematização, culminando em Aristóteles, através de Sócrates e Platão, que fixam o conceito de ciência e de inteligível, e através também da precedente crise cética da sofística.
O interesse dos filósofos gira, de preferência, não em torno da natureza, mas em torno do homem e do espírito; da metafísica passa-se à gnosiologia e à moral. Daí ser dado a esse segundo período do pensamento grego também o nome de antropológico, pela importância e o lugar central destinado ao homem e ao espírito no sistema do mundo, até então limitado à natureza exterior.
Esse período esplêndido do pensamento grego - depois do qual começa a decadência - teve duração bastante curta. Abraça, substancialmente, o século IV a.C., e compreende um número relativamente pequeno de grandes pensadores: os sofistas e Sócrates, daí derivando as chamadas escolhas socráticas menores, sendo principais a cínica e a cirenaica, precursoras, respectivamente, do estoicismo e do epicurismo do período seguinte; Platão e Aristóteles, deles procedendo a Academia e o Liceu, que sobreviverão também no período seguinte e além ainda, especialmente a Academia por motivos éticos e religiosos, e em seus desenvolvimentos neoplatônicos em especial - apesar de o aristotelismo ter superado logicamente o platonismo.
O Sofismo estabelece uma nova e ampla concepção da idéia da educação, é a origem da educação no sentido estrito da palavra: a paidéia um movimento espiritual de incalculável importância para a posterioridade que foi no iniciada no tempo de Sófocles por volta do século IV.
O conceito de arete esteve desde o início estreitamente vinculado à questão educativa. Com o desenvolvimento histórico. Porém, o ideal da arete humana sofreu as mudanças da evolução do todo social e também nelas influiu.
Desde a mais antiga concepção aristocrática da arete até o ideal político do homem está vinculado a um Estado Jurídico.
O forma de fundamentação da arete tinha de ser completamente distinta para as classes nobres, para os camponeses de Hesíodo e para os cidadãos da polis.
Havia uma grande desvantagem em relação às sociedades aristocrática e a nova sociedade civil e urbana, porque embora possuísse um ideal de Homem e de cidadão e o julgasse, em princípio, muito superior ao da nobreza, carecia de um sistema consciente de educação para atingir aquele ideal. A educação profissional, herdada do pai pelo filho que lhe seguia o ofício ou a indústria, não se podia comparar à educação total de espírito e de corpo no nobre, baseada numa concepção total do Homem.
O nascimento da paidéia grega é o exemplo e o modelo deste axioma capital de toda a educação humana. A sua finalidade era a superação dos privilégios da antiga educação para a qual a arete só era acessível aos que tinham sangue divino.
A arete política não podia nem devia depender da nobreza do sangue, se não se quisesse considerar caminho falso a admissão da massa no Estado.
Foi das necessidades mais profundas da vida do Estado que nasceu a idéia da educação, a qual reconheceu no saber a nova e poderosa força espiritual daquele tempo para a formação de homens, e a pôs a serviço dessa tarefa.
O caminho do movimento educacional, depois de descrever um amplo círculo, volta de novo a ligar-se, em Platão, Isócrates e Xenofonte, à velha tradição aristocrática e à sua idéia de arete, que adquirem vida nova sobre um fundamento muito mais espiritualizado.
Xenófanes mostra o quanto a "força espiritual" e a política se enlaçavam vigorosamente já desde o início da idéia da arete e se baseavam na ordem e no bem-estar da comunidade estatal.
O movimento sofístico pela primeira vez estende-se a vastos círculos e dá publicidade total à exigência de uma arete baseada no saber – se a própria comunidade não tivesse sentido já necessidade de ampliar os horizontes citadinos pela educação espiritual do indivíduo. Esta necessidade fez-se sentir mais desde a entrada de Atenas no mundo internacional, com a economia, o comércio e a política subseqüentes às guerras contra os Persas. Atenas ficou devendo a salvação a um só homem e à sua superioridade espiritual.
