PESQUISA & CIA

Um blog destinado à Pesquisa, apresentação de livros e resumos acadêmicos, com a proposta de  debater acerca desses temas, tratando desde aspectos metodológicos até condução para desenvolvimento do trabalho acadêmico.
Info:
lualma@terra.com.br
ou www.luizalbertomachado.com.br

OUTROS BLOGS DE LUIZ ALBERTO MACHADO

BLOGAGENDA
BRINCARTE
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
MÚSICA, TEATRO & CIA
TATARITARITATÁ
VAREJO SORTIDO

ARQUIVOS

CONTATO

Trama Virtual

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Segunda-feira, Maio 26, 2008

HISTÓRIA



EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO HISTÓRICO - A história antigamente era historizante, episódica, voltada para o fato histórico e retratava os acontecimentos políticos, diplomáticos, militares e religiosos. Deste período até o início da era cristã as narrativas históricas reproduziam os fatos reais, ficções e prodígios. Os gregos, por meio de Hesíodo, registravam acontecimentos dignos de serem lembrados. Com Heródoto a história era o resultado de pesquisa acerca das guerras entre os gregos e persas, buscando informações acerca da verdadeira história da região. Nascia, então a História Política tradicional que era ligada à memória e utilizada pelos gregos e, posteriormente, pelos romanos. Por outro lado, Roma procurava distinguir a história da lenda por meio de Tito Lívio que acrescentou intenções morais e patrióticas tendo como personagem central o Estado romano.
Na Idade Média ocorreu a dimensão filosófica da história com o triunfo do cristianismo que rompia com a tradição greco-romana e se formando com base nas contribuições orientais resumidas na Bíblia. Do ponto de vista metodológico e da técnica histórica, a Idade Média fica compreendida como um tempo morto ou de regressão em face do obscurantismo que possibilitou a história feita pelos eclesiastas e escribas, sem, no entanto, poder se destacar historiador algum.
Com o Renascimento no séc. XVI nasce o método crítico e as técnicas modernas da história. E com o Humanismo Renascentista nascia a crítica erudita das fontes e negação de lendas, fantasias e milagres.
Do séc. XVI ao XVIII aparecem os historiadores oficiais a serviços de príncipes e repúblicas.
Do séc. XVIII ao XIX aparece a Ilustração e o Romantismo: uma história ainda política feita pelos antiquários que eram os eruditos. Destaque para a escola histórica alemã pela erudição, pela critica documental rigorosa, pela diversidade de fontes e pelo conhecimento filológico.
O século XIX ficou conhecido como o século da história erudita.
Efetuando uma avaliação vê-se que a modernidade se caracteriza pelo paradigma Iluminista ou Moderno, voltado para a base científica e racional baseada no marxismo e na Escola de Annales. É sob este paradigma que nasce a Teoria Modificada do Reflexo com a análise da particularidade–universalidade (objetividade) e singularidade (subjetividade); totalidade e como conseqüência de princípio do materialismo dialético.
Para melhor entendimento é importante ressaltar que a concepção de história de Hegel pressupõe um espírito abstrato ou absoluto desenvolvendo-se de forma tal que a humanidade não é mais do que uma massa que o transporta, consciente ou inconscientemente. Daí Hegel introduzir, dentro da história empírica e exotérica, uma história especulativa, esotérica. Passa-se a entender que a evolução histórica é uma sucessão de fenômenos submetidos a leis. Então, para Hegel, a História é apenas o desenvolvimento do Espírito universal no tempo. A filosofia da história é a história considerada como inteligência, os fatos são tomados tais quais são, e o único pensamento que ela neles introduz é o pensamento de que a razão governa o mundo.
Com o Positivismo surgido em 1870, com Auguste Comte e Stuart Mill, este busca a dinâmica social com a historiografia metódica de base científica, distinguindo a verdade histórica da ficção, e a dicotomia entre ciência e arte. Dá origem à História das Idéias.
Outra vertente surge com o marxismo que se direciona ao problema hegeliano de explicar a origem do estado social buscando na economia política a anatomia da sociedade civil, identificando a causa fundamental de toda evolução social na luta que o homem trava com a natureza para assegurar sua própria existência. Para Marx as relações de produção determinam todas as outras relações que existem entre os homens na sua vida social. A partir daí o marxismo ocidental inaugurou a História Nova desenvolvido por Gramisc, Lukács e escola de Frankfurt. No Brasil seu maior represnetante foi Nelson Werneck Sodré.
Com a Escola de Annales influenciada por Durkheim, pelo marxismo, estruturalismo e quantitativismo, a história se volta para uma postura social e econômica, passando o seu estudo a ser a interpretação do homem no tempo: documento, fato histórico e tempo. Esta escola busca desvencilhar a historiografia de identidades abstratas, preferindo voltar-se para a história os seres vivos, concretos e à trama de seu cotidiano.
O paradigma Pós-Moderno ocorre sob o simbólico-realista com a Nova História de relativismo extremo.
A partir daí convem repassar as várias nomenclaturas para a histórica como econômica, social, dentre outras. A História Econômica que é mais conhecida como Escola Histórica Francesa, trazia sofisticados modelos matemáticos para explicar tudo. A História Social nasce como uma história-problema, aliada nas ciências humanas e debatendo o papel da ação humana na história. No Brasil seu principal representante foi Florestan Fernandes. A História das Mentalidades tem uma visão antropológica oriunda da Escola de Annales. A Histórica Cultural é a Nova História estudando as manifestações oficiais ou formais da cultura de determinada sociedade. No Brasil foi desenvolvida por Gilberto Freire e Sérgio Buarque de Holanda. A História Agrária surge no Séc. XX no Rio de Janeiro por meio da geografia humana sob a ótica da agricultura: terra, homem e técnica. Voltada para a história regional econômica e social, ou seja, para o processo produtivo agrícola. A História Urbana nasce em 1864 com Max Weber e é voltada para a urbe, metrópole e vida urbana. História das Paisagens surge a partir de Darwin em 1859, reunindo a geografia humana e a história agrária, com relação homem/natureza e a ecologia humana. A História Empresarial surge com Say e Schumpeter numa revisão da teoria da dependência, acesso à documentação e revalorização da microeconomia. A História da Família parte da demografia história com a reconstituição dinâmica populacional, envolvendo temas como fertilidade, comportamento sexual e família como uma unidade de produção do consumo. Dá-se em 1950 no Brasil. A História do Cotidiano e da Vida Privada envolvendo os detentores do poder e os excluídos da história numa invenção do cotidiano por meio de uma antropologia histórica. A História das Mulheres nasce por força das campanhas feministas, de gênero, da família, maternidade, gestos, sentimentos, sexualidade, ação e luta e trabalho. A História da Sexualidade que tem em Foucault a observação dos costumes, do sexo e da repressão. A História da Etnia sob a observância da dominação e escravidão, descoberta da humanidade do outro, ser o que se é e as concepções etnocêntricas. A História das Religiões no contexto de progressiva dessacralização iniciada no séc. XVI, envolvendo cronologia, manifestações religiosas, doutrinas eclesiásticas, crenças e mentalidades e hibridismos sociais.