Assim, por uma evolução lógica, chegou-se à convicção de que a manutenção da ordem democrática do Estado dependia cada vez mais da justa eleição da personalidade dirigente.

HISTÓRIA - Após as grandes vitórias gregas, atenienses, contra o império persa, houve um triunfo político da democracia, como acontece todas as vezes que o povo sente, de repente, a sua força. E visto que o domínio pessoal, em tal regime, depende da capacidade de conquistar o povo pela persuasão, compreende-se a importância que, em situação semelhante, devia ter a oratória e, por conseguinte, os mestres de eloqüência. Os sofistas, sequiosos de conquistar fama e riqueza no mundo, tornaram-se mestres de eloqüência, de retórica, ensinando aos homens ávidos de poder político a maneira de consegui-lo.
Diversamente dos filósofos gregos em geral, o ensinamento dos sofistas não era ideal, desinteressado, mas sobejamente retribuído. O conteúdo desse ensino abraçava todo o saber, a cultura, uma enciclopédia, não para si mesma, mas como meio para fins práticos e empíricos e, portanto, superficial.
A época de ouro da sofística foi - pode-se dizer - a segunda metade do século V a.C. O centro foi Atenas, a Atenas de Péricles, capital democrática de um grande império marítimo e cultural. Os sofistas maiores foram quatro. Os menores foram uma plêiade, continuando até depois de Sócrates, embora sem importância filosófica. Protágoras foi o maior de todos, chefe de escola e teórico da sofística.

OS SOFISTAS – O século de Péricles (V a.c), constitui o período áureo da cultura grega, quando a democrática Atenas desenvolve intensa vida cultural e artística. Os pensadores do período clássico, embora ainda discutam questões referentes à natureza, desenvolvem o enfoque antropológico, abrangendo a moral e a política.
Os sofistas vivem nessa época, e alguns deles são interlocutores de Sócrates. Os mais famosos sofistas foram: Protágoras de Abdera (48 – 411 a.C.); Górgias, de Leôncio, na Sicília (485 – 380 a.C.), Hippias, de Élis; e ainda Trasímaco, Pródico, Hipódamos, entre outros. Tal como ocorreu com os Pré-socráticos, dos sofistas só nos restam fragmentos de suas obras, além das referências muitas vezes tendenciosas feitas por filósofos posteriores.
A palavra sofista, etimologicamente, vem de sophos, que significa "sábio" ou melhor "professor de sabedoria". Posteriormente adquiriu o sentido pejorativo de "homem que emprega sofismas", ou seja, alguém que usa de raciocínio capcioso, de má-fé, com intenção de enganar. Sóphisma significa "sutileza de sofista".
Os sofistas sempre foram mal interpretados devido às criticas que sobre eles fizeram Sócrates e Platão. A imagem de certa forma caricatural da sofistica tem sido reelalaborada no sentido de procurar resgatar a verdadeira importância do seu pensamento. Desde que os sofistas foram reabilitados por Hegel no século XIV, o período por eles iniciado passou a ser denominado Aufklärung grega (imitando a expressão alemã que designa o iluminismo europeu do século XVIII.).
Trata-se de um conjunto de oradores e pensadores gregos surgidos na Grécia na segunda metade do séc. V a.C. Itinerantes, exerciam o ensino de forma profissional e remunerada. Na maioria eram professores itinerantes que encaminhavam os jovens na vida pública e gozavam de grande prestígio social. A sofística propôs, então, uma "humanização" da cultura, na qual o estudo de ciências teóricas e práticas estivesse encaminhado para a busca da virtude, entendida como adequação à ordem social.
Os sofistas maiores foram quatro e os menores foram uma plêiade, continuando até depois de Sócrates, embora sem importância filosófica. Protágoras foi o maior de todos, chefe de escola e teórico da sofística.
Em coerência com o ceticismo teórico, destruidor da ciência, a sofística sustenta o relativismo prático, destruidor da moral. Como é verdadeiro o que tal ao sentido, assim é bem o que satisfaz ao sentimento, ao impulso, à paixão de cada um em cada momento. Ao sensualismo, ao empirismo gnosiológicos correspondem o hedonismo e o utilitarismo ético: o único bem é o prazer, a única regra de conduta é o interesse particular. Górgias declara plena indiferença para com todo moralismo: ensina ele a seus discípulos unicamente a arte de vencer os adversários; que a causa seja justa ou não, não lhe interessa. A moral, portanto, - como norma universal de conduta - é concebida pelos sofistas não como lei racional do agir humano, isto é, como a lei que potência profundamente a natureza humana, mas como um empecilho que incomoda o homem.
Os sofistas estabelecem uma oposição especial entre natureza e lei, quer política, quer moral, considerando a lei como fruto arbitrário, interessado, mortificador, uma pura convenção, e entendendo por natureza, não a natureza humana racional, mas a natureza humana sensível, animal, instintiva. Quanto ao direito e à religião, a posição da sofística é extremista também, naturalmente, como na gnosiologia e na moral. Direito natural -, bem como a moral natural, segundo os sofistas, não é o direito fundado sobre a natureza racional do homem, e sim sobre a sua natureza animal, instintiva, passional. Religião e a divindade - os sofistas não só trilham a mesma senda dos filósofos racionalistas gregos do período precedente e posterior, mas - de harmonia com o ceticismo deles - chegam até o extremo, até o ateísmo, pelo menos praticamente. Os sofistas, pois, servem-se da injustiça e do muito mal que existe no mundo, para negar que o mundo seja governado por uma providência divina.
Os sofistas dirigiram-se antes de mais nada a uma escola, e só a ela. Era a eles que acorriam os que desejavam formar-se para a política e tornar-se um dia dirigentes do Estado. É certo que as qualidades fundamentais de um homem de Estado não se podem adquirir.
A faculdade oratória situa-se em plano idêntico ao da inspiração das musas aos poetas. Reside antes de mais nada na judiciosa aptidão para proferir palavras decisivas e bem fundamentadas. No Estado democrático, as assembléias públicas e a liberdade de palavra tornaram indispensáveis os dotes oratórios e até os converterem em autêntico leme nas mão do homem de Estado. Sendo que na idade clássica chama-se de orador o político meramente retórico.
O empenho em ensinar a arete política é a imediata expressão da mudança fundamental que se opera na essência do Estado.
A alto apreço do saber e da inteligência, que Xenófanes tinha introduzido e propugnado, cinqüenta anos antes, como um novo tipo de humanidade, tornou-se geral, principalmente na vida social e política. É o tempo em que o ideal da arete do Homem recolhe em si todos os valores que a ética aristotélica reúne mais tarde como prerrogativas espirituais, e que, com os valores éticos do Homem, procura juntar numa unidade mais alta. Era a primeira vez que o aspecto intelectual do Homem se situava vigorosamente no centro. Foi daqui que brotou a tarefa educativa que os sofistas buscaram resolver. Só assim se explica que tenham acreditado poder ensinar a arete.
O objetivo da educação sofista, a formação do espírito, encerra uma extraordinária multiplicidade de processos e de métodos. Podendo encarar essa diversidade pelo ponto de vista da formação do espírito.
De acordo com dois aspectos (espírito e conteúdo objetivo) depara-se com os sofistas em duas modalidades distintas de educação do espírito: a transmissão de um saber enciclopédico e a formação do espírito nos seus diversos campos. Claramente se vê que o antagonismo espiritual destes dois métodos de educação só pode alcançar unidade no conceito superior de educação espiritual.
É na política e na ética que mergulham as raízes desta terceira forma de educação sofística. Distingue-se da formal e da enciclopédica, porque já não considera o homem abstratamente, mas como membro da sociedade. É desta maneira que coloca a educação em sólida ligação com o mundo dos valores e insere a formação espiritual na totalidade da arete humana. Também sob esta forma é educação espiritual; simplesmente o espírito não é considerado através do ponto de vista puramente intelectual, formal, ou de conteúdo, mas sim em relação com as suas condições sociais.