BIBLIOGRAFIA:
BLOCH, Marc. Apoogia da história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
BRAUDEL, Fernand. Uma lição de história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1989.
______. Escritos sobre a história. São Paulo: Perspectiva, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion/ BRIGNOLI, Héctor Pérez. Os métodos da história. Rio de Janeiro: Graal, 2002.
CAROSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da história. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
CASTRO, Ubiratan. Introdução ao estudo da história. Salvador: UFBA, 1988.
FÉLUX, Loiva Otero. História e memória: a problemática da pesquisa. Passo Fundo: EDUPF, 1998.
GARDINER, Patrick. Reorias da História. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1964.
GUAZELLI, César Augusto Barcellos et al (Orgs). Quesotes de teoria e metodología da História. Porto Alegre: Universidade/UFRGS, 2000.
HELLER, Agnes. Uma teoria da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
HUGHES-WARRINGTON, Marnie. 50 grandes pensadores da História. São Paulo: Contexto, 2002.
LE GOLF, Jacques; NORA, Pierre. Fazer História. Amadora: Bertran, 1977.
PLEKHANOV, G. A concepção materialista da História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
VIEIRA, Maria do Pilar; PEIXOTO, Maria do Rosário; KHOUURY, Yara Maria. A pesquisa em história. São Paulo: Atica, 1999.
WHITROW, G. J. O tempo na história: concepções da pré-história aos nossos dias. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