Não podemos deixar de citar a riqueza dos novos e perenes conhecimentos educativos que os sofistas trouxeram ao mundo. Foram os criadores da formação espiritual e da arte educativa que a ela conduz. É claro que, em contrapartida, a nova educação, precisamente porque ultrapassava o meramente formal e material e atacava os problemas mais profundos da moralidade e do Estado.
O conhecimento trazido pelos sofistas geralmente está ligado com a vida e com a prática, e não com a ciência. Além disso, é importante ressaltar a filosofia, na qual há um interesse cada vez maior pelos problemas do homem, em cujo objetivo determina-se com exatidão progressivamente maior, é mais uma prova da necessidade histórica do advento dos sofistas.
Os sofistas deram o último passo. Transplantaram para a nova prosa artística, em que eram mestres, os vários gêneros de poesia parenética onde o elemento pedagógico se revelava com maior vigor, e entraram assim em consciente emulação, na forma e no conteúdo, com a poesia.
Os sofistas são, com efeito, as individualidades mais representativas de uma época que na sua totalidade tende para o individualismo. Constituem também um capítulo inesgotável e insuficientemente utilizado da "sociologia do saber".
Podemos pois considerá-los um estágio da maior importância no desenvolvimento do humanismo.
A obra dos sofistas pertence sobretudo à esfera formal. Mas a retórica achou na ciência, assim que se separou dela e reclamou os seus direitos, uma fecunda oposição e uma emulação vigorosa. Assim, a educação sofística encerra na sua rica multiplicidade o germe da luta pedagógica da centúria seguinte: o duelo entre a filosofia e a retórica.
Daí vê-se que os sofistas foram considerados os fundadores da ciência da educação. Com efeito, estabeleceram os fundamentos da pedagogia, que ainda hoje a formação intelectual trilha, em grande parte, os mesmos caminhos.
O sofista mediano dava-se por satisfeito em transmitir a sabedoria. Para avaliar com justiça a totalidade do movimento é preciso estudar os seus representantes mais vigorosos, sendo que um dos seus principais propósitos é o humanista, que consiste na ordenação da educação humana por sobre todo o reino da técnica, separando o poder e o saber teórico e a cultura propriamente dita converte-se no fundamento do humanismo. O que para os sofistas é decisivo é a idéia consciente da educação como tal, tornando-se assim muito natural que os sofistas tenham vinculado o ideal da educação às antigas criações do espírito grego e as tenham considerado como conteúdo próprio dele.
São também os sofistas que criaram a consciência cultural em que o espírito grego alcançou o seu telos e a íntima segurança da sua própria forma de orientação. Adquirir consciência é uma grandeza, mas é a grandeza da posterioridade. É este um outro aspecto do fenômeno sofístico. Talvez não seja preciso justificar a afirmação de que o período que vai da sofística a Platão e Aristóteles alcança uma vasta e permanente elevação na evolução do espírito grego; ainda assim, porém, conserva-se toda a sua força a frase de Hengel que diz que a coruja de Atenas só levanta vôo ao declinar o dia.
Foi precisamente com os sofistas que ganhamos íntima consciência de que a "continuidade" dos estágios primitivos na estrutura histórica da cultura não é uma palavra vazia, pois não podemos afirmar e admirar os novos estágios sem que neles estejam assumidos os primeiros. Só a partir dos fundamentos teóricos da sua educação é que podemos estudar. Tem importância essencial para o nosso objetivo a sua íntima ligação da elaboração consciente do ideal de educação com a execução consciente do processo educativo.
A natureza humana geralmente está apta para o bem. O homem desgraçado ou inclinado ao mal constitui exceção.
A prática educativa e o mundo das idéias dos sofistas surgem nele numa grande unidade histórica, e revelam-se da maneira incontestável os seus pressupostos políticos e sociais.
É digno de nota que os sofistas nunca tenham propugnado a oficialização da educação embora esta exigência esteja muito próxima do ponto de vista de Protágoras.
O jovem é mais tarde levado à escola de ginástica, onde os paidotribes lhe fortalecem o corpo, para que seja servo fiel de um espírito vigoroso e para que o homem nunca fracasse na vida por culpa da debilidade do corpo.
Protágoras limita-se ao ensino elementar do conteúdo da poesia que, como vimos, não se dirige à forma, ao ritmo e à harmonia do espírito, mas sim à regra moral e ao exemplo histórico.
A lei já não é uma descoberta de antigos e notáveis legisladores, mas sim uma criação de circunstâncias.
De qualquer modo, é certo que no tempo de Platão pensava-se que a sofística era uma arte intimamente vinculada às condições políticas do tempo.
Plutarco juntou às interações sofísticas doutrinas posteriores à sofística. Assim, procede talvez de Platão o conceito da plasticidade da alma juvenil; e a bela idéia de que a arte compensa as deficiências da natureza provém de Aristóteles, embora tenham ambas antecedentes sofísticos.
A união da pedagogia com a filosofia da cultura, atribuída pela tradição aos sofistas e principalmente a Protágoras, correspondia a uma necessidade interior.
Infelizmente, é extraordinariamente deficiente o nosso conhecimento destas grandes realizações dos sofistas. Perderam-se os seus escritos gramaticais; mas os gramáticos posteriores, peripatéticos e alexandrinos, os reelaboraram.
O sistema grego de educação superior, tal como os sofistas o estruturaram, impera atualmente em todo o mundo civilizado.
Não sabemos em que sentido orientaram os sofistas o ensino da Matemática. Uma objeção capital da crítica pública contra esse aspecto da educação sofista era a inutilidade das matemáticas para a vida prática.
Foi pelo valor teórico que apreciaram a Matemática e a Astronomia, ainda que na maior parte dos casos não tenham sido investigados fecundos e originais.
Foi com a introdução do ensino científico e teórico que se deve Ter levantado o problema de saber até que ponto estes estudos se deviam estender. Onde quer se fale da educação científica naquela época, em vemos sempre o reflexo desse problema.

PROTÁGORAS DE ABDERA - Protágoras nasceu em Abdera - pátria de Demócrito, cuja escola conheceu - pelo ano 480. Viajou por toda a Grécia, ensinando na sua cidade natal, na Magna Grécia, e especialmente em Atenas, onde teve grande êxito, sobretudo entre os jovens, e foi honrado e procurado por Péricles e Eurípedes. Acusado de ateísmo, teve de fugir de Atenas, onde foi processado e condenado por impiedade, e a sua obra sobre os deuses foi queimada em praça pública. Refugiou-se então na Sicília, onde morreu com setenta anos (410 a.C.), dos quais, quarenta dedicados à sua profissão. Dos princípios de Heráclito e das variações da sensação, conforme as disposições subjetivas dos órgãos, inferiu Protágoras a relatividade do conhecimento. Esta doutrina enunciou-a com a célebre fórmula; o homem é a medida de todas as coisas. Esta máxima significava mais exatamente que de cada homem individualmente considerado dependem as coisas, não na sua realidade física, mas na sua forma conhecida. Subjetivismo, relativismo e sensualismo são as notas características do seu sistema de ceticismo parcial. Platão deu o nome de Protágoras a um dos seus diálogos, e a um outro o de Górgias.

GÓRGIAS DE LEÔNCIO - Górgias nasceu em Abdera, na Sicília, em 480-375 a.C - correlacionado com Empédocles - representa a maior expressão prática da sofística, mediante o ensinamento da retórica; teoricamente, porém, foi um filósofo ocasional, exagerador dos artifícios da dialética eleática. Em 427 foi embaixador de sua pátria em Atenas, para pedir auxílio contra os siracusanos. Ensinou na Sicília, em Atenas, em outras cidades da Grécia, até estabelecer-se em Larissa na Tessália, onde teria morrido com 109 anos de idade. Menos profundo, porém, mais eloqüente que Protágoras, partiu dos princípios da escola eleata e concluiu também pela absoluta impossibilidade do saber. É autor duma obra intitulada "Do não ser", na qual desenvolve as três teses: Nada existe; se alguma coisa existisse não a poderíamos conhecer; se a conhecêssemos não a poderíamos manifestar aos outros. A prova de cada uma destas proposições e um enredo de sofismas, sutis uns, outros pueris.