VEJA MAIS:
PESQUISA & CIA
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

por Luiz Alberto Machado, às 5:57 AM



Sexta-feira, Maio 23, 2008

EXERCÍCIO DA CIDADANIA

por Luiz Alberto Machado, às 6:45 AM



Quinta-feira, Maio 22, 2008

HISTÓRIA



JEAN GLÉNISSON – INICIAÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS - Obra que traz na primeira parte as noções gerais acerca do conteúdo do termo História e a sua relação com o tempo e o meio geográfico. Na segunda parte passa para o domínio da erudição e da crítica, abordando a erudição e as ciências auxiliares da história, as técnicas modernas, a cronologia, paleografia, o objeto intelectual da pesquisa, o fato histórico, o objeto material da pesquisa, o documento e a crítica dos testemunhos. Na terceira parte passa para o domínio da interpretação abordando a história em perpetua gestação, a liberdade do historiador, a sociedade e individuo, o determinismo, a concepção cristã, a resposta do marxismo e a nova história. Traz ainda um esboço da historiografia brasileira dos séc. XIX e XX e algumas tendências da historiografia contemporânea.

FONTE:
GLÊNISSON, Jean. Iniciação aos estudos históricos. Rio de Janeiro/São Paulo: Diofel,1977.

VEJA MAIS:
PESQUISA & CIA
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

por Luiz Alberto Machado, às 6:34 AM



Quarta-feira, Maio 21, 2008

HANNAH ARENDT



HANNAH ARENDT – ENTRE O PASSADO E O FUTURO - A filosofa, pensadora da liberdade e teórica política alemã Hannah Arendt (1906-1973) abarcou temas sobre política, autoridade, totalitarismo, educação, condição laboral, violência e a condição da mulher. A sua obra é fundamental para entender e refletir sobre os tempos atuais, dilacerados por guerras localizadas e nacionalismos. Ela foi aluna do filósofo Heidegger - com quem teve um relacionamento amoroso - na universidade alemã de Marburgo, e formou-se em filosofia em Heidelberg. Quando o nacional-socialismo de Hitler subiu ao poder, em 1933, ela saiu da Alemanha e foi para Paris, a capital francesa, onde entrou em contato com intelectuais como o escritor Walter Benjamin. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo francês de Vichy colaborou com os invasores alemães e, por ser judia, Hannah foi enviada a um campo de concentração, em Gurs, como "estrangeira suspeita". Porém, conseguiu escapar e aportou em Nova York, em maio de 1941. Exilada, ficou sem direitos políticos até 1951, quando conseguiu a cidadania norte-americana. Ela se tornou a teórica do inconformismo, defendendo os direitos dos trabalhadores, a desobediência civil e atuou contra a Guerra do Vietnã (1961-1975). A sua obra “Entre o passado e o futuro” aborda questões conceituais de História, na ótica antiga e moderna, questionando autoridade, liberdade, crise na educação, crise na cultura e sua importância social e política, verdade e política, e a conquista do espaço e a estatura humana.

FONTE:
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2005.

FULGURAÇÃO DE PARCERIAS TEXTUAIS - Ressonâncias do Decadentismo na Belle Époque Brasileira - 4º Colóquio Estéticas de Fim-de-Século 9º Colóquio 17 A 19 DE JUNHO DE 2008 AUDITÓRIO DA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL RIO DE JANEIRO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL CNPq