No Górgias de Platão, Górgias declara que a sua arte produz a persuasão que nos move a crer sem saber, e não a persuasão que nos instrui sobre as razões intrínsecas do objeto em questão. Em suma, é mais ou menos o que acontece com o jornalismo moderno. Para remediar este extremo individualismo, negador dos valores teoréticos e morais, Protágoras recorre à convenção estatal, social, que deveria estabelecer o que é verdadeiro e o que é bem!

SÓCRATES - Quem valorizou a descoberta do homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais, segundo a via real do pensamento grego, foi Sócrates. Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira. Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante sua pobreza. Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Combateu a Potidéia, onde salvou a vida de Alcebíades e em Delium, onde carregou aos ombros a Xenofonte, gravemente ferido. Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal, na moldura da alta cultura ateniense da época, em contato com o que de mais ilustre houve na cidade de Péricles.
Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesses políticos. Quanto à família, podemos dizer que Sócrates não teve, por certo, uma mulher ideal na quérula Xantipa; mas também ela não teve um marido ideal no filósofo, ocupado com outros cuidados que não os domésticos.
Quanto à política, foi ele valoroso soldado e rígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados - diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.
Entretanto, a liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irônica e a conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua probidade. Diante da tirania popular, bem como de certos elementos racionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual. Esse estado de ânimo hostil a Sócrates concretizou-se, tomou forma jurídica, na acusação movida contra ele por Mileto, Anito e Licon: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros. Sócrates desdenhou defender-se diante dos juizes e da justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos. Tinha ele diante dos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno da razão, para a imortalidade. E preferiu a morte. Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria.
Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere - pois uma lei vedava as execuções capitais durante a viagem votiva de um navio a Delos - o discípulo Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre. Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos. Especialmente famoso é o diálogo sobre a imortalidade da alma - que se teria realizado pouco antes da morte e foi descrito por Platão no Fédon com arte incomparável. Suas últimas palavras dirigidas aos discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: "Devemos um galo a Esculápio". É que o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade.

O MÉTODO SOCRÁTICO – É a parte polêmica. Insistindo no perpétuo fluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber. Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o verdadeiro objeto da ciência.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar-lhes as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter-lhes o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa. Por onde se vê que a indução socrática não tem o caráter demonstrativo do moderno processo lógico, que vai do fenômeno à lei, mas é um meio de generalização, que remonta do indivíduo à noção universal.
Praticamente, na exposição polêmica e didática destas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um discípulo a instruir. No primeiro caso, assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância. É a ironia socrática. No segundo caso, tratando-se de um discípulo (e era muitas vezes o próprio adversário vencido), multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão. A este processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele maiêutica ou engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias.
DOUTRINAS FILOSÓFICAS - A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates. E exprime-se no famoso lema conhece-te a ti mesmo - isto é, torna-te consciente de tua ignorância - como sendo o ápice da sabedoria, que é o desejo da ciência mediante a virtude. E alcançava em Sócrates intensidade e profundidade tais, que se concretizava, se personificava na voz interior divina do gênio ou demônio.
Como é sabido, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemos especialmente aos seus dois discípulos Xenofonte e Platão, de feição intelectual muito diferente. Xenofonte, autor de Anábase, em seus Ditos Memoráveis, legou-nos de preferência o aspecto prático e moral da doutrina do mestre. Xenofonte, de estilo simples e harmonioso, mas sem profundidade, não obstante a sua devoção para com o mestre e a exatidão das notícias, não entendeu o pensamento filosófico de Sócrates, sendo mais um homem de ação do que um pensador. Platão, pelo contrário, foi filósofo grande demais para nos dar o preciso retrato histórico de Sócrates; nem sempre é fácil discernir o fundo socrático das especulações acrescentadas por ele. Seja como for, cabe-lhe a glória e o privilégio de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem como o seu biógrafo genial. Com efeito, pode-se dizer que Sócrates é o protagonista de todas as obras platônicas embora Platão conhecesse Sócrates já com mais de sessenta anos de idade. "Conhece-te a ti mesmo" - o lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio. O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia. A psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.
Em psicologia, Sócrates professa a espiritualidade e imortalidade da alma, distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual, mas não define o livre arbítrio, identificando a vontade com a inteligência.
Em teodicéia, estabelece a existência de Deus: a) com o argumento teológico, formulando claramente o princípio: tudo o que é adaptado a um fim é efeito de uma inteligência; b) com o argumento, apenas esboçado, da causa eficiente: se o homem é inteligente, também inteligente deve ser a causa que o produziu; c) com o argumento moral: a lei natural supõe um ser superior ao homem, um legislador, que a promulgou e sancionou. Deus não só existe, mas é também Providência, governa o mundo com sabedoria e o homem pode propiciá-lo com sacrifícios e orações. Apesar destas doutrinas elevadas, Sócrates aceita em muitos pontos os preconceitos da mitologia corrente que ele aspira reformar.
A Moral é a parte culminante da sua filosofia. Sócrates ensina a bem pensar para bem viver. O meio único de alcançar a felicidade ou semelhança com Deus, fim supremo do homem, é a prática da virtude. A virtude adquiri-se com a sabedoria ou, antes, com ela se identifica. Esta doutrina, uma das mais características da moral socrática, é conseqüência natural do erro psicológico de não distinguir a vontade da inteligência. Conclusão: grandeza moral e penetração especulativa, virtude e ciência, ignorância e vício são sinônimos. "Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça".
Sócrates reconhece também, acima das leis mutáveis e escritas, a existência de uma lei natural - independente do arbítrio humano, universal, fonte primordial de todo direito positivo, expressão da vontade divina promulgada pela voz interna da consciência.
Sublime nos lineamentos gerais de sua ética, Sócrates, em prática, sugere quase sempre a utilidade como motivo e estímulo da virtude. Esta feição utilitarista empana-lhe a beleza moral do sistema.
Como Sócrates é o fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é o fundador, em particular da ciência moral, mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional. Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum. Tudo isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade - como ensinavam os sofistas. É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral até àquele intelectualismo que, identificando conhecimento e virtude - bem como ignorância e vício - tornava impossível o livre arbítrio. Entretanto, como a gnosiologia socrática carece de uma especificação lógica, precisa - afora a teoria geral de que a ciência está nos conceitos - assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica. Se o fim do homem for o bem - realizando-se o bem mediante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento - Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, precisamente porque lhe falta uma metafísica. Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles. Estes dois filósofos, partindo dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma moral.

A GNOSIOLOGIA - O interesse filosófico de Sócrates volta-se para o mundo humano, espiritual, com finalidades práticas, morais. Como os sofistas, ele é cético a respeito da cosmologia e, em geral, a respeito da metafísica; trata-se, porém, de um ceticismo de fato, não de direito, dada a sua revalidação da ciência. A única ciência possível e útil é a ciência da prática, mas dirigida para os valores universais, não particulares. Vale dizer que o agir humano - bem como o conhecer humano - se baseia em normas objetivas e transcendentes à experiência. O fim da filosofia é a moral; no entanto, para realizar o próprio fim, é mister conhecê-lo; para construir uma ética é necessário uma teoria; no dizer de Sócrates, a gnosiologia deve preceder logicamente a moral. Mas, se o fim da filosofia é prático, o prático depende, por sua vez, totalmente, do teorético, no sentido de que o homem tanto opera quanto conhece: virtuoso é o sábio, malvado, o ignorante. O moralismo socrático é equilibrado pelo mais radical intelectualismo, racionalismo, que está contra todo voluntarismo, sentimentalismo, pragmatismo, ativismo.