CURSOS: Formação de Profissionais em Administração Financeira-Contábil Objetivos:Apresentar o papel da Administração Financeira no âmbito da empresa; Identificar os fluxos de recursos que ocorrem dentro da empresa; Diferenciar as decisões financeiras de curto e longo prazo; Diagnosticar problemas na gestão do capital de giro; Identificar as técnicas de apoio à tomada de decisões de investimento. Contabilidade Básica – 24/05 a 07/06/08 – 12h. Análise das Demonstrações Financeiras – 14 a 28/06/08 – 12h. Administração Financeira Orçamentária – 05 a 19/07/08 – 12h. Orçamento e Gestão do Fluxo de Caixa – 26/07 a 09/08/08 – 12h. Administração de Custos – 16 a 30/08/08 – 12h. Departamento Fiscal – 06 a 27/09/08 – 16h. Matemática Financeira com HP12C – 04 a 18/10/08 – 12h. Departamento de Pessoal – 25/10 a 29/11/08 – 20h. Curso Prático de Cálculos Trabalhistas e Previdenciários – 06/12/08 a 03/01/09 – 20h. Instrutor: David Silvestry Correia da Silva Técnico Contábil – Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis – Pesquisador Cientifico – Estatístico Contábil – Analista de Balanço – Facilitador de Cursos na Área Financeira, Administrativa e contábil – Gestor Responsável Técnico em diversas empresas do seguimento Administrativo Contábil. Analista Contábil do GRUPO SCHINCARIOL; Contabilista da Conta - Gil Contabilidade; Instrutor da MICROLINS e INSTITUTO ADVANCE. Período: 24/05/08 a 03/01/09 – Aos Sábados. Horário: 08 às 12h. Carga Horária: 128 horas. Número máximo de pessoas em sala de aula – 15 (quinze).Rua Coronel Lima Rocha 935, Sala 110, Pinheiro. Empresarial Hellus - Maceió/AL CEP: 57055-400 - E-mail: contato@advancerh.com.br – Site: www.advancerh.com.br Fones: (82) 3338 – 3122 / 3241 – 3675.

SEMINÁRIO - I Seminário Imagem e Pensamento promovido em parceria entre o Sesc Campinas, o Grupo de Reflexão Imagem e Pensamento e a Pós-graduação em Multimeios/Unicamp. O Seminário acontece do dia 28 ao dia 30 de maio e contempla em sua programação apresentações teóricas e práticas na área de Fotografia e Cinema.Info> Isabela Lyrio http://www.flickr.com/photos/isabelalyrio & http://www.punctum-foto.com & http://punctum-foto.blogspot.com/

VEJA MAIS:
PESQUISA & CIA
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

por Luiz Alberto Machado, às 5:41 AM



Terça-feira, Maio 20, 2008

DOMÍNIOS DA HISTÓRIA



DOMÍNIOS DA HISTÓRIA - O livro “Domínios da História” organizado por Ciro Flamarion e Ronaldo Vainfas, reúne uma série de intelectuais, a exemplo de Ana Maria Mauad, Magali ngel, Maria Yedda Linhares, Mary Del Priore, Rachel Soihet, Ronaldo Raminelli, Sheila Castro Faria, Luciano Figueiredo, Manolo Florentino, Hebe Castro, Jacqueline Hermann, João Fragoso, Edgard Ferreira Neto, Eulália Lobo, Francisco Carlos T. Silva, Francisco Falcon e Virginia Fontes, abordando temas acerca dos territórios do historiador, paradigmas rivais, áreas, fronteiras, dilemas acerca da historia econômica, social, poder, idéias, mentalidades e cultura, envolvendo, ainda, a história agrária, urbana, das paisagens, empresarial, da família, demografia histórica, do cotidiano e da vida privada, das mulheres, da sexualidade, etnia, das religiões e religiosidades, os modelos, análise de textos, imagem como exemplos da fotografia e cinema, informática e os descaminhos da história.

FONTE:
CAROSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da história. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

EDITAL TANGOLOMANGO 2008 – Já está disponível o edital para participar do Tangolomango - 7º Festival de Diversidade Cultural - que acontece esse ano nos meses de agosto, setembro e novembro em Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro. O edital está no site www.tangolomango.com.br As inscrições devem ser feitas até o dia 10 de junho e os respectivos documentos devem ser enviados para a Rua Conde Lages, 44 Sala 307, Glória - CEP: 20241-040 - Rio de Janeiro. O projeto foi coordenado e finalizado pela cineasta Luciana Bezerra, do Núcleo de Cinema do Grupo Nós do Morro. Veja mais no site www.tangolomango.com.br

VEJA MAIS:
PESQUISA & CIA
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

por Luiz Alberto Machado, às 5:28 AM



Segunda-feira, Maio 19, 2008

OS MÉTODOS DA HISTÓRIA



OS MÉTODOS DA HISTÓRIA - A obra “Os métodos da História" escrita por Ciro Flamarion Cardoso e Héctor Pérez Brignoli, aborda a evolução recente da ciência histórica a partir do caminho percorrido pela história linear dos fatos singolares à história das estruturas, as linhas d força da evolução recente, a história quantificada e suas correntes e a ciência histórica no presente. Em seguida trata da evolução recente a partir dos limites da quantificação e da econometria retrospectiva, dos limites entre historia econômica e historia total, os historiadores e as estruturas e a metodologia e dependência cultural. Logo após versa sobre Marxismo e história no século XX, a partir da concepção marxista da história da década de 20 até o momento presente, a influencia do marxismo no pensamento histórico contemporâneo e em relação à história da América Latina. Depoos traz a história demográfica considerando a demografia européia do ancien regime e latino-americana, a exploração dos registros paroquiais e das listas nominativas de habitantes e documentos análogos. Daí vem a problemática da história econômica da América Latina, as generalidades, a época colonial, os séc. XIX e XX. A partir dessa abordagem traz os conceitos, métodos e técnicas da história econômica, o vocabulário básico, as flutuações econômicas, a quantificação estatística em História com emprego da amostragem e história das empresa. Depois traz a história social, os sentidos dessa expressão, os dados econômicos, estrutura social e estratificação, movimentos e lutas sociais e as mentalidades coletivas. Em seguida, o método comparativo na História, a definição,importância e vantagens. Armadilhas e perigos na aplicação do método, precauções necessárias, as formas e os resultados da aplicação do método comparativo. Por fim, vem o problema da síntese na história, a colocação da questão, alguns problemas de método e epistemologia, a resposta marxista, o materialismo histórico, a escola francesa conhecida como escola dos Annales. Traz anexo a organização e realização de uma pesquisa histórica, vocabulário estatístico basco, a contabilidade das empresas, o uso da computação, os modelos econometricos, o somatório de quadrados e tabela de números fortuitos.

FONTE:
CARDOSO, Ciro Flamarion/ BRIGNOLI, Héctor Pérez. Os métodos da história. Rio de Janeiro: Graal, 2002.

NOBODY KHOWS AND THE RESONANT GESTURE ON SCREEN - O Fórum de Ciência e Cultura, a Escola de Comunicação e o Programa de Pós-Comunicação da UFRJ estão promovendo a palestra da Professora Linda Erlich, do Case Western Reserve University, intitulada "`Nobody Knows' and and the Resonant Gesture on Screen", no Auditório do Centro de Produção Multimídia (CPM) de Escola de Comunicação da UFRj, no dia 20 de maio (terça-feira), das 15 às 16:30. A palestra será feita em inglês sem tradução e haverá exibição de trechos dos filmes discutidos. A entrada para a palestra é gratuita. Linda Ehrlich é Escritora é Professor Associada de Japonês, Literatura Mundial e Cinema da Case Western Reserve University, co-editora de Cinematic Landscapes (University of Texas Press, 1994; Segunda edição 2000), antologia de artigos sobre a interface entre artes visuais e os cinema da China e do Japão, e autora de An Open Window: The Cinema of Víctor Erice (2007). Ela concluiu outros dois ivros que ainda não foram publicados : A Particular Slant of Light (prosa poética sobre paisagem e filme), Like Sculpture to the Blind (livros de poemas). No momento, ela está escrevendo uma nova coletânea de ensaios intitulada Stillness In Motion. Endereço: Auditório da COM Em frente à Escola de Comunicação da UFRJ Av. Pasteur, 250 - Urca – Rio de Janeiro (esquina com Av. Venceslau Brás) Mais detalhes sobre a programação podem ser encontrados no link: http://www.forum.ufrj.br.ou no fone: 2295-1595 / Ramais: 109, 113 e 117. Beatriz Resende, Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ Ivana Bentes, Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ Micael Herschmann, Coordenador do Programa de Pós-Graduação da UFRJ Denilson Lopes, Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

BB 2009 - O Banco do Brasil abre inscrições para sua programação cultural 2009. Os projetos selecionados irão compor a programação dos Centros Culturais do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, e também do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. As inscrições para projetos seguem até 12 de junho e estão abertas a pessoas físicas e jurídicas de qualquer nacionalidade e região do Brasil. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, pela página web www.bb.com.br/cultura/

INTERCOM NORDESTE - A organização do X Congresso de Ciências da Comunicação da Região Nordeste (Intercom Nordeste 2008), que acontece de 12 a 14 de junho, em São Luís (MA), prorrogou o prazo de inscrições para os interessados em participar como ouvintes do Intercom Nordeste. Com o tema "Mídia, Ecologia e Sociedade", o encontro traz exposições de pesquisas realizadas por estudantes e pesquisadores das áreas de comunicação de todas as escolas do país. O evento também vai oferecer oficinas, a fim de democratizar as experiências. Inscrições e outras informações: www.intercomnordeste.com.br/.

V FOLKCOM A Universidade Estadual da Paraíba realiza entre os dias 5 e 7 de junho, em Campina Grande, o seminário Festejos Juninos no Contexto da Folkcomunicação e da Cultura Popular. Este ano o tema central é Urbanização, Estado e Mídia na Reinvenção das Festas Populares. O objetivo do evento é possibilitar uma discussão sobre os fatores que estão contribuindo para as mudanças nas festas populares na atualidade, especialmente, àquelas relacionadas com o período junino. Palestras, mesas redondas, apresentações de trabalhos científicos, mostra de vídeos e oficinas compõem a programação. As inscrições seguem até 1º de junho. Outras informações: folkcom2008@gmail.com/.

LINGUAGENS 2008 - Seguem até o dia 4 de junho, as inscrições aos interessados em integrar o livro Linguagens 2008. A publicação, que está em sua segunda edição, tem por objetivo mapear a produção fotográfica local. O lançamento, tal como no ano anterior, acontece durante abertura da 2ª Semana de Fotografia do Recife, entre os dias 31 de agosto e 7 de setembro. Outras informações: www.recife.pe.gov.br/.

OFICINA DE QUADRINHOS - As inscrições para o Curso Autoral de Quadrinhos já estão abertas. Voltada a jovens artistas interessados na apropriação da mídia dos quadrinhos, cada participante deverá desenvolver sua própia linguagem gráfica de contar histórias. As inscrições são realizadas mediante carta de intenção e curriculum resumido entregues no Centro de Formaçãoem Artes Visuais (CFAV). O curso acontece de 7 de junho a 2 de agosto, aos sábados. Outras informações: cfavartesvisuais@gmail.com

CINEME-SE 2008 Tem início em Santos (SP), no próximo dia 27, a 4ª edição do Cineme-se - Festival de Experiências do Cinema. Serão exibidos mais de 120 curtas e três longas-metragens com diferentes olhares do Brasil. A linguagem das cores no audiovisual é o tema das intervenções e oficinas. As novidades do Festival para este ano são a Sessão Sem Olhar, que exibe curtas com audiodescrição e sinestesia para deficientes visuais; Sessão da Meia Noite, sobre o universo erótico e underground do cinema, com bate-papo sobre cores e erotismo; e a Sessão Buena Vista, com apresentação musical de trilhas sonoras ao vivo, acompanhadas por cenas dos filmes de origem. Programação completa e outras informações: http://cineme-se.blogspot.com/.

VEJA MAIS:
PESQUISA & CIA
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

por Luiz Alberto Machado, às 4:15 AM



Sexta-feira, Maio 16, 2008

CIDADANIA: UM DEBATE



Foto: Cêça Marques.

CIDADANIA

Luiz Alberto Machado

Nas minhas andanças envolvendo professores e alunos dos ensinos Fundamental, Médio, Profissional e Superior, tenho levado a minha palestra acerca da temática “Cidadania”.
Conforme mencionado no texto anterior, o conceito de cidadania é bastante abrangente, uma vez que é preciso reunir uma série de condições para que seja apreendido o seu verdadeiro significado.
O primeiro ingrediente para a fundamentação conceitual da cidadania são os direitos civis. E quais são esses direitos? Os direitos civis são aqueles direitos que surgiram no séc. XVIII e estão elencados no art. 5º da Constituição Federal vigente. São conhecidos como direitos individuais por serem inerentes ao homem e implicam nas limitações impostas pela soberania popular aos poderes constituídos para resguardar direitos indispensáveis à pessoa humana. Tais direitos podem ser entendidos como aqueles da expressão da vontade humana, igualdade perante a lei, liberdade de opinião e pensamento, proteção à liberdade e a proteção à propriedade, inviolabilidade do domicílio, proibição de prisão sem culpa formada e na exigência de motivação judicial da prisão, liberdade de união, inviolabilidade de correspondência, amplitude da liberdade de imprensa, petição de direito e a principal deles que é o habeas corpus, dentre outros. Vale ressaltar, portanto, que muitos destes direitos são descumpridos e violados pelo Estado.
O segundo ingrediente são os direitos sociais que são aqueles proporcionados pelo Estado nas situações sociais buscando a isonomia proposta pelo direito civil e estão elencados do art. 6º até o 11º da Constituição Federal vigente, e são relativos à educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e a infância e a assistência aos desamparados, dentre outros direitos. Estes são fundamentos para o gozo dos direitos individuais, e criam as condições para a obtenção da igualdade de fato, garantindo o exercício efetivo da liberdade para a generalidade das pessoas, sem prejuízo de um em benefício de outro. Assim sendo, os direitos sociais contemplam as relações de consumo do cidadão, a seguridade social e a saúde, a educação e cultura, a moradia, o lazer e meio ambiente, a proteção à maternidade e a infância, os direitos individuais do trabalhador e a garantia do emprego, salário, repouso, inatividade e proteção ao trabalhador com participação nos lucros e co-gestão, liberdade de associação ou liberdade sindical, direito de greve, direito de substituição processual, direito de participação laboral, direito de representação na empresa, dentre outros.
Outro ingrediente são os direitos políticos que são os direitos elencados no art. 14º da Consituição Federal vigente e que tomam relevância por causa da recente e difundida discussão sobre os Direitos Humanos, devido à incomensurável importância destes no exercício da democracia. Tais direitos contemplam a capacidade eleitoral ativa, ou seja, o direito de voto, sendo, pois, as formas adotadas para realização da soberania popular. São eles os direitos de participação popular no Poder do Estado, que resguardam a vontade manifestada individualmente por cada eleitor e, portanto, são dependentes de outros direitos fundamentais da pessoa humana, a exemplo do direito social à educação, dos Direitos Econômicos, dentre outros. Também se destacam entre os direitos políticos o sufrágio que é o voto e a capacidade de votar e sr votado, o plebiscito,o referendo, a iniciativa popular e a reeleição.
Quando o sujeito se torna cônscio destes direitos, revestido pela ação de solidariedade e alteridade, se manifesta em sua plenitude o exercício da cidadania.
Mediante o exposto, é possível considerar que ser cidadão é atuar de forma consciente respeitando e participando das decisões promovidas pela sociedade, visando sempre melhorar a vida individual e coletiva. Esta ação legitima o exercício da cidadania que vai além das normatizações e doutrinas, inserindo-se sociologicamente entre os seres e a coletividade para alcançar a vida de todos os seres humanos plenamente.

FONTES:
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
DINIZ, Maria Helena, Dicionário Jurídico, São Paulo: Saraiva, 1998
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 1989.
GONÇALVES, Carlos Roberto, Sinopses Jurídicas – Direito das Obrigações – Parte Especial – vol. 06, São Paulo: Saraiva, 2000
HORTA, Raul Machado. Estudos de direito constitucional. B.H: Del Rey, 1995.
MAGALHÃES, José Luiz Quadros de. Direitos humanos na ordem jurídica interna. Belo Horizonte: Interlivros, 1992.
MAGALHÃES, José Luiz Quadros de. Direitos humanos: evolução histórica, Revista Brasileira de Estudos Políticos, p. 93, 1992.
MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. São Paulo, Atlas, 2001.
SALGADO, Joaquim Carlos; Os direitos fundamentais. Revista Brasileira de Estudos Políticos. Imprensa Universitária, 1996. n.2.
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros, 1997.
________. Curso de Direito Constitucional. São Paulo, Malheiros, 1998.
WALD, Arnaldo, Obrigações e Contratos - Curso de Direito Civil Brasileiro, São Paulo: RT, 1998

VEJA MAIS:
CIDADANIA NAS ESCOLAS
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

por Luiz Alberto Machado, às 4:08 AM