A filosofia socrática, portanto, limita-se à gnosiologia e à ética, sem metafísica. A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensinamento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição. Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica. Sócrates, de par com os sofistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, a ciência, mediante a razão. Isto quer dizer que a instrução não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao discente, mas o mestre deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal. É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo.
Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência - que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da própria razão - patenteiam-se no famoso dito socrático "conhece-te a ti mesmo" que, no pensamento de Sócrates, significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida. Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência. Esta ignorância não é, por conseguinte, ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois, Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo.
O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a indução: isto é, remontar do particular ao universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito. Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a definição, representando o ideal e a conclusão do processo gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade.

ESCOLAS SOCRÁTICAS MENORES - A reforma socrática atingiu os alicerces da filosofia. A doutrina do conceito determina para sempre o verdadeiro objeto da ciência: a indução dialética reforma o método filosófico; a ética une pela primeira vez e com laços indissolúveis a ciência dos costumes à filosofia especulativa. Não é, pois, de admirar que um homem, já aureolado pela austera grandeza moral de sua vida, tenha, pela novidade de suas idéias, exercido sobre os contemporâneos tamanha influência. Entre os seus numerosos discípulos, além de simples amadores, como Alcibíades e Eurípedes, além dos vulgarizadores da sua moral (socratici viri), como Xenofonte, havia verdadeiros filósofos que se formaram com os seus ensinamentos. Dentre estes, alguns, saídos das escolas anteriores não lograram assimilar toda a doutrina do mestre; desenvolveram exageradamente algumas de suas partes com detrimento do conjunto.
Sócrates não elaborou um sistema filosófico acabado, nem deixou algo de escrito; no entanto, descobriu o método e fundou uma grande escola. Por isso, dele depende, direta ou indiretamente, toda a especulação grega que se seguiu, a qual, mediante o pensamento socrático, valoriza o pensamento dos pré-socráticos desenvolvendo-o em sistemas vários e originais. Isto aparece imediatamente nas escolas socráticas. Estas - mesmo diferenciando-se bastante entre si - concordam todas pelo menos na característica doutrina socrática de que o maior bem do homem é a sabedoria. A escola socrática maior é a platônica; representa o desenvolvimento lógico do elemento central do pensamento socrático - o conceito - juntamente com o elemento vital do pensamento precedente, e culmina em Aristóteles, o vértice e a conclusão da grande metafísica grega. Fora desta escola começa a decadência e desenvolver-se-ão as escolas socráticas menores.
São fundadores das escolas socráticas menores, das quais as mais conhecidas são: a escola de Megara, fundada por Euclides (449-369), que tentou uma conciliação da nova ética com a metafísica dos eleatas e abusou dos processos dialéticos de Zenão; a escola cínica, fundada por Antístenes (n. c. 445), que, exagerando a doutrina socrática do desapego das coisas exteriores, degenerou, por último, em verdadeiro desprezo das conveniências sociais. São bem conhecidas as excentricidades de Diógenes; a escola cirenaica ou hedonista, fundada por Aristipo, (n. c. 425) que desenvolveu o utilitarismo do mestre em hedonismo ou moral do prazer. Estas escolas, que, durante o segundo período, dominado pelas altas especulações de Platão e Aristóteles , verdadeiros continuadores da tradição socrática, vegetaram na penumbra, mais tarde recresceram transformadas ou degeneradas em outras seitas filosóficas. Dentre os herdeiros de Sócrates, porém, o herdeiro genuíno de suas idéias, o seu mais ilustre continuador foi o sublime Platão.

FONTES:
ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1994.
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REALI, Giovani e ANTESERI, Dário. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 1990.
SOUZA, José Cavalcante. Os pré-socrático. São Paulo: Abril, 1978.
WEATE, Jeremy. Filosofia para jovens. São Paulo - Callis, 1999.

